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Prefeitura é entregue sem móveis, com arquivos apagados e queimados

06/01/2017 11h29 | Atualizado em: 06/01/2017 11h44
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(Foto: Prefeitura de Lizarda/Divulgação)
Prefeitura foi encontada praticamente sem mobilhas.

A nova gestão de Lizarda, região leste do Tocantins, recebeu uma prefeitura praticamente sem mobília, computadores com arquivos apagados e até encontrou supostos documentos queimados. É o que denuncia a prefeita Suelene Lustosa (PSD) e os secretários de governo. O calendário de aulas no município, inclusive, pode ser adiado porque apenas dois dos cinco ônibus escolares estão funcionando.

Lizarda fica a 317 quilômetros de Palmas e tem cerca de 3,8 mil habitantes. "Primeiro não houve a disponibilização de vários tipos de informações como contas bancárias e saldos. Encontramos os computadores do financeiro todos limpos e restos de documentos queimados", afirmou o secretário de administração, Laércio Batista Nunes.


Supostos documentos queimados pela gestão
anterior (Foto: Prefeitura de Lizarda/Divulgação)

Por telefone, o ex-prefeito Wilmar Soares Pugas (PSD), negou que tenha entregado a prefeitura sem mobília ou que tenha apagado arquivos e queimados documentos. Ele disse que fez toda a transição da gestão, com documentos assinados pela atual prefeita.

Sobre os veículos que não estão funcionando, o ex-prefeito disse que já havia recebidos os carros com problemas da gestão anterior. Mas afirmou apenas um ônibus não está funcionando.


Frota está totalmente sucateada, segundo secretário (Foto: Prefeitura de Lizarda/Divulgação)

Segundo o secretário, toda a frota de veículos está sucateada. Inclusive os ônibus, que transportam cerca de 400 alunos da rede municipal, além de estudantes da rede estadual.

"A gestão não regularizou documentos de veículos, que estão sendo protestados. Além disso, apenas dois ônibus estão funcionando para atender alunos de quatro povoados. A prefeitura tem três tratores, mas só recebemos um e os outros não sabemos onde estão. E o que recebemos não tem condições de atender os produtores", afirmou o secretário.

Ainda segundo o Nunes, toda a verba da repatriação que o município recebeu em dezembro foi usada para saldar dívidas. Os pagamentos, porém, foram agendados para o dia 2 de janeiro, após a troca de gestão.

"De todo o dinheiro da repatriação, cerca de R$ 174 mil, não ficou nada. Vários pagamentos foram agendados no dia 30 e 31. Agora que estamos vendo para quem foram destinados estes valores", afirmou.

Fonte: G1/TO

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