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Famoso criminalista defenderá acusado de mandar matar advogado

07/09/2017 10h31 | Atualizado em: 11/09/2017 13h22
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Divulgação

A família do farmacêutico Robson Barbosa da Costa, apontado pelas investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em Araguaína, como mandante do assassinato do advogado Danillo Sandes, contratou na última terça-feira (5), o advogado criminalista Wendel Araújo Oliveira, conhecido por defender réus em casos de crimes graves e de grande repercussão no Tocantins e fora do Estado.

Conforme apurou nossa reportagem, num contrato desses o advogado Wendel Oliveira não cobra menos de R$ 500 mil reais. A exemplo disso, temos o caso do acusado de ser o mandante do crime da professora Isabel Pereira da Silva ocorrido em junho de 2009 na cidade de Xambioá, norte do Tocantins, quando Oliveira cobrou mais de R$ 2 milhões de reais para assumir o caso substituindo o advogado de Araguaína, Paulo Roberto da Silva, que defendia Vilmar Leite, foragido da Justiça até receber Habeas Corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em pedido formulado pelo criminalista.

Oliveira também já defendeu acusados de crimes de grande repercussão nacional como o caso do líder da maior facção criminosa do Rio Grande do Sul, Jackson Peixoto Rodrigues, o “Nego Jackson” acusado em mais de 20 processos de homicídios em Porto Alegre/RS e que recentemente obteve liberdade após ficar apenas 7 meses preso numa penitenciária federal.

A escolha do criminalista despertou curiosidade. O advogado é um dos mais fervorosos críticos da prisão preventiva — já chegou a chamá-la de “mal desnecessário” e fez comparações de que a mesma só serve como antecipação de pena.

Oliveira entra no caso para defender o Farmacêutico, após a revogação da procuração do advogado que anteriormente defendia Robson, Paulo Roberto Vieira Negão, que segundo informações foi retirado da defesa por suposto patrocínio infiel à causa o que ainda será apurado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Tocantins.

Procurado por nossa reportagem para falar sobre o caso, o criminalista disse que ainda não teve contato com Robson da Costa e acrescentou: “o momento é de escutar e aguardar, só espero uma apuração isenta e bem rigorosa. Tudo nesse caso é inédito para mim, não tenho ainda muito o que falar pois ainda estou tendo acesso aos autos que são todos sigilosos e tão logo levante-se o sigilo dos mesmos poderei expressar minha opinião enquanto defesa”, concluiu.

Wendel Oliveira é reconhecido pelas causas ganhas nos Tribunais Superiores em Brasília/DF e por sua atuação no Tribunal do Júri. Oliveira diz que se tornou especialista em manter seus clientes "vivos e funcionando" enquanto o mundo desmorona ao seu redor e também realiza palestras inclusive em universidades como a UnB em Brasília/DF. Em um desses momentos, o criminalista já declarou: "A maioria das pessoas que vem a mim faz isso em situações realmente desesperadoras”, disse o advogado de 37 anos.

Entenda o Caso:

O advogado desapareceu na manhã do dia 25 de julho. O amigo do advogado, José Ribamar Júnior, disse que ele foi visto pela última vez em um supermercado. "Ele deixou a mãe dele numa agência bancária, onde ela trabalha, e depois foi tomar café em um supermercado. Por volta das 9h, ele falou com a prima por telefone e disse que iria para Filadélfia, provavelmente resolver alguma questão ligada a um processo". O advogado estava em uma motocicleta.

O advogado foi procurado durante quatro dias. O corpo dele foi encontrado já em fase de decomposição no dia 29, em uma propriedade rural que fica às margens da TO-222, a 18 km de Araguaína perto do entroncamento de Babaçulândia. Ele estava seminu, com marcas de lesões, sangue e queimaduras.

O delegado responsável pela investigação, Rerisson Macedo, disse que ele foi morto com dois disparos de arma de fogo na nuca.

A motivação do crime segundo a polícia

A morte de Danilo Sandes pode ter sido motivada por uma briga envolvendo uma herança de R$ 7 milhões. O delegado Rerisson Macedo disse que o suspeito de mandar matar a vítima, Robson da Costa, de 32 anos, era um de seus clientes e parte em uma ação de inventário. Ele foi preso no final do mês passado em Marabá (PA).

Os investigadores afirmam que o cliente se revoltou quando o advogado não aceitou participar de um esquema para ocultar bens. A fraude teria beneficiado Robson, que ficaria com uma parte maior do patrimônio sem que os demais herdeiros ficassem sabendo. O advogado era responsável por fazer o inventário para toda a família, mas após a discussão deixou de representar Robson. Ao todo, seis pessoas disputam a herança.

Doutor Danilo estava sofrendo um certo aliciamento por parte de seus clientes em uma ação de inventário em que o Robson é parte. Robson tentava ocultar bens do espólio e Danilo não aceitou isso, não se curvou a isso. Então daí já surgiu uma animosidade. Passados alguns dias, após algumas situações que ele foi descobrindo que estavam sendo ocultadas dos demais inventariantes", disse o delegado.

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