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Fonte: http://portalonorte.com.br/plantao190-88639-em-menos-de-12-meses-tres-prefeitos-sofreram-atentados-no-tocantins.html

Em menos de 12 meses três prefeitos sofreram atentados no Tocantins

10/01/2019 08:20:08

Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Prefeito foi levado ao HGP após ser baleado na cabeça.

O atentado contra o prefeito de Novo Acordo nesta quarta-feira (9) lembrou outros crimes semelhantes e recentes contra políticos do estado. Nos últimos 12 meses, três prefeitos foram alvo de tiros e um deles acabou morrendo.

Tocantínia

O primeiro caso foi em Tocantínia, no dia 4 de fevereiro de 2018. O prefeito Manoel Silvino Gomes Neto (SD) foi baleado durante a própria festa de aniversário quando três homens invadiram a casa dele e fizeram a família refém. Na época, o motorista João Mascarenhas Barros também ficou ferido. Dois suspeitos estão presos e foram indiciados, o terceiro ainda não foi localizado.


Prefeito de Tocantínia foi baleado na festa de aniversário — Foto: Divulgação

Miracema

O caso seguinte foi no dia 30 de agosto. O então prefeito de Miracema do Tocantins, Moisés Costa da Silva (MDB), conhecido como Moisés da Sercon, foi assassinado com um tiro na cabeça dentro do próprio carro.

Na época do crime a polícia descartou a hiótese de suicídios, mas até hoje nenhum suspeito foi apontado e crime segue um mistério. A família esteve na Secretaria de Segurança Pública em Palmas nesta quarta cobrando agilidade.

Novo Acordo

O caso mais recente é o de Novo Acordo. Elson Lino de Aguiar (MDB), de 59 anos, estava sozinho em casa quando foi baleado na cabeça. O imóvel não é murado e a porta da sala estava destrancada. O atirador entrou e abriu fogo contra o prefeito dentro do quarto dele.

O gestor conseguiu chegar até a parte de fora, onde pediu socorro. Além do ferimento na cabeça, ele foi atingido por outros dois disparos. O suspeito fugiu em uma motocicleta. Buscas estão em andamento na região.

A Associação Tocantinense de Municípios disse que "recebeu com indignação e lamento a notícia de atentado". Em nota, a ATM disse que "Episódios como esses geram insegurança na população, instabilidade social nas comunidades e prejudicam a continuidade do desenvolvimento local". Ela cobrou uma investigação rigorosa do caso.

A Secretaria de Segurança Pública ainda não comentou o caso de Novo Acordo.

Fonte: G1 Tocantins