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Prisões temporárias da Operação Lucas da PF são mantidas

17/05/2017 12h33 | Atualizado em: 18/05/2017 09h14
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Divulgação

Parte dos investigados pela Operação Lucas, quatro presos pela Polícia Federal nesta terça-feira (16), prestaram depoimentos ainda no mesmo dia na sede da Justiça Federal, em Palmas - Antônio Augusto Machado, Djalma Luís Feitosa, Fernanda Alves Dias e Humphrey Teixeira dos Santos. As prisões temporárias foram mantidas, com exceção da investigada Myrian Pinto de Amorim, e de Dawes Rodrigues Sousa Lima. Idosa, Myrian Pinto esclareceu que não administrava concretamente as empresas investigadas. Dawes Lima justificou a razão dos depósitos que efetuou na conta da fiscal.

As investigações apontaram que, em troca de propina, servidores do ministério anulavam multas aplicadas às empresas beneficiadas pelo esquema de corrupção ou operavam para atrasar o andamento dos processos. O esquema teria movimentado cerca de R$ 3 milhões entre 2010 e 2016.

De acordo com as investigações, Adriana Carla Floresta, chefe do Serviço de Inspeção na Superintendência Federal de Agricultura, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Tocantins, usava seu cargo para, supostamente, receber propinas e pagamentos mensais em troca do retardamento de atos de fiscalização em frigoríficos e laticínios do Estado do Tocantins.

A assessoria da PF informou que a investigação teve início, após a denúncia de que frigoríficos e empresas de laticínios fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura teriam sido favorecidas em processos administrativos, "por meio do retardamento na tramitação e anulação de multas".

Foram cumpridos 10 mandados de prisão temporária, 16 de condução coercitiva e 36 mandados de busca e apreensão nos estados de Tocantins, Pará, Pernambuco, São Paulo e Maranhão. A Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis nos valores de R$ 2,2 milhões.

A operação não tem relação com a Carne Fraca, que desmontou, em março, um esquema de pagamento de propina a funcionários do Mapa com o objetivo de liberar carne para venda sem passar pela devida fiscalização. 

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