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Justiça absolve professor acusado de estuprar menina de 5 anos

13/07/2017 22h10 | Atualizado em: 14/07/2017 13h21
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Divulgação

Uma decisão proferida nesta quinta-feira (13) pelo Juiz Francisco Vieira Filho da 1º Vara Criminal de Araguaína, inocentou o professor Rodrigo Alves da Silva da acusação de estupro de uma criança de cinco anos de idade.

O caso ganhou repercussão em todo o estado em abril do ano passado e segundo relato da própria criança à sua mãe, o abuso teria acontecido em uma quadra da escola Municipal Domingos Souza Lemos, localizada no setor Jardim das Flores em Araguaína.

Durante a investigação o professor teve prisão preventiva decretada pela Justiça. Por causa da acusação, Rodrigo Silva foi exonerado do cargo e como não se entregou para a polícia ficou sendo considerado como foragido.

Conforme decisão do juiz, após uma análise exaustiva dos elementos colhidos tanto na fase investigativa quanto em juízo, ficou comprovado que a criança realmente sofreu abuso sexual onde um laudo divulgado ainda em abril confirmou o abuso, porém não havia provas contundentes de que o professor seria autor do crime.

Na época dos fatos a criança contou para sua mãe que foi abusada durante o recreio, na quadra da escola e depois voltou para a sala de aula normalmente, questionada pela genitora ela ainda teria acrescentado que outras duas crianças presenciaram a cena. Porém ela só contou esta versão dos fatos quando sua mãe descobriu vestígios de sangue em seus lençóis, uma semana depois.


(Local onde a menina disse que teria sido estuprada)

Durante as investigações, vários servidores da unidade escolar foram ouvidos, bem como a mãe das duas crianças que teriam supostamente assistido ao abuso. O juiz destaca que diante destes depoimentos foi possível extrair “franca contradição” entre a narrativa da criança e o que realmente aconteceu.

Segundo depoimentos, no intervalo das aulas os professores se reúnem na sala da coordenação da unidade enquanto outros profissionais observam as crianças no recreio. Entre as testemunhas que prestou declarações à polícia, uma delas relatou que no dia em que teria supostamente acontecido o abuso, o professor permaneceu no intervalo normalmente em companhia dos demais educadores e ao término do intervalo retornou à sala de aula.

O juiz ressalta que nos depoimentos, os profissionais garantem que naquele dia não houve qualquer anormalidade ou queixa relacionada ao comportamento da criança e uma das testemunhas ainda observou: “se o abuso tivesse ocorrido da forma narrada, a criança teria ficado suja, machucada, sangrando e pedido ajuda imediata às pessoas que estavam no local”.

Com a absolvição, o juiz também ficou revogado o mandado de prisão contra o professor que teve como advogado de defesa, Davi Santos Morais.

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