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Com situação econômica difícil, quadro político do Tocantins segue indefinido para 2014

26/12/2013 11h21 | Atualizado em: 26/12/2013 11h32

Da Redação


Uma série de reportagens iniciada em agosto deste ano pela Folha de São Paulo sobre os Estados brasileiros apresentou esta semana uma análise da situação econômica do Tocantins. O resultado não foi nada favorável e mostrou uma queda acentuada nos investimentos e um considerável aumento de custos.

Despesas com Pessoal

Segundo observação do site, o estado tem pouca capacidade de investimento e gastos crescentes especialmente com despesas de pessoal. Apontando que em 2013, especificamente estes custos alcançaram o limite máximo e que os mesmos ganharam força com as leis de reajustes aprovadas pelo governador Carlos Gaguim (PMDB) que geriu o Tocantins entre 2009 e 2010, depois do afastamento do também peemidebista Marcelo Miranda.

Sobre os investimentos, a avaliação aponta uma queda de 40% nos últimos 12 anos destacando que não houve avanço da gestão tucana, mostrando ainda que os mesmos subiram apenas 2,7% desde 2011.

Argumento do Gestor

A justificativa do governador para tal situação desfavorável é de que ele recebeu o Estado "endividado" e "sobrecarregado por políticas paternalistas". Esta foi a mensagem do gestor enviada ao Legislativo este ano.

Siqueira Campos garantiu que tem uma gestão fiscal responsável, destacando que uma das iniciativas do governo para contornar a situação, foi reduzir salários e cortar servidores temporários para recuperar "credibilidade".

Além disso, o gestor culpa a redução de repasses federais, como os do FPE (Fundo de Participação dos Estados), como um fator que afetou de forma direta a economia do Tocantins, afirmando que R$ 296 milhões previstos para 2012 não chegaram aos cofres do Estado.

A oposição

Mas em contraposição ao argumento de Siqueira Campos, o ex-governador Gaguim nega ter entregue o Estado ao PSDB em más condições. Disse que havia dinheiro em caixa e defendeu a "valorização do servidor público".

A oposição também não deixa passar em branco e aponta uma gestão "estagnada", aquém do potencial de crescimento da economia local. Criado em 1988, Tocantins cresceu 7,2% em média de 2002 a 2010, acima do índice nacional (4%). "Não houve avanço em praticamente nada", diz o deputado Freire Júnior (PV-TO), apontando papel tímido da iniciativa privada no Estado.

Promessas de Campanha

O governador Siqueira Campos se encontra em um cenário econômico que dificulta o cumprimento de promessas de campanha, como foi o caso da construção de oito hospitais. Já no terceiro ano deste mandato, apenas três unidades hospitalares estão em obras e todas elas foram iniciadas este ano.

Educação

No setor educacional, a reportagem aponta que o governo entregou ou adaptou 50 escolas em Tempo Integral e celebra avanços no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) –a rede estadual subiu de 21º para 17º lugar em 2012.

Eleições 2014

Para as eleições de 2014, o quadro político ainda está indefinido no Estado. Aos 85 anos e em seu quarto mandato como governador, Siqueira Campos não tem falado em reeleição, contudo, existe a possibilidade do atual gestor do Tocantins apoiar seu filho, Eduardo Siqueira Campos, seu secretário de Relações Institucionais e recém-filiado ao PTB. Mas isso depende de muitos fatores, inclusive o afastamento do pai do governo que legalmente, tem até o mês de abril para tomar essa decisão. Sobre isso, os bastidores da política indicam a expectativa desta renúncia para o próximo mês.

O afastamento de Siqueira sugere ainda uma segunda e importante dúvida: quem irá suceder o gestor? A primeira opção é o vice-governador João Oliveira (PSB), que tem a desconfiança do governador depois do racha com sua aliada Kátia Abreu, pois em política tudo é possível, inclusive o rompimento entre Siqueira e o vice, já que estando no poder Oliveira pode fazer com Siqueira o mesmo que fez com a senadora. O segundo nome para assumir o cargo, é o presidente da Assembleia, Sandoval Cardoso, terceiro na ordem sucessória. Mas há burburinhos de que a relação política entre ele o secretário Eduardo Siqueira não tem sido das melhores, ou seja, mais dúvidas a serem analisadas.

Até o momento, os nomes cotados para fazer oposição ao governo no pleito de 2014 são: a senadora Kátia Abreu (PSD), o presidente da Federação das Indústrias do Estado, Roberto Pires (PP), e o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP).

 

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