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Dimas, Laurez e Lelis teriam recebido doações em caixa dois

18/04/2017 11h35 | Atualizado em: 19/04/2017 09h25
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Fotos Divulgação/Edição Portal O Norte

Uma delação feita por Mario Amaro da Silveira, ex-presidente da Saneatins, indica que cinco políticos receberam dinheiro da Odebrecht para as eleições municipais de 2012 no Tocantins. Ao todo, a empresa teria repassado R$ 650 mil a pedido do ex-secretário de relações institucionais do governo do Tocantins, Eduardo Siqueira Campos.

Teriam recebido parte desse recurso os prefeitos de Gurupi, Laurez Moreira (PSB), e de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR). Além de Marcelo Lelis (PV), que foi candidato à Prefeitura de Palmas, Zélia Ribeiro e Eronildes Teixeira, ambos candidatos em Taguatinga. (Veja o vídeo)

As denúncias constam na petição 6813, que integra a operação Lava jato, e devem ser investigadas pelo Tribunal Regional Federal (TRF). No depoimento, Silveira diz que foi procurado por Eduardo Siqueira em junho de 2012 pedindo R$ 1 milhão para fortalecer a base do governo nas prefeituras.

“Disse que o governo precisava construir uma base forte nas prefeituras, seria importante ao governo se fortalecer [...] Que o governo tinha muito a contribuir na atuação da empresa, na articulação com os municípios”, disse. Ainda conforme o delator, Eduardo Siqueira afirmou que o pedido havia partido de Siqueira Campos, que era governador na época.

Durante reuniões entre o ex-secretário e o executivo ficou definido que o valor da contribuição em caixa dois seria de R$ 650 mil. Esse montante seria rateado entre os candidatos da seguinte forma:

R$ 250 mil para o Marcelo Lelis (PV);
R$ 100 mil para Zélia Ribeiro (PR);
R$ 150 mil para Ronaldo Dimas (PR);
R$ 100 mil para Laurez Moreira (PSB);
R$ 50 mil para Eronildes Teixeira (PMDB);

Apenas o pagamento para a campanha de Marcelo Lelis teria sido recebido por Eduardo Siqueira. Os demais, segundo o delator, foram tratados e recebidos pelos próprios candidatos ou representantes em São Paulo. Para estas transações alguns dos codinomes foram gado, pasto e floresta.

Em contrapartida às contribuições, a empresa esperava estabelecer parceria e reforçar a presença institucional “Estado que tem o poder da caneta, ele que autoriza reajuste nas contas de água. A ideia era manter uma boa relação com o governo”, afirmou o delator.

Outro lado

O deputado Eduardo Siqueira campos disse em nota que “cumpriu seu papel de articulador político do Governo ao buscar apoio aos candidatos apoiados por seu grupo político". Ele disse que apenas indicou os candidatos apoiados à empresa, solicitando que ela procurasse diretamente os mesmos. “Cabe ressaltar que em 2012, a legislação eleitoral permitia a doação de campanha por parte de empresas e que a forma da doação foi opção exclusivamente da Odebrecht”, diz nota.

Ele disse também que jamais solicitou apoio à candidata de Taguatinga, Zeila Ribeiro (PR), que na época disputavam eleição em Taguatinga contra o candidato apoiado pelo governo, Eronides Teixeira. Segundo o deputado, ficou comprovado que os executivos nunca se encontraram com o ex-governador Siqueira Campos e que qualquer menção ao nome dele é indevida, injusta e inverídica.

Já Marcelo Lelis se disse surpreso com a citação de seu nome como beneficiário de doação da empresa Odebrecht. “Esclareço e asseguro que não recebi nenhum tipo de recurso da referida empresa, assim como não autorizei que ninguém o fizesse em meu nome. Aguardo acesso ao teor das acusações a fim de esclarecer o assunto.”

O prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas, disse em nota que não recebeu ou autorizou alguém a receber recursos para campanha eleitoral junto à Saneatins. “O delator cita contribuição de campanha em 2012, a pedido de terceiros, sem nenhuma comprovação. Algumas montagens grosseiras do vídeo tentam incriminar Dimas. Qualquer pessoa que assistir atentamente o vídeo na íntegra perceberá que nada do que foi relatado incrimina o prefeito”, diz nota.

O prefeito de Gurupi, Laurez Moreira, afirmou que as doações de campanha foram devidamente informadas na prestação de contas e "reforça o seu compromisso de colaborar com a justiça para esclarecimento de qualquer dúvida relacionada à retidão de sua conduta pública".

O G1 ainda tenta contato com Zélia Ribeiro e Eronildes Teixeira.

Outros nomes

Nomes de políticos ligados ao Tocantins foram citados na delação premiada dos executivos e ex-dirigentes da Odebrecht. Desde total, dois serão investigados pelo Procuradoria Geral da República, conforme autorização do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. São eles: a senadora Kátia Abreu (PMDB) e o marido dela Móisés Pinto Gomes. 

Fonte: G1/TO

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