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Crianças muito conectadas são menos felizes, diz estudo

17/04/2017 10h58 | Atualizado em: 17/04/2017 11h09
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A matemática é simples: quanto mais tempo passam em suas redes sociais, menos felizes as crianças se sentem. Enquanto descem as timelines do Facebook ou Instagram, ou trocam mensagens no WhatsApp, os pequenos levam baques pesados em sua autoestima – que podem fazê-los enxergar a vida de maneira bem pior.

Para estimar o quanto as redes sociais podem influenciar o bem-estar infantil, pesquisadores da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, analisaram informações de cerca de 4 mil crianças entre 10 e 15 anos. Os dados foram levantados entre 2010 e 2014, a partir do UK Household Longitudinal Study, censo que considera fatores econômicos, sociais, comportamentais e de saúde da população do Reino Unido.

As redes sociais vão muito bem, obrigado, no que se refere ao seu principal intuito – unir as pessoas. De acordo com a pesquisa, crianças que mantêm seus perfis públicos se mostraram, em geral, mais felizes em relação às amizades.


Toda essa interação positiva, no entanto, cobra um preço. A cada hora-extra nas redes sociais, a probabilidade de uma criança estar satisfeita com a vida que leva, de forma geral, é reduzida em 14%. Ficar muito tempo online também as deixa menos felizes em áreas específicas, como seu desempenho e frequência escolar, sua aparência, e relações familiares.

A vida nas redes sociais se mostrou mais decisiva do que outros pontos importantes do crescimento infantil, como a relação com a família. Seu uso excessivo foi apontado como três vezes mais prejudicial ao bem-estar dos filhos do que viver com pais separados. E a atenção que os pequenos ganham dos contatos nas redes parece ter peso maior do que o próprio convívio dentro de casa: crianças muito conectadas tendem a enxergar a vida de maneira mais triste do que se tivessem pais ausentes, por exemplo.

A autoestima das meninas é mais impactada pelo uso constante das redes. Elas se sentem mais infelizes em cinco áreas diferentes – especialmente quanto à aparência e frequência escolar. O efeito é diferente nos garotos, mais insatisfeitos sobre as amizades, mas mais felizes ao avaliar seu desempenho no colégio.

Enquanto o Facebook não vem com um manual de uso, ou ainda contra-indicações em caso de suspeita de infância, a restrição tem de ficar por conta dos pais. A tarefa de impedir as crianças de se tornarem heavy users, porém, é complicada – principalmente se elas passam esse tempo conectadas sozinhas.

Instrumentos para ajudar nesse controle, como a idade mínima de 13 anos para se criar uma conta em redes sociais, podem ser facilmente burlados – basta mentir e está tudo certo. Assim, elas têm começado cada vez mais cedo. No Reino Unido, onde a pesquisa foi realizada, mais de 75% das crianças entre 10 e 12 anos têm contas próprias em mídias sociais, segundo dados da BBC.

Fonte: Superinteressante

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