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Sáb
15/12/18
  • Asfalto no Taquari: mais um calvário no caminho de Amastha

    ARTIGO DE OPINIÃO - 07.09.18 21h15

    Tony Veras
    Política

    Mauro Carlesse (PHS), candidato à reeleição ao Governo do Estado, marca mais um ponto positivo na sua campanha. Dessa vez, a bola dentro foi em Taquari, um dos setores mais pobres da região de Palmas.

    A população local comemora a chegada do asfalto que havia sido prometido pelo ex-prefeito de Palmas e candidato ao governo do Estado, Carlos Amastha (PSB).

    Na época de campanha para prefeito da capital, Amastha chegou a se mudar para Taquari, prometendo asfalto para o setor, mas não conseguiu cumprir a promessa. Amastha arrumou as malas, deixou o local e a poeira para trás, sem concretizar o tão sonhado desejo da população. Assim que Amastha jogou a mudança em cima do caminhão, apareceram críticas e ironias nas redes sociais contra o colombiano.

    Mas o sonho dos moradores parece que começa a virar realidade. O governador Mauro Carlesse botou as máquinas nas ruas de Taquari e as obras já estão em ritmo acelerado, para a alegria dos moradores, que apostam na melhoria do local, além da valorização dos imóveis do setor.

    Mais parece que nem todo mundo ficou satisfeito com as obras no Taquari. Agora, o candidato Amastha, reagiu de forma estranha ao início do asfaltamento no setor. Assim que soube das máquinas trabalhando, o colombiano ficou uma fera, subiu o tom e chamou Carlesse de mentiroso, afirmando ainda que será ele, Amastha, quem vai fazer o asfalto no Taquari.

    Por sua vez, Mauro Carlesse, o homem de poucas palavras, respondeu às críticas de Amastha com um recado não menos irônico: “Enquanto eles vão prometendo, nós vamos fazendo”, disse o paranaense, que virou governador do Tocantins. 

  • Amastha fica com cara de menino birrento em comício em Gurupi

    OPIINIÃO - 24.08.18 10h20

    Tony Veras
    Opinião

    A estratégia de comício do PSDB não deu certo em Gurupi. As pessoas não acompanharam os candidatos ao governo, ao senado e a presidência da República nem na caminhada realizada na Avenida Goiás e o comício foi pífio sem a presença de público com discursos ao vento.

    A estratégia atrevida de fazer um comício sem a possibilidade de shows com artistas famosos está sendo considerada uma estratégica errada entre os candidatos. Em Gurupi, cidade localizada na região sul do Tocantins e terceiro maior colégio eleitoral, o resultado do primeiro comício idealizado pelo grupo de Amastha foi feio e para piorar os holofotes foram direcionados ao candidato ao Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin e todos foram obrigados a discursar para uma plateia de quarteirão em sua maioria formada por cabos eleitorais e funcionários da Prefeitura daquela cidade.

    Um seguidor de campanha que viajou de Palmas para Gurupi, confidenciou ao site que depois de um exaustivo dia sem resultados positivos, durante a noite no comício os dois candidatos ao senado Vicentinho Alves e Ataídes Oliveira, o prefeito Laurez Moreira (PSDB) e candidato a vice-governador, Oswaldo Stival rasgaram elogios nos seus discursos a Alckmin e deixaram o nome de Amastha passar quase em branco. Enquanto, os poucos moradores do Setor Vila São José presentes, tiveram suas atenções presas na expressão de menino birrento beiçudo do candidato ao governo do Tocantins, Carlos Amastha que estava na primeira fila do grande palanque montado ao estilo do VilaMix de Palmas e não gostou de ficar apagado.

    Um integrante da campanha de Amastha afirmou nesta quinta-feira ao site que a decepção não foi apenas o desgaste da falta de público. Até mesmo os vendedores ambulantes retornaram para suas casas frustrados com os carrinho abarrotados de pipocas e algodão doce por não terem conseguido vender um tostão sequer na festa minguada que imaginaram ser grande.  

  • Advogado Paulo Roberto é lancado pré-candidato a prefeito

    POLÍTICA EM ARAGUAÍNA - 26.01.16 16h12

    Paulo Roberto pode ser candidato a prefeito de Araguaína pelo PPS.

    Tony Veras
    Da Redação

    Na manhã desta terça feira 26, o advogado Paulo Roberto da Silva, recebeu no seu escritório em Araguaína, o presidente regional do Partido Popular Socialista - PPS - deputado estadual Eduardo Bonagura, que em entrevista à imprensa afirmou que Paulo é o nome certo para estar à frente do partido e também para concorrer à prefeitura, pois o partido prega a renovação e quer contar com pessoas comprometidas com a população.

    O evento contou com a presença da imprensa e de várias lideranças políticas locais. Paulo Roberto disse que está preparado para concorrer ao cargo e pediu apoio do presidente regional do partido para acabar com as dificuldades que enfrenta o município, como a falta de segurança e mal atendimento na saúde.

    O novo filiado afirmou que o compromisso é zelar pelo bem público e administrar de forma transparente: "não roubar nem deixar roubar e colocar na cadeia os que roubam", pontuou Paulo Roberto.

    O advogado filiou-se ao partido e abriu espaço para receber novas filiações: "Estamos abertos à conversação com todas as lideranças do município. Vamos buscar uma renovação na política", finalizou.
     

  • Ferreirinha e Xeroso participam hoje ao vivo do Programa O Norte

    ENTREVISTA - 23.09.15 15h15

    Da Redação

    Hoje o “Programa O Norte” recebe ao vivo os vereadores Ferreirinha (PMDB), parlamentar de oposição ao prefeito , e Xeroso (PR), vice-líder do Executivo na Câmara Municipal.

    Além de responderem perguntas dos telespectadores, os dois vereadores serão questionados pelos apresentadores Tony Veras e Dágila Sabóia, a respeito do trabalho que ambos vêm realizando na Câmara de Araguaína.

    Assuntos relacionados a políticas administrativas tanto na esfera estadual quanto na municipal e possíveis composições para o pleito de 2016, também serão discutidos durante a entrevista.

    Não perca! O “Programa O Norte” vai ao ar das 19h00min às 20h30min, na Rede Líder, Canal 20.
     

  • Procuradoria Regional Eleitoral pede ao TRE posse imediata de vice-prefeito ao cargo de gestor do município de Piraquê

    COM PREFEITO CONDENADO - 10.07.15 11h14

    Da Redação

    O prefeito de Piraquê, João Batista Nepomuceno, popularmente conhecido como, João Goiano, está na mira da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) que requereu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a posse do vice-prefeito do município, Eduardo dos Santos Sobrinho, para o cargo de prefeito.

    Segundo a PRE, o pedido se dá em virtude da condenação do prefeito, em ação de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPE). Ainda segundo o órgão, no momento, o cargo de prefeito de Piraquê está vago.

    Entenda

    Em sentença publicada em 22 de janeiro de 2008, João Goiano foi condenado, dentre outras penas, à suspensão dos seus direitos políticos pelo período de 4 anos. O político recorreu da decisão, porém o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação, fixando trânsito em julgado em 6 de dezembro de 2011, contudo, o ex-prefeito, concorreu e foi eleito no último pleito, apoiado por uma liminar da Justiça Federal.

    De acordo com a PRE, com a suspensão dos direitos políticos, João Goiano não pode ocupar cargo eletivo. Por isso, o órgão solicitou que a 27.ª Zona Eleitoral conceda posse a Eduardo dos Santos Sobrinho ao cargo de prefeito de Piraquê.

    Eduardo Sobrinho

    Em recente entrevista ao Portal O Norte, o vice-prefeito da cidade revelou sua insatisfação com a administração de João Goiano por conta das irregularidades apontadas em sua gestão e disse ter se arrependido de fazer parte do grupo político do prefeito.

  • Com situação econômica difícil, quadro político do Tocantins segue indefinido para 2014

    REPORTAGEM - 26.12.13 11h21

    Da Redação


    Uma série de reportagens iniciada em agosto deste ano pela Folha de São Paulo sobre os Estados brasileiros apresentou esta semana uma análise da situação econômica do Tocantins. O resultado não foi nada favorável e mostrou uma queda acentuada nos investimentos e um considerável aumento de custos.

    Despesas com Pessoal

    Segundo observação do site, o estado tem pouca capacidade de investimento e gastos crescentes especialmente com despesas de pessoal. Apontando que em 2013, especificamente estes custos alcançaram o limite máximo e que os mesmos ganharam força com as leis de reajustes aprovadas pelo governador Carlos Gaguim (PMDB) que geriu o Tocantins entre 2009 e 2010, depois do afastamento do também peemidebista Marcelo Miranda.

    Sobre os investimentos, a avaliação aponta uma queda de 40% nos últimos 12 anos destacando que não houve avanço da gestão tucana, mostrando ainda que os mesmos subiram apenas 2,7% desde 2011.

    Argumento do Gestor

    A justificativa do governador para tal situação desfavorável é de que ele recebeu o Estado "endividado" e "sobrecarregado por políticas paternalistas". Esta foi a mensagem do gestor enviada ao Legislativo este ano.

    Siqueira Campos garantiu que tem uma gestão fiscal responsável, destacando que uma das iniciativas do governo para contornar a situação, foi reduzir salários e cortar servidores temporários para recuperar "credibilidade".

    Além disso, o gestor culpa a redução de repasses federais, como os do FPE (Fundo de Participação dos Estados), como um fator que afetou de forma direta a economia do Tocantins, afirmando que R$ 296 milhões previstos para 2012 não chegaram aos cofres do Estado.

    A oposição

    Mas em contraposição ao argumento de Siqueira Campos, o ex-governador Gaguim nega ter entregue o Estado ao PSDB em más condições. Disse que havia dinheiro em caixa e defendeu a "valorização do servidor público".

    A oposição também não deixa passar em branco e aponta uma gestão "estagnada", aquém do potencial de crescimento da economia local. Criado em 1988, Tocantins cresceu 7,2% em média de 2002 a 2010, acima do índice nacional (4%). "Não houve avanço em praticamente nada", diz o deputado Freire Júnior (PV-TO), apontando papel tímido da iniciativa privada no Estado.

    Promessas de Campanha

    O governador Siqueira Campos se encontra em um cenário econômico que dificulta o cumprimento de promessas de campanha, como foi o caso da construção de oito hospitais. Já no terceiro ano deste mandato, apenas três unidades hospitalares estão em obras e todas elas foram iniciadas este ano.

    Educação

    No setor educacional, a reportagem aponta que o governo entregou ou adaptou 50 escolas em Tempo Integral e celebra avanços no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) –a rede estadual subiu de 21º para 17º lugar em 2012.

    Eleições 2014

    Para as eleições de 2014, o quadro político ainda está indefinido no Estado. Aos 85 anos e em seu quarto mandato como governador, Siqueira Campos não tem falado em reeleição, contudo, existe a possibilidade do atual gestor do Tocantins apoiar seu filho, Eduardo Siqueira Campos, seu secretário de Relações Institucionais e recém-filiado ao PTB. Mas isso depende de muitos fatores, inclusive o afastamento do pai do governo que legalmente, tem até o mês de abril para tomar essa decisão. Sobre isso, os bastidores da política indicam a expectativa desta renúncia para o próximo mês.

    O afastamento de Siqueira sugere ainda uma segunda e importante dúvida: quem irá suceder o gestor? A primeira opção é o vice-governador João Oliveira (PSB), que tem a desconfiança do governador depois do racha com sua aliada Kátia Abreu, pois em política tudo é possível, inclusive o rompimento entre Siqueira e o vice, já que estando no poder Oliveira pode fazer com Siqueira o mesmo que fez com a senadora. O segundo nome para assumir o cargo, é o presidente da Assembleia, Sandoval Cardoso, terceiro na ordem sucessória. Mas há burburinhos de que a relação política entre ele o secretário Eduardo Siqueira não tem sido das melhores, ou seja, mais dúvidas a serem analisadas.

    Até o momento, os nomes cotados para fazer oposição ao governo no pleito de 2014 são: a senadora Kátia Abreu (PSD), o presidente da Federação das Indústrias do Estado, Roberto Pires (PP), e o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP).

     
  • O assunto da semana é...

    Por: Tony Veras - 15.07.13 15h11

    Licitação Sob Suspeita

    Ao começar a republicar esta coluna, não poderia deixar de falar do assunto mais comentado da semana, a suspeita licitação realizada pela prefeitura de Araguaína para compra de grama tipo esmeralda. Suspeita? Sim! O município pagar pelo produto R$ 7,50 no estado do Pará, sendo que encontramos facilmente o mesmo produto no nosso Estado, na nossa cidade, até 40% mais barato, ou seja por menos de R$ 5,00. O ato merece toda a atenção do Ministério Público.

    Monopólio do Lixo

    Outra coisa que precisa ser investigada é o monopólio do lixo, a empresa Litucera presta este serviço ao município com exclusividade há quase duas décadas. A empresa ganhou a primeira licitação ainda na administração do então prefeito Joaquim de Lima Quinta.

    Na Mesma

    Ainda sobre monopólio, eu não poderia deixar de falar da Viação Lontra, empresa que detém a exclusividade do transporte coletivo há décadas na cidade. Criticada pela sua frota ultrapassada e provavelmente insuficiente, foi alvo de duras críticas de vários candidados na campanha eleitoral passada. Vale ressaltar, que uma das principais promessas de campanha do prefeito Ronaldo Dimas (PR) era a quebra do monopólio coletivo. Contudo, após seis meses sentado na cadeira do Palácio Tancredo Neves, (leia-se sala alugada) por enquanto, tudo continua como antes.

    Para Finalizar...

    Não poderia deixar de manifestar o meu sentimento à família Miranda, pela perda do nosso colega de profissão Wellington Ribeiro, que faleceu vítima de um trágico acidente no último sábado. Homem de voz marcante, fez história na comunicação do nosso Estado. Foi gerente da Comunicatins, diretor de comunicação da Assembleia Legislativa e apresentador do programa Mesa de Bar.
     


    TONY VERAS é jornalista, consultor político e empresário. Atua na área da comunição há 18 anos. Começou sua carreira como radialista da FM Polo na capital cearense. Ainda em Fortaleza, trabalhou na rádio Meio Norte, apresentou também o projeto Arteperia, da TV COM (hoje TV Diário) apresentou também o programa OFF na Redesat. Fundou em 15 de abril de 1999 o jornal Tribuna do Comércio, logo após sucedido pelo jornal O Norte e hoje Portal O Norte.
     

  • Expoara 2013: o evento mais desorganizado de Araguaína

    Por: Adriel Cristhian - 10.06.13 09h10

    Lucro. Este foi o principal objetivo que o Sindicato Rural de Araguaína (SRA) teve ao elaborar o projeto da 45º edição da tão popular Exposição Agropecuária de Araguaina, que a cada dia perde o sentido de ser realizada, já que os responsáveis não se preocupam, entre outras coisas, com o bem estar do cidadão.

    Não é preciso ir muito longe para constatar que a Expoara a cada dia se torna, na verdade, uma Exploração. Exploração sim! Ou vai dizer-me que você achou barato os altos preços cobrados durante a festa? Os preços, refiro-me, não só de ingressos, mas também das bebidas.

    R$ 60 por um ingresso para o show de cantores que fizeram sucesso no ano passado? Como assim, SRA? Esse valor é cobrado em shows de artistas grandes, como Claudia Leitte, Chiclete com banana, Aviões do Forró (que em breve estará em Araguaína!)... Não é justo cobrar um valor tão alto por uns cantores tão, digamos, fracos.

    Falando em fraqueza... Esta foi a pior edição da Expoara! Nas redes sociais, por exemplo, muitos araguainenses reclamaram dos artistas contratados para animar a expoara. Talvez seja por isso que o movimento no Parque de Exposição foi tão “fraco”.

    Se compararmos a festa da 2º maior cidade do estado com a da cidade de Gurupi, aí sim diremos que a Expoara foi um fiasco. Olha os cantores que se apresentaram em Gurupi: Gian & Geovani, César Menotti & Fabiano, Bonde do Forró, Gabriel Gava e Mato Grosso & Mathias.

    Limpeza

    No quesito limpeza, os organizadores não se preocuparam muito com isso. Encontrar um cesto de lixo era o mesmo que procurar por uma agulha no palheiro. Missão (quase) impossível! A solução, para muitas pessoas, era jogar no chão as latas de cerveja, sacos de pipocas e etc.

    Outra coisa que chamou bastante a atenção aos visitantes eram os currais. O que era aquele mau cheiro? Os funcionários não podiam limpar as fezes dos animais? Ao invés de aproximar o cidadão dos animais, as pessoas passavam longe deles. 

    Cavalgada

    Mas a Expoara foi marcada mesmo pela 25º Calvagada de Araguaína. Quanta brutalidade em um evento que era para ser caloroso, envolver (não em lutas corporais) a platéia e cavaleiros.

    Ao meu ver, o que falta para a Expoara voltar a ser aquela festa que era referência em todo o Estado é o SRA deixar de pensar somente nos lucros e investir mais em shows e novidades, já que os araguainenses a cada dia se tornam mais exigentes.

    Os araguaineneses não são alienados e querem uma festa decente que envolva toda a sociedade, não só a elite; os araguainenses querem uma festa que não vise somente o lucro, o dinheiro para o bolso de quem já tem muito.

    Mal organizada. Estas são as palavras que definem a 45º Expoara deste ano.

    Texto de Adriel Christian

  • A festa de um povo

    Por: Anderson Tiago - 05.06.13 07h32

    A EXPOARA - Exposição Agropecuária de Araguaina deveria ser, antes de qualquer coisa, uma Festa Popular. É visível, e cada vez mais inquestionável, que a nossa exposição vem se mantendo em uma inércia preocupante. Não estamos piorando, estamos parados.

    Enquanto a população Araguainense cresce e se desenvolve intelectualmente culturalmente, a nossa maior festa fica parada, pouco se modifica e pouco se desenvolve. A estrutura do Parque de Exposição é precária e arcaica, não tem coisas simples como cesto de lixo.

    Sempre nos gabamos por sermos a capital do boi gordo, o centro financeiro do Tocantins e ainda termos aparecido na Veja como uma das cidades que mais cresce no Brasil, e que tem um futuro grandioso pela frente. Contudo, se fizermos uma comparação, a nossa Exposição não é melhor que as exposições de cidades cinco vezes menores que Araguaína. "Mas lembremos que a nossa exposição movimenta milhões”, se você cresce comendo ração você acredita que ração é a melhor comida do mundo, assim é a nossa exposição. Nós estamos acostumamos com o ruim e é tudo festa, afinal já temos a desculpa para reunir a turma e fazer bagunça, mas esquecemos que estamos falando de uma festa que deveria abranger a todos, universitários, pais e mães de família.

    Dentro do parque, conforme os “populares” chegavam deixava mais evidente a escassez de estrutura, achar um restaurante ou bar que não estava lotado ficava impossível, de certa forma até que esse fato não é de todo ruim, já que teria que fazer hora extra pra bancar um jantar dentro do parque de exposição. A festa, que “deveria” ser do povo, toma forma de elite.

    Ainda vivemos em uma cultura que pagamos sem questionar quando se trata de entretenimento, mas se fizermos uma breve reflexão veremos que o custo que pagamos não traz o retorno esperado. Os shows não são ruins, mas deveriam nos proporcionar mais conforto e prazer de fazer parte dessa festa. Esse ano vamos dançar o hit de sucesso do ano retrasado, e por assim vai. Pago caro por um produto barato.

    A festa é particular, organizada por um sindicato formado por pecuarista, por isso não podemos obrigar ninguém a fazer alguma coisa. A minha critica, contudo, é em função de questionar a forma como é dirigida a exposição, até por que sou eu quem financia o evento, junto com todos os “populares” que ali vão, mas não posso cobrar por mudanças, posso apenas fazer o que já decidi fazer esse ano, não fazer parte dessa bela festa que deveria ser do povo, e não da elite.

    Texto de Anderson Tiago

  • A ganância do capitalismo religioso

    27.03.12 15h48

    Os antigos Filisteus, povo que viveu na orla do mediterrâneo cultuavam uma divindade chamada "Mamom", deus da riqueza, dos bens materiais, do dinheiro. Jesus fez referência a essa divindade no sermão da montanha, orientando os seus discípulos a não servir a dois senhores, quando afirmou: "Não podeis servir a Deus e a Mamam”.

    Tradutores de algumas versões da bíblia substituíram o nome próprio dessa divindade filistéia (Mamom), pela palavra riquezas, o que não deixa de ser uma agressão ao texto original e inaceitável pelo princípio gramatical que não autoriza traduzir nome próprio, e sim transliterar. Como pode as escrituras consideradas sagradas sofrerem tantas alterações nas mãos desses “camelôs de bíblias”.

    Mas, digamos que mesmo agredindo o texto original, o tradutor quis com isso, orientar os estudantes do texto sagrado, a viverem um tipo de amor exclusivo a Deus, onde o desejo excessivo pelo acúmulo de bens materiais não encontre espaço nessa relação divino-humano. Parece que foi isso que os franciscanos entenderam igualmente a madre Tereza de Calcutá, Tolstoi, Santo Agostinho e outros, que fizeram do isolamento em mosteiros e da abnegação da vida luxuosa, um estilo de vida que os tornou diferentes de muitos religiosos.

    Entretanto, o que Jesus queria mesmo dizer? Será que para se servir a Deus tem que se viver mesmo na extrema pobreza?

    Não posso entender assim, pois a hermenêutica não conduz a esse tipo de interpretação. No texto em referência Jesus diz: “Não podeis servir a dois senhores”. Veja o verbo servir. Isso implica em subserviência, submissão, situação de serviçal, escravo, subjugado.

    Ora, o que Jesus está orientando aos seus seguidores com base nessa advertência é da necessidade de se fugir de tudo aquilo que as riquezas “podem causar de mal”, como a arrogância, avareza, a luxúria, o do poder econômico, suborno, subjugar pessoas a partir de suas necessidades essências, comprar o direito alheio como se tem visto nalguns tribunais denúncias de venda de sentenças e, por fim, as mazelas do sistema econômico religioso em que, infelizmente, muitos estão envolvidos.

    A quem esses caciques religiosos estão servindo? Em que se fundamentam suas brigas? Em que tipo de visão e objetivos estão ligados? São mesmo representantes de Deus aqui na terra? A transpiração deles tem poder de curar ou está contaminada pela química da ganância do capitalismo religioso?

    Acredito que, com raríssimas exceções, são todos farinha do mesmo saco, gigantes doentes, leões famintos, manipuladores saturados pelo mesmo sentimento, desprovidos de Deus e da Verdade, servindo não ai Criador do Universo, mas sim a Mamom.

    Tenho por costume suplicar a Deus, em minhas orações, que me mantenha sempre afastado desse tipo de gente, que usa o Seu Santo Nome em vão, para se locupletarem a custa da fé de incautos.

     


    Pastor João Gomes da Silva é teólogo, Coordenador do Seminário Paulo Leivas Macalão, em Colinas e autor do livro “As duas faces da Religião” (Ed.Veloso). E-mail: revjoaogomes@gmail.com
     

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