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A festa de um povo

05/06/2013 07h32 | Atualizado em: 10/06/2013 09h31

A EXPOARA - Exposição Agropecuária de Araguaina deveria ser, antes de qualquer coisa, uma Festa Popular. É visível, e cada vez mais inquestionável, que a nossa exposição vem se mantendo em uma inércia preocupante. Não estamos piorando, estamos parados.

Enquanto a população Araguainense cresce e se desenvolve intelectualmente culturalmente, a nossa maior festa fica parada, pouco se modifica e pouco se desenvolve. A estrutura do Parque de Exposição é precária e arcaica, não tem coisas simples como cesto de lixo.

Sempre nos gabamos por sermos a capital do boi gordo, o centro financeiro do Tocantins e ainda termos aparecido na Veja como uma das cidades que mais cresce no Brasil, e que tem um futuro grandioso pela frente. Contudo, se fizermos uma comparação, a nossa Exposição não é melhor que as exposições de cidades cinco vezes menores que Araguaína. "Mas lembremos que a nossa exposição movimenta milhões”, se você cresce comendo ração você acredita que ração é a melhor comida do mundo, assim é a nossa exposição. Nós estamos acostumamos com o ruim e é tudo festa, afinal já temos a desculpa para reunir a turma e fazer bagunça, mas esquecemos que estamos falando de uma festa que deveria abranger a todos, universitários, pais e mães de família.

Dentro do parque, conforme os “populares” chegavam deixava mais evidente a escassez de estrutura, achar um restaurante ou bar que não estava lotado ficava impossível, de certa forma até que esse fato não é de todo ruim, já que teria que fazer hora extra pra bancar um jantar dentro do parque de exposição. A festa, que “deveria” ser do povo, toma forma de elite.

Ainda vivemos em uma cultura que pagamos sem questionar quando se trata de entretenimento, mas se fizermos uma breve reflexão veremos que o custo que pagamos não traz o retorno esperado. Os shows não são ruins, mas deveriam nos proporcionar mais conforto e prazer de fazer parte dessa festa. Esse ano vamos dançar o hit de sucesso do ano retrasado, e por assim vai. Pago caro por um produto barato.

A festa é particular, organizada por um sindicato formado por pecuarista, por isso não podemos obrigar ninguém a fazer alguma coisa. A minha critica, contudo, é em função de questionar a forma como é dirigida a exposição, até por que sou eu quem financia o evento, junto com todos os “populares” que ali vão, mas não posso cobrar por mudanças, posso apenas fazer o que já decidi fazer esse ano, não fazer parte dessa bela festa que deveria ser do povo, e não da elite.

Texto de Anderson Tiago

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