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Sandoval Cardoso teria embolsado R$ 4 milhões da Odebrecht

17/04/2017 09h02 | Atualizado em: 17/04/2017 21h38
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Divulgação

O fim do sigilo das delações determinado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pôs fim a um mistério que intrigou o Tocantins nas últimas semanas. "Quem é o Novo Canário?" era a pergunta que dominava todas os rodas. O codinome, segundo o ex-diretor superintendente da Odebrecht Ambiental/Saneatins no Tocantins, Mário Amaro da Silveira, foi atribuído ao ex-governador Sandoval Cardoso (SD).

Desde que o site O Antagonista divulgou no dia 27 de março e o CT repercutiu que todos queriam saber quem era o Novo Canário no Tocantins, que, segundo a planilha da Odebrecht, teria recebido R$ 1 milhão no dia 3 de outubro de 2014, dois dias antes das eleições daquele ano.

O fim do sigilo mostrou quem era o Novo Canário, segundo o delator, e ainda que ele foi o que mais recebeu recursos da empreiteira alvo da Operação Lava Jato. Conforme Mário Amaro, Sandoval teria embolsado nas eleições de 2014 um total de R$ 4 milhões.

Além desse valor, a Odebrecht teria autorizado outros R$ 8 milhões para Sandoval pagar sua dívida com o marqueteiro Duda Mendonça, mas esse dinheiro, de acordo com os delatores, pode não ter sido liberado, justamente por conta do avanço da Lava Jato.

Novo Canário seria uma extensão do codinome de um aliado de Sandoval, o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM), que seria o Canário. Mário Amaro contou aos procuradores da Lava Jato ter sido procurado por Eduardo em janeiro de 2014. Naquela ocasião ele já tinha deixado a Secretaria Estadual de Relações Institucionais e contou ao executivo da Odebrecht Ambiental/Saneatins que seu pai, o então governador Siqueira Campos (sem partido), renunciaria para garantir vaga para que o hoje deputado estadual disputasse a sucessão. Eduardo teria pedido naquela reunião um aporte de R$ 3 milhões, mas a empresa aprovou R$ 2 milhões.

Siqueira Campos renunciou em abril de 2014, horas depois de seu vice, João Oliveira (DEM), mas Eduardo Siqueira não conseguiu viabilizar sua candidura a governador, vaga que foi ficou para Sandoval.

Outros codinomes

O Departamento de Propina da Odebrecht teria liberado um total de R$ 9,350 milhões para políticos do Tocantins, dos quais R$ 650 mil para as eleições municipais de 2012 e R$ 8,7 milhões para aos eleições estaduais de 2014.

Em 2012, os R$ 650 mil teriam sido conseguidos por Eduardo Siqueira Campos e destinados para as campanhas de Marcelo Lelis (PV), em Palmas, Ronaldo Dimas (PR), em Araguaína, Laurez Moreira (PSB), em Gurupi, e Eronides Texeira (PSDB) e Zeila Ribeiro, ambos de Taguatinga.

Outros codinomes usados pela empreiteira foi de Machado para a senadora Kátia Abreu (PMDB), que teria recebido R$ 500 mil. O apelido dela pode ter relação à forma como a senadora é chamada ironicamente pelos militantes ambientalistas, como “Rainha da Motosserra” e "Miss Desmatamento”.

O governador Marcelo Miranda (PMDB), que teria levado R$ 1 milhão, tinha o codinome na empreiteira de Lenhador.

Já o ex-deputado federal Júnior Coimbra, hoje secretário de Governo da Prefeitura de Palmas, foi denominado na planilha da Odebrecht de Acadêmico. Ele teria levado R$ 1,2 milhão, a pedido do ex-presidente da Câmara, ex-deputado federal Eduardo Cunha. Coimbra teria ficado com R$ 300 mil e R$ 900 mil teriam sido sacados, conforme o delator Mário Amaro, pelos vereadores Rogério Freitas e Emerson Coimbra, sobrinho do ex-parlamentar tocantinense, ambos do PMDB.

Fonte: Portal CT

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