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Polícia Civil conclui inquérito sobre a morte de advogado

10/11/2017 09h58 | Atualizado em: 13/11/2017 09h36
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Divulgação

Com 33 páginas, a Polícia Civil concluiu o inquérito que investiga a morte do advogado Danillo Sandes.

O relatório que foi concluído no último dia 24 de outubro reúne indiciando por homicídio doloso triplamente qualificado os evolvidos no crime: o farmacêutico Robson Barbosa da Costa (32 anos) apontado como mentor, além dos três policiais militares do Pará, Rone Marcelo Alves Paiva, João Oliveira dos Santos e Wanderson Silva de Sousa.

De acordo com Rerisson Macedo e Guilherme Torres, titulares da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a conclusão foi satisfatória e não restou dúvida da participação dos envolvidos. Ainda segundo os titulares, foi pedido a prisão preventiva de todos os envolvidos e o Ministério Público Estadual (MPE) já se pronunciou favorável aos pedidos.

Os envolvidos já estão presos, mas no sistema de prisão temporária, que tem prazo para terminar. Se a Justiça aceitar o pedido da polícia e do MPE, os quatro devem continuar presos até o julgamento.

O inquérito corre em segredo de justiça e conforme o delegado Rerisson Macedo, apesar da conclusão não está descartada a possibilidade do envolvimento de outras pessoas no crime.

Entenda o Caso

O advogado desapareceu na manhã do dia 25 de julho. O amigo do advogado, José Ribamar Júnior, disse que ele foi visto pela última vez em um supermercado. "Ele deixou a mãe dele numa agência bancária, onde ela trabalha, e depois foi tomar café em um supermercado. Por volta das 9h, ele falou com a prima por telefone e disse que iria para Filadélfia, provavelmente resolver alguma questão ligada a um processo". O advogado estava em uma motocicleta.

O advogado foi procurado durante quatro dias. O corpo dele foi encontrado já em fase de decomposição no dia 29, em uma propriedade rural que fica às margens da TO-222, a 18 km de Araguaína perto do entroncamento de Babaçulândia. Ele estava seminu, com marcas de lesões, sangue e queimaduras.

O delegado responsável pela investigação, Rerisson Macedo, disse que ele foi morto com dois disparos de arma de fogo na nuca.

A motivação do crime segundo a polícia

A morte de Danilo Sandes pode ter sido motivada por uma briga envolvendo uma herança de R$ 7 milhões. O delegado Rerisson Macedo disse que o suspeito de mandar matar a vítima, Robson da Costa, de 32 anos, era um de seus clientes e parte em uma ação de inventário. Ele foi preso no final do mês passado em Marabá (PA).

Os investigadores afirmam que o cliente se revoltou quando o advogado não aceitou participar de um esquema para ocultar bens. A fraude teria beneficiado Robson, que ficaria com uma parte maior do patrimônio sem que os demais herdeiros ficassem sabendo. O advogado era responsável por fazer o inventário para toda a família, mas após a discussão deixou de representar Robson. Ao todo, seis pessoas disputam a herança.

“Doutor Danilo estava sofrendo um certo aliciamento por parte de seus clientes em uma ação de inventário em que o Robson é parte. Robson tentava ocultar bens do espólio e Danilo não aceitou isso, não se curvou a isso. Então daí já surgiu uma animosidade. Passados alguns dias, após algumas situações que ele foi descobrindo que estavam sendo ocultadas dos demais inventariantes", disse o delegado.

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