Publicidade
Publicidade
:
Seg
23/10/17
Araguaína

Parcialmente Nublado

37º 21º

Casal araguainense supera crise e abre mão do emprego formal para empreender em ramo que movimenta milhões

09/10/2017 08h24 | Atualizado em: 10/10/2017 12h23
Texto:
Gostou?
  • (5)
  • (0)
Compartilhe:
Fotos: Laryssa Neves
Luana e Thiago deixaram o emprego formal para abrirem um negócio próprio.

Quando você pensa em ter o próprio negócio, o que vem à sua mente? Independência financeira, flexibilidade de horários para trabalhar e por que não dizer: a possibilidade de deixar um legado? Para muitos isso não passa de imaginação, mas enquanto alguns continuam sonhando, outros decidem “arregaçar as mangas” e empreender. Você vai conhecer agora, a história de um casal araguainense que decidiu mudar o rumo de sua vida deixando o emprego formal para abrir um negócio próprio.

Luana Cabral (32 anos) e Thiago Borges (33 anos) são casados há dez anos. Pais de Henrique (9 anos) e Davi (2 anos e 8 meses), eles hoje trabalham exclusivamente com um negócio familiar. Em 2017, comemoram 2 anos de implantação da empresa em Araguaína e estão ganhando espaço no mercado em um ramo que, segundo pesquisas, movimenta milhões por ano. Mas para chegar até aqui - cinco anos depois da formalização do negócio - o casal de empresários passou por importantes experiências.

Veia Empreendedora

Corre na veia de Luana o sangue empreendedor. Ela desde muito cedo acompanhou o exemplo dos pais que trabalham como vendedores autônomos e com eles aprendeu suas primeiras lições no ramo de vendas. Algumas delas foram adquiridas trabalhando em uma perfumaria na qual sua mãe e tia eram sócias e depois em uma loja de presentes que sua mãe abriu sozinha e Luana ajudava a administrar.

Família

Luana conheceu Thiago em 2002 quando começaram a namorar. Em 2007 veio o primeiro fruto do casal, época em que recém-casados, decidiram ir morar em São Luís (MA), em busca de novas oportunidades.

Com um filho de sete meses, Luana decidiu que precisava ajudar o marido com as despesas de casa, foi quando conseguiu emprego em um shopping, em uma rede varejista de renome nacional, onde se destacou entre os colaboradores conquistando o cargo de supervisora de lojas.

Oportunidade e Visão

Depois de trabalhar por cerca de três anos como supervisora, Luana foi convidada para fazer parte do quadro de colaboradores de uma das maiores redes de joalherias do Brasil, a Vivara, foi onde ela descobriu sua paixão por joias e adereços: “Simplesmente me encantei pelo universo das pedras e metais”, disse lembrando ainda: “Na época Vivara tinha cerca de 150 lojas e a que eu gerenciava estava entre as dez primeiras do Brasil em vendas. Batíamos todas as metas e ganhávamos premiações como reconhecimento de nossos resultados”.

O start

Um ano e meio trabalhando na Vivara foi suficiente para borbulhar ideias na mente de Luana. Ela saiu de lá para trabalhar em outra joalheria e começou a revender semijoias para aumentar a renda própria. Mas quando bateu a coragem junto com a vontade de empreender, não deu outra: Luana abriu mão do emprego formal e decidiu que dali em diante seria dona do próprio negócio. Foi quando nasceu a Luah Semijoias.

O Mercado

De acordo com o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), o Brasil possui mais de três mil empresas de semijoias e bijuterias, que juntas faturaram em torno de 600 milhões de reais por ano só em 2013. Segundo o estudo, a taxa média de crescimento foi de 115%.

No Brasil, o segmento é composto em 95% por micro e pequenas empresas e 70% das exportações deste setor, são para países ilustres no cenário mundial, como Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Argentina, Peru e Colômbia.

O mercado continua aquecido e o segmento ganha espaço no cenário mundial. Foram US$ 148 bilhões de dólares em vendas em 2014. A expectativa é que haja um crescimento de até 6% nos próximos anos. Estima-se ainda que as vendas anuais do setor chegarão a US$250 bilhões/ano até 2020, segundo relatório da McKinsey Global Institute.

Segundo o gerente Regional do Sebrae em Araguaína, Wolney Nóbrega de Andrade, no Tocantins são 121 empresas que atuam no ramo de semijoias e bijuterias, sendo que destas, 17 estão em Araguaína. 

Planejamento e Ação

Formada em Administração e Pós-Graduada em Gestão de Pessoas, Luana passou a colocar em prática toda a experiência adquirida no ramo e com o apoio do marido começou a planejar todo o processo de constituição da Micro Empresa.

Mas para começar, Luana também precisava de investimento, sendo assim ela juntou todas as economias que tinha dos últimos 3 anos e vendeu seu carro. Com o dinheiro em mãos, ele pôde então dar o pontapé inicial do projeto.

Mudança

"Atuei cerca de 3 anos em São Luis, quando pela perda de um ente querido resolvemos voltar para Araguaína, nossa cidade Natal”, disse Luana que não desistiu do negócio e deu continuidade ao projeto na cidade tocantinense.

Desafios e Conquistas

A jornada não é nada fácil e requer coragem diante dos desafios de quem quer empreender”, observa Luana destacando que apesar disso ela ama o que faz e se sente realizada em poder colher os frutos de seu projeto profissional: “Crescemos 38% esse ano e nossa expectativa é fechar 2017 com 42% de crescimento”.

Luana Cabral revela que um dos segredos para manter o desenvolvimento da empresa é o planejamento constante: “Sempre tivemos um plano de negócios bem definido e isso nos ajudou a manter o foco e contornar as dificuldades”.

Capacitação e Qualificação

A busca de conhecimento e qualificação profissional faz parte da jornada empreendedora de Luana Cabral, que através de cursos e treinamentos em instituições como o Sebrae procura aperfeiçoar técnicas e habilidades especialmente no campo gerencial. “Tenho convicção de que precisamos estar abertos a oportunidades mas a busca de conhecimento também é essencial pra nos mantermos atentos e competitivos”, diz.

Geração de Renda

Mesmo satisfeita com os resultados Luana quer mais. A empresa hoje atua em 3 estados (Tocantins, Pará e Maranhão) e conta com mais de 100 consultoras em atividade, que levam os produtos da Luah ao consumidor final. “Pautamos sempre em manter uma relação de confiança com nosso cliente, estar em contato com cada consultora e entender suas demandas”, diz Luana destacando que um dos diferenciais da Luah é que suas consultoras não precisam investir dinheiro para começar a trabalhar: “Com o processo de análise do cadastro aprovado, nossas consultoras já começam a vender os produtos em consignação, garantindo uma efetiva e prática geração de renda. Temos consultoras que vivem exclusivamente desse trabalho, porque nossa forma de atuação é uma via de mão dupla, onde presamos em dar um retorno satisfatório para quem trabalha conosco", garante.

Varejo e Expansão

O mês de janeiro deste ano, representou um marco para empresa com a inauguração do novo “Espaço Luah” em Araguaína, um local amplo preparado pra atender com mais comodidade as vendas no varejo. A empresa projeta ainda, a instalação de sua segunda loja em São Luis (MA) e a exportação de produtos para américa do sul e outros continentes.

O objetivo é expandir ainda mais nosso trabalho”, diz entusiasmada a empresária que hoje conta com o apoio exclusivo do marido, que em janeiro pediu demissão da empresa onde trabalhava como vendedor de automóveis para se dedicar 100% ao negócio. “Ele sempre acreditou e sempre esteve ao meu lado no projeto. Agora mais do que nunca!”, disse satisfeita.

Amor ao que faz

Mas empreender tem seu preço. A intensa dedicação para ver o negócio crescer traz responsabilidades e desafios diários: “Não sou apenas empresária. Sou filha, mãe, esposa e a gente tenta se equilibrar para manter a estabilidade em nossos relacionamentos pessoais”, diz Luana acrescentando: “A gente não tem hora para trabalhar e quando você se dedica ao negócio seu, que você ama, a vigilância para tudo dar certo é constante” e completa se referindo ao esposo: “Mas aqui vem uma das principais vantagens de você ter um parceiro trabalhando ao seu lado: nós sonhamos juntos, enfrentamos obstáculos juntos, construímos juntos. Claro que às vezes fica difícil separar a esposa da sócia e vice versa [sorriu] mas a gente tenta e tudo vai se alinhando”, conclui.


Fonte: Com informações do Sebrae Tocantins, revista Exame, IBGM e MGI 

Acompanhe nossas atualizações em tempo real:

Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe via E-mail
Texto:
Gostou?
  • (5)
  • (0)
Compartilhe:

“Os comentários aqui postados são de inteira responsabilidade de seus autores, não havendo nenhum vínculo de opinião com a Redação da equipe do Portal O Norte”