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Sáb
18/08/18

Especialista comenta resultado de pesquisa Ibope encomendada pela Fecomércio: "Incoerência absurda"

10/05/2018 15h43 | Atualizado em: 10/05/2018 16h44
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Divulgação

O Instituto Fecomércio encomendou uma pesquisa ao IBOPE para elencar a intenção de votos dos eleitores do Estado, levando em consideração os candidatos registrados para concorrer à disputa da Eleição Suplementar no Tocantins. Os questionários foram aplicados entre os dias 5 e 7 de maio, em 38 municípios.

A pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência entrevistou 812 eleitores e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do estado do Tocantins sob o protocolo Nº TO‐06472/2018. O nível de confiança utilizado é de 95% e a margem de erro máxima de 3 pontos, para mais ou para menos.

Espontânea



Levando em consideração a margem de erro, na pesquisa espontânea, os quatro primeiros candidatos aparecem praticamente empatados. O candidato Carlos Amastha (PSB) aparece em primeiro lugar com 9% das intenções, seguido de Vicentinho Alves (PR) com 8% e Kátia Abreu (PDT) e Mauro Carlesse (PHS) empatados com 5% as intenções.  Márlon Reis (Rede Sustentabilidade) aparece com 2% e os outros candidatos menos de 1%. Brancos e nulos 15% e não souberam ou não opinaram 52%.

Estimulada

Enquanto na Espontânea carlos Amastha aparece com quase o dobro de intenções de Kátia, na pesquisa estimulada ocorre uma inversão com um salto da candidata Kátia Abreu, que vai para o topo das intenções registrando 22% . Em segunda posição, empatados com 15 pontos, seguem os candidatos Carlos Amastha (PSB) e Vicentinho Alves (PR).

Já o candidato Mauro Carlesse (PHS) recebeu 10% das intenções de votos dos eleitores. Márlon Reis (REDE) obteve 5% das menções dos entrevistados, enquanto Mário Lúcio Avelar (PSOL) e Marcos Souza (PRTB), têm 1% de menções, cada. Desse total, 18% dos entrevistados declaram o voto como branco ou nulo e 12% não sabe ou não respondeu.

Rejeição dos candidatos

Outro fator interessante ocorre no gráfico de rejeição dos candidatos, onde Kátia Abreu surge no topo como a candidata mais rejeitada na pesquisa com 37%, ou seja, 13 pontos acima do segundo colocado que é Vicentinho com 24%. Carlos Amastha aparece com 21% e Mauro Carlesse com R$ 15%. Na sequência aparece Marcos Souza com 12%, Mário Lúcio Avelar e Márlos Reis com 11% . 5% afirmaram que poderia votar em todos e 22% não souberam ou não opinaram.

Principais Problemas

Ainda no questionário foi levantado quais seriam os principais problemas enfrentados pelo estado, que de acordo com a percepção da população, são: a Saúde em primeiro lugar, com 68% de menções. Em segundo lugar aparece a Educação (39%) e em terceiro, empatados, a Geração de Empregos e a Segurança Pública (27% cada).

Polêmica

O resultado da pesquisa provocou rebuliço nos bastidores políticos e principalmente o questionamento de coligações em relação à credibilidade do Instituto de Pesquisa que já errou resultados no Estado.

O Instituto Fecomércio que encomendou a pesquisa, hoje é presidido por Itelvino Pisoni que é ligado ao grupo político da senadora Kátia Abre e inclusive é filiado ao mesmo partido que a candidata.

À imprensa, Pisone se manifestou sobre a pesquisa afirmando que “O fato de eu ser presidente da Federação, temos muito interesse em primeiro lugar: em saber como está a situação porque estamos com o comércio em crise, a instabilidade do governo está muito grande então nada impede que a Fecomércio faça uma pesquisa séria como é o Instituto Ibope e divulgue para que os empresários tomem conhecimento de como está a situação”

Sobre sua filiação ao PDT, Pisone garante que isso não interferiu no resultado.

O senador Ataídes Oliveira (PSDB) que está fora da disputa e hoje apóia a candidatura de Vicentinho, lembrou que o Ibope errou dois terços dos resultados das eleições em 2014, o que representa 66,6%. “O desespero de quem quer chegar ao governo do Tocantins já apareceu. Usando as tradicionais pesquisas encomendadas. O Tocantins mudou!”, alfinetou o senador.

Ataídes disse ainda que apresentou um requerimento para que o assunto seja debatido na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização, Controle e Defesa do Consumidor (CTDF): “Qual o grau de transparência das pesquisas eleitorais? Como são elaboradas as perguntas e quem define as características demográficas do público entrevistado?”, questionou.

Opinião de Especialista

O Portal O Norte conversou com o especialista em Marketinhg Político, Jeferson Agamenon, para ele existe uma incoerência absurda do resultado da pesquisa: “Foi uma encomenda muito mal feita. Quem pagou, pagou errado, onde a espontânea tem uma desconexão absurda com o resultado da estimulada. Observamos que nos últimos anos a estimulada e espontânea têm sido muito idênticas, isso é um fenômeno. Antigamente a espontânea era considerada o resultado do voto cristalizado e nessa pesquisa simplesmente se “descristalizou””, concluiu. 

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