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Governador teria recebido R$ 1 milhão para campanha em 2014

17/04/2017 10h22 | Atualizado em: 17/04/2017 10h27
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Divulgação

Depoimentos de delatores da operação Lava Jato afirmam que governador Marcelo Miranda (PMDB) recebeu R$ 1 milhão em pagamentos da Odebrecht durante a campanha para governador nas eleições de 2014. Os valores teriam sido repassados pela empresa a pedido do líder do partido, o ex-deputado Eduardo Cunha, conforme delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O G1 teve acesso aos vídeos dos depoimentos, que trazem detalhes sobre a transação.

Os supostos pagamentos constam nas delações Mário Amaro da Silveira e Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis. Segundo os depoimentos, a negociação para a contribuição em caixa dois foi tratada com Herbert Brito, um dos assessores de Marcelo Miranda, que hoje é o presidente do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

As denúncias constam na petição 6782 e devem ser investigadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo consta no documento, desde que entrou na empresa em 2010, Mário Amaro foi orientado a identificar lideranças políticas que pudessem apoiar e criar “um ambiente favorável aos projetos da empresa.”

Conforme o delator, a intenção da 'contribuição' de R$ 1 milhão, além de atender um pedido de Eduardo Cunha, era manter uma "política de boa relação e boa vizinhança".

Para tratar do pagamento, de acordo com o delator, foram feitas três reuniões em Palmas. Sendo que a primeira aconteceu na casa de Marcelo Miranda, no início de setembro de 2014. Já os pagamentos teriam acontecido na primeira quinzena de outubro do mesmo ano. O codinome dado à transação foi 'Lenhador'.

"Fernando [Reis] entendia que Marcelo não iria ganhar. A máquina do governo seria mais forte. Marcelo também tinha problemas de condenação, candidatura sob judice. [Eu disse] Acho que você está enganado. Acho que ele tem grandes chances de ganhar", explicou o delator Mário Amaro.

Além de Miranda, outros 12 governadores, 24 senadores, 37 deputados, oito ministros e cinco ex-presidentes aparecem entre os citados pelos executivos da Odebrecht na maior delação da história do pais.

Outro lado

A Secretaria de Comunicação Social informou, durante a semana, que o governador Marcelo Miranda foi somente citado, não houve indiciamento. Mas ressaltou que todas as doações de campanha do governador foram feitas de forma legal, devidamente declaradas e as contas aprovadas.

O presidente do Naturatins, Herbert Brito Barros, disse em nota que não responde a qualquer processo ou inquérito no âmbito da Justiça Eleitoral. "Ele ressalta que, sobre possíveis citações de seu nome por delatores da empresa Odebrecht, prestará os devidos esclarecimentos à Justiça, caso seja convocado a fazê-lo", diz o documento.

Outros nomes

Nomes de políticos ligados ao Tocantins foram citados na delação premiada dos executivos e ex-dirigentes da Odebrecht. Desde total, dois serão investigados pelo Procuradoria Geral da República, conforme autorização do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. São eles: a senadora Kátia Abreu (PMDB) e o marido dela Móisés Pinto Gomes.

Fonte: G1/TO

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