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Sáb
19/01/19

Com situação econômica difícil, quadro político do Tocantins segue indefinido para 2014

26/12/2013 11h21 | Atualizado em: 26/12/2013 11h32
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Da Redação


Uma série de reportagens iniciada em agosto deste ano pela Folha de São Paulo sobre os Estados brasileiros apresentou esta semana uma análise da situação econômica do Tocantins. O resultado não foi nada favorável e mostrou uma queda acentuada nos investimentos e um considerável aumento de custos.

Despesas com Pessoal

Segundo observação do site, o estado tem pouca capacidade de investimento e gastos crescentes especialmente com despesas de pessoal. Apontando que em 2013, especificamente estes custos alcançaram o limite máximo e que os mesmos ganharam força com as leis de reajustes aprovadas pelo governador Carlos Gaguim (PMDB) que geriu o Tocantins entre 2009 e 2010, depois do afastamento do também peemidebista Marcelo Miranda.

Sobre os investimentos, a avaliação aponta uma queda de 40% nos últimos 12 anos destacando que não houve avanço da gestão tucana, mostrando ainda que os mesmos subiram apenas 2,7% desde 2011.

Argumento do Gestor

A justificativa do governador para tal situação desfavorável é de que ele recebeu o Estado "endividado" e "sobrecarregado por políticas paternalistas". Esta foi a mensagem do gestor enviada ao Legislativo este ano.

Siqueira Campos garantiu que tem uma gestão fiscal responsável, destacando que uma das iniciativas do governo para contornar a situação, foi reduzir salários e cortar servidores temporários para recuperar "credibilidade".

Além disso, o gestor culpa a redução de repasses federais, como os do FPE (Fundo de Participação dos Estados), como um fator que afetou de forma direta a economia do Tocantins, afirmando que R$ 296 milhões previstos para 2012 não chegaram aos cofres do Estado.

A oposição

Mas em contraposição ao argumento de Siqueira Campos, o ex-governador Gaguim nega ter entregue o Estado ao PSDB em más condições. Disse que havia dinheiro em caixa e defendeu a "valorização do servidor público".

A oposição também não deixa passar em branco e aponta uma gestão "estagnada", aquém do potencial de crescimento da economia local. Criado em 1988, Tocantins cresceu 7,2% em média de 2002 a 2010, acima do índice nacional (4%). "Não houve avanço em praticamente nada", diz o deputado Freire Júnior (PV-TO), apontando papel tímido da iniciativa privada no Estado.

Promessas de Campanha

O governador Siqueira Campos se encontra em um cenário econômico que dificulta o cumprimento de promessas de campanha, como foi o caso da construção de oito hospitais. Já no terceiro ano deste mandato, apenas três unidades hospitalares estão em obras e todas elas foram iniciadas este ano.

Educação

No setor educacional, a reportagem aponta que o governo entregou ou adaptou 50 escolas em Tempo Integral e celebra avanços no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) –a rede estadual subiu de 21º para 17º lugar em 2012.

Eleições 2014

Para as eleições de 2014, o quadro político ainda está indefinido no Estado. Aos 85 anos e em seu quarto mandato como governador, Siqueira Campos não tem falado em reeleição, contudo, existe a possibilidade do atual gestor do Tocantins apoiar seu filho, Eduardo Siqueira Campos, seu secretário de Relações Institucionais e recém-filiado ao PTB. Mas isso depende de muitos fatores, inclusive o afastamento do pai do governo que legalmente, tem até o mês de abril para tomar essa decisão. Sobre isso, os bastidores da política indicam a expectativa desta renúncia para o próximo mês.

O afastamento de Siqueira sugere ainda uma segunda e importante dúvida: quem irá suceder o gestor? A primeira opção é o vice-governador João Oliveira (PSB), que tem a desconfiança do governador depois do racha com sua aliada Kátia Abreu, pois em política tudo é possível, inclusive o rompimento entre Siqueira e o vice, já que estando no poder Oliveira pode fazer com Siqueira o mesmo que fez com a senadora. O segundo nome para assumir o cargo, é o presidente da Assembleia, Sandoval Cardoso, terceiro na ordem sucessória. Mas há burburinhos de que a relação política entre ele o secretário Eduardo Siqueira não tem sido das melhores, ou seja, mais dúvidas a serem analisadas.

Até o momento, os nomes cotados para fazer oposição ao governo no pleito de 2014 são: a senadora Kátia Abreu (PSD), o presidente da Federação das Indústrias do Estado, Roberto Pires (PP), e o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP).

 

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