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Sáb
15/12/18

Sindepol questiona mudanças na Polícia Civil após inquérito aberto contra Olyntho

06/12/2018 10h11 | Atualizado em: 06/12/2018 10h50
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Divulgação
Mozart Félix, presidente do Sindepol.

O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Tocantins – SINDEPOL/TO, encaminhou nota à imprensa repudiando as últimas ações do governo relacionadas à Polícia Civil e classificando a extinção de delegacias e nomeação de novos delegados regionais como mais um ato de "perseguição e ingerência política".

No dia 16 de novembro de 2018 os Delegados Regionais de todo o interior foram dispensados de suas funções. O Sindepol explica que os Delegados Regionais são responsáveis por gerir a rotina administrativa da Polícia Civil no interior, o que significa atuação em gestão de pessoas, patrimônio, solução de demandas urgentes, organização dos trabalhos e coordenação e suporte de operações decorrentes de nossa atividade-fim.

O sindicato afirma que as dispensas ocorreram como forma de perseguição política depois que a família do Deputado Olyntho Neto se tornou alvo de investigação no escândalo do lixo hospitalar e observou: "Pois bem, hoje, um dia depois de ser instaurado inquérito policial contra o próprio Deputado, o Governo do Estado do Tocantins resolve publicar no Diário Oficial o novo organograma da Polícia Civil, sem retornar os Delegados Regionais que foram dispensados no dia 16 de novembro e ainda reduzindo de 13 para 8 as Delegacias Regionais de Polícia no Interior".

Para o Sindepol, tal medida prejudicará sobremaneira o trabalho da Polícia Civil do Tocantins, posto que temos um estado com dimensões continentais e haverá cidades que ficarão mais de 400 km distantes da sede de sua Delegacia Regional e acrescenta que "O  Sindepol enviou ofício para o Delegado Geral de Polícia na última segunda-feira, 03, justamente falando sobre a importância da manutenção das 13 Delegacias Regionais e da recondução dos Delegados Regionais dispensados em novembro".

O Sindicato lembrou ainda que no último dia 23 de novembro, o então Secretário da Segurança Pública, Heber Fidelis, esteve na sede do Sindicado dos Delegados de Polícia do Estado do Tocantins e participou da Assembleia Geral Extraordinária da categoria: "Na ocasião o Secretário solicitou aos Delegados que apoiassem a escolha dos nomes do atual Delegado-Geral, Subsecretário da Segurança e Diretor de Polícia da Capital, nos garantindo que os escolhidos teriam autonomia para escolher os nomes dos demais ocupantes de cargo de gestão da Polícia Civil e se comprometeu ainda que essa equipe formaria uma gestão de transição entre o atual modelo e a Polícia Civil do Estado do Tocantins autônoma". 

Com a publicação do DOE desta quarta, o Sindicato diz que "fica claro o desrespeito do governo do estado para com a Polícia Civil, os Delegados de Polícia e toda a sociedade. Restademonstrado também que nunca houve real intenção de reforma administrativa na Polícia Civil, mas tão somente a vontade de dificultar os trabalhos da Polícia Judiciária" e acrescentou "É justamente contra esse tipo de comportamento que lutamos. Queremos uma Polícia Civil autônoma, que possa investigar crimes sem importar quem sejam os criminosos".

A nota assinada pelo presidente Mozart Félix, encerra aformando: "Somos Polícia de Estado, querem nos fazer uma polícia de cabresto, não conseguirão. Em todo o país a sociedade clama por uma mudança profunda de paradigmas, por um rigoroso combate à corrupção que historicamente prejudica nosso povo em seus direitos mais básicos. A população do Tocantins pode contar com o trabalho de seus Delegados de Polícia Civil no cumprimento desta missão", pontuou.  

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