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Ter
16/10/18

Enfermeira condenada por mandar matar o ex, ganha liberdade

06/08/2018 11h15 | Atualizado em: 10/08/2018 12h21
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Divulgação

A enfermeira Marcela Moreira Leal, condenada por ser mandante da morte do ex-marido, Tony Ramos, assassinado em 2012, ganhou liberdade na semana passada depois de engravidar na prisão.

A soltura de Marcela deixou familiares de Tony Ramos revoltados com a decisão da Justiça. Nossa reportagem procurou familiares de Tony Ramos que apesar de instatisfeitos com o fato se limitaram em dizer que espera pela justiça de Deus neste caso. 

A porta do presídio se abriu para a enfermeira após um alvará de soltura expedido pelo juiz de Direito da Comarca de Filadélfia, Fabiano Ribeiro, com base em recente decisão do Supremo Tribunal Federal, que beneficia presidiárias que estejam grávidas ou que tenham filhos de até 12 anos de idade. No presídio, Marcela engatou novo romance e está grávida de 8 meses.

Condenada a 17 anos de prisão, a enfermeira, ganha liberdade para cumprir a pena em casa até a criança, que ela carrega na barriga, completar 6 meses de vida. Depois, Marcela retorna para a prisão, se não engravidar novamente.

A soltura de Marcela foi contestada pelo Ministério Público (MP) que suspeita da atitude da enfermeira em ter se engravidado na prisão. Para o MP, a enfermeira teria planejado cuidadosamente a gravidez: ‘não apenas engatou um novo relacionamento, mas planejou a gravidez sabendo da restrição de sua liberdade”, diz o parecer.
O MP argumenta ainda que a soltura de Marcela possa criar o temor de que o feto se transforme na “chave da liberdade” para mulheres condenadas.

Entenda o caso

No dia 30 de abril de 2012, Marcela mandou matar o ex-marido, Tony Ramos, tendo oferecido a quantia de R$ 4 mil reais ao pistoleiro que executou o crime e também foi parar atrás das grades. O crime, que chocou a população de Araguaína, aconteceu na Avenida Filadélfia. Tony era vendedor, evangélico e sem ficha criminal.

Depois de uma caçada policial, que durou quase dois anos, a polícia civil prendeu Marcela em frente ao Colégio Santa Cruz, centro da cidade. De acordo com a polícia, no momento da prisão, a enfermeira estava acompanhada do advogado e se preparava para deixar o país.

Marcela foi condenada pelo júri popular a 17 anos de prisão. Ela cumpria pena no presídio feminino de Babaçulândia, Norte do Estado.

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