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A volta da ditadura militar: um assunto que nem deveria ser debatido

24/03/2014 11h13 | Atualizado em: 04/04/2014 17h03
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Adriel Christian
Opinião


É do ser humano essa vontade quase incontrolável de querer resolver os problemas imediatamente, sem pensar nas consequências futuras. É inerente ao ser humano também agir por impulsos. Contudo, o que não é do ser humano é querer regressar no tempo buscando por melhorias, quando determinada época sequer havia algo de bom a ser reaproveitado nos dias atuais.

No último fim de semana deste mês de março, foi realizada em todo o país a 2º edição da famosa ‘Marcha da Família com Deus pela Liberdade’, que foi considerada o ponta pé inicial para a ditadura militar no Brasil na década de 60.

Com cartazes e faixas, os ‘protestantes’ (que mais pareciam mendigos sem teto que tentavam chamar a atenção de qualquer forma) pediam a volta da ditadura no país porque, para eles, existe uma revolução comunista em curso no país que precisa ser combatida.

À imprensa, os baderneiros afirmaram que a intenção não é a instauração de uma ditadura militar. Para eles, as Forças Armadas devem fechar o Congresso e derrubar o Executivo, para convocar nova eleição apenas com candidatos ficha limpa e novos partidos.

Os manifestantes usaram o caput do art. 142 da Constituição Federal para defender a intervenção militar. De acordo com o dispositivo, “as Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica são instituições destinadas à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

Na interpretação dos “justiceiros”, a Força Nacional tem de agir o quanto antes porque há problemas institucionais graves que só podem ser resolvidos dessa forma.

Porém, o resultado veio através da quantidade de pessoas que participaram dessa aberração. Em todo o Brasil, com mais de 190 milhões de pessoas, pouco mais de 1 mil pessoas (cerca de 0,1% do total de brasileiros) foram às ruas participar da manifestação. Fica claro que a maioria acredita que a intervenção militar não seria (e não é!) a melhor forma de resolver os problemas no país.

É obvio que muita coisa precisa melhorar, mas não será regressando no tempo que isso vai mudar, visto que o passado da política brasileira não é um dos melhores.

Infelizmente, muita gente iludida pela oposição do PT sonha com um país melhor, mas busca a solução no caminho errado. Infelizmente! A volta da ditadura não irá mudar nada, pois o voto continua sendo a forma de mudar a realidade do Brasil.

Como dizem por aí, “a Marcha da Família começou em marcha lenta e terminou em marcha ré".

 

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