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A tragédia que matou crianças e professora em creche

06/10/2017 10h59 | Atualizado em: 07/10/2017 09h17
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Divulgação

O vigia Damião Soares dos Santos, de 50 anos, que ateou fogo e provocou a morte de quatro crianças da creche onde trabalhava, no município de Janaúba, no norte de Minas Gerais, morreu ontem a tarde no hospital onde estava internado em estado grave. Damião era funcionário efetivo do município desde 2008.

A professora Hely de Abreu da Silva e uma criança morreram na noite desta quinta-feira (5), após o incêndio. Vinte pessoas, entre crianças e adultos, ficaram feridas.


A prefeitura de Janaúba decretou luto oficial de sete dias. Em nota, manifestou solidariedade às famílias envolvidas na tragédia.

“Toda a administração e a sociedade civil de Janaúba está consternada em virtude da tragédia ocorrida hoje na Creche do Bairro Rio Novo. A administração municipal manifesta profunda preocupação com o lamentável episódio e direcionou todos os seus esforços para atender os envolvidos e amenizar, de alguma forma, a dor que acomete a todos”, diz o texto.

Em vez de festa, a tragédia

Os cerca de 40 menores, na faixa de 3 a 6 anos, da creche Gente Inocente — oficialmente Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) —, foram levados ontem para a instituição por seus pais — a grande maioria trabalhadores simples — sob muita expectativa. Afinal, no local teria pula-pula e outras brincadeiras nos preparativos para a comemoração do Dia das Crianças. No lugar da festinha, porém, a tragédia, provocada pelo vigia Damião Soares dos Santos, solteiro e sem filhos. Os motivos que o levaram a cometer o crime são desconhecidos, embora existam informações de que estaria em tratamento de um quadro depressivo e tinha sido afastado do trabalho.

A barbárie parou a cidade. As vítimas, inicialmente, foram levadas para o Hospital de Janaúba e para o Hospital Fundajan. Foram convocadas equipes do Samu e médicos dos municípios vizinhos. Houve um grande movimento no local com a chegada e a partida de helicópteros e aviões da PM, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, que transferiram vítimas com ferimentos mais graves para hospitais de Montes Claros e de Belo Horizonte.

Na porta do hospital de Janaúba, houve uma grande concentração de pessoas: parentes das crianças, curiosos, policiais e jornalistas. Um carro de som informava o nome das crianças que deram entrada na unidade. A solidariedade também prevaleceu. Dezenas de pessoas se concentraram em frente ao laboratório do hospital regional para doar sangue.

Crime Premeditado

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime e aponta que Damião o premeditou. Em nota, divulgada na noite de ontem, a investigação afirmou que, através de diligências, foram encontrados na residência de Damião galões com combustível. "Também foi apurado que Damião marcou simbolicamente a data, pois há três anos seu pai faleceu", disse a nota. Com problemas mentais, segundo a apuração das autoridades, e obcecado por crianças, ele também teria dito à família, na última terça-feira (3/10), que daria um presente a todos, se matando em breve. 

Os nomes das crianças que morreram pela manhã no incêndio são: Juan Pablo Cruz dos Santos, Luiz Davi Carlos Rodrigues, Ruan Miguel Soares Silva e Ana Clara Ferreira Silva.

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