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"Um grupo manda na prefeitura, eles me isolaram", diz vice-prefeito

Alberto Rocha
Colaborador


Insatisfeito com os rumos que vem tomando a administração da prefeitura de Araguaína na atual gestão, em entrevista concedida ao jornalista, Alberto Rocha, do Correio Evangélico (CE), o vice-prefeito  de Araguaína, Amilton Alves Cardoso (Amilton da Caixa). Entre muitos assuntos, algumas das polêmicas citadas pelo vice, é de que ele haveria sofrido ameaças por não permitir desvios no Concurso Público do quadro geral do município e sobre a insatisfação de sempre estar de fora das decisões administrativas afirmando ainda que o próprio prefeito era conivente com o isolamento de sua participação.

Confira a entrevista na íntegra

O entrevistado é Amilton Alves Cardoso, mais conhecido como Amilton da Caixa. O ex-vereador, ex-secretário da administração e atual vice-prefeito de Araguaína abre o coração nessa entrevista e não esconde sua insatisfação com os rumos da administração atual. Amilton vai além. Para ele é um grupo de pessoas quem dá as ordens na prefeitura: “O prefeito Valuar transfere para outras pessoas a responsabilidade de administrar; ele não tem sido, de fato, o condutor da gestão”, declara.

Quando procurado sobre o que acha de corrupção, Amilton fica indignado e dispara: “Corrupção é uma praga que deve ser eliminada do nosso meio. Lugar de corrupto é na cadeia”, desabafa, dizendo ainda que sofreu ameaças por não permitir desvios no Concurso Público do quadro geral do município.

CE - Quem é o Amilton da Caixa?
Amilton - Um cidadão araguainense, um pioneiro preocupado com o destino desta cidade. Vim para cá em 1966 com os meus pais. Desde então contribuo para ver minha cidade cada vez melhor, desenvolvida e comprometida com os seus moradores.

CE -Quais os cargos políticos que o senhor já assumiu?
Amilton –
Fui vereador por um mandato, gerente da Caixa Econômica. Já exerci importantes cargos de confiança, como no Ministério da Agricultura, na Aeronáutica, na Superintendência da Pesca (hoje, Ministério da Pesca) e no Banco Nacional da Habitação. Fui sindicalista, ajudei a criar a Associação dos Funcionários da Caixa. Em 1986 fiz parte de uma Comissão Parlamentar, na época, coordenada por Luis Inácio Lula da Silva, que veio a se tornar o presidente do Brasil.

CE – o senhor foi vereador
Amilton - Sim, com muita honra e honrei o meu mandato. Sou autor de importantes projetos, dentre eles, o que criou o Conselho Municipal antidrogas, requerimento para a criação do Shopping Popular e a implantação do projeto Método Braile nas escolas do município.

CE- O senhor é um político muito respeitado no meio político e em toda a sociedade araguainense.
Amilton
- Sim, graças a Deus por essa confiança que desfruto entre as pessoas de todos os segmentos da sociedade.

CE- Por que o senhor decidiu ser vice do Valuar?
Amilton -
Naquele momento político vi uma grande oportunidade para contribuir com a gestão pública do meu município. Também, a minha decisão foi em função da minha experiência em gestão no setor público. Dessa forma eu achava que poderia contribuir efetivamente com projetos e ideias na administração dele, Valuar.

CE- Como é ser vice do Valuar?
Amilton -
Não está sendo como eu esperava que fosse; tenho participado muito pouco ou quase nada das decisões do Executivo.

CE - Por que?
Amilton -
O Valuar não tem sido, de fato, o condutor da gestão. Ele confiou a algumas pessoas do seu secretariado o comando da Prefeitura. Nunca participei das discussões, dos programas, de projetos. Acho que a administração dele está sem rumo. Não fiz parte da gestão do Valuar; sempre fiquei de fora das decisões, mesmo tendo sido secretário da administração por dois anos. Durante esse tempo, procurei o Valuar por 4 vezes para entregar a secretaria, isso porque percebia uma indisposição da parte dele para comigo. Sempre foi assim. Mas procurei ter o melhor relacionamento possível, ser cordial

CE – Então, o senhor não era respeitado?
Amilton -
Eles me respeitam, eles sabem quem é o Amilton da Caixa. O que não existia era um tratamento à altura do cargo que eu exercia como secretário e de vice-prefeito.

CE – O senhor se sentia isolado lá?
Amilton -
Houve uma articulação por parte de pessoas de confiança do prefeito no sentido de me isolar do processo para que eu não participasse das decisões do governo.

CE - O prefeito sabia disso?
Amilton -
Não só sabia como também era conivente. Eu o procurava, mas ele sempre se esquivava. Decisões que são da competência dele, ele passa para outras pessoas decidirem.

CE - Isso representa uma fraqueza administrava?
Amilton -
Eu diria que é desconhecimento de causa.

CE- Não entendi
Amilton-
Isso é transferência de responsabilidade. Ele manda os outros fazerem aquilo que deveria fazer. Ele não tem sido o condutor das ações do executivo.

CE -O senhor seria vice de novo do Valuar?
Amilton -
Foi uma experiência única.

CE - Sua relação com os evangélicos
Amilton –
É muito boa, das melhores possíveis. Sempre que posso, participo de eventos evangélicos. Os evangélicos são um povo pacífico, trabalhador, que leva a mensagem de Deus às pessoas. O meu respeito e a minha admiração eles vão ter sempre.

CE - E com os servidores municipais
Amilton
- Excelente. Respeito a todos e eles me respeitam também.

CE -Amilton da Caixa está morto politicamente?
Amilton
- Não. O Amilton da Caixa está é muito vivo. Apesar dos obstáculos que enfrentei nesses dois anos, continuo trabalhando. No momento certo vou me manifestar politicamente.

CE -O senhor conduziu o concurso público para o quadro geral do município. Houve fraude?
Amilton –
Não, ele transcorreu na maior lisura possível.

CE - O senhor pagou algum preço por essa lisura?
Amilton
– Sim. Sofri até ameaças por não permitir desvios na condução do concurso público.

CE- Três desembargadores do Tribunal de Justiça foram afastados acusados de corrupção. O que o senhor acha da corrupção?

Amilton - Combato todo e qualquer ato de corrupção, lugar de ladrão é na cadeia. Infelizmente, a corrupção é algo constante na política. Essa praga deveria ser eliminada do nosso meio. As pessoas de bem deveriam se manifestar contra os corruptos. As instituições que têm a responsabilidade de fiscalizar, deveriam ser mais presentes, atuando de forma mais precisa no combate à corrupção. Não há perdão para o corrupto.

CE - Na sua opinião, qual a pena que deveria ser aplicada a uma pessoa corrupta?
Amilton -
A sociedade e as instituições responsáveis deveriam eliminar definitivamente da vida pública ou privada os corruptos. O corrupto não deveria ter nenhuma oportunidade e nem representar o povo. Além disso, deveria ser obrigado a devolver aos cofres públicos tudo aquilo que tenha roubado ou desviado

CE – Sua opinião sobre os vereadores?
Amilton
- eles têm uma função das mais importantes, que é fiscalizar o Executivo.

CE -Eles estão fazendo isso?
Amilton
- Eles têm autonomia. Cada vereador tem uma conduta de ser e de agir. O julgamento deve vir da própria sociedade.

CE - Sua opinião sobre Siqueira Campos
Amilton
- É um homem que tem um nome marcado na história do Tocantins e do Brasil. É uma pessoa capaz, tem uma proposta moderna de administrar o Estado, o que contribuirá para o crescimento e desenvolvimento do Tocantins. Aliás, o Brasil tem os olhos voltados para o Tocantins.

CE -O que o senhor não faria de jeito nenhum?
Amilton
- Roubar, cometer ato de corrupção, desviar dinheiro público...

CE- Sua opinião sobre o Correio Evangélico
Amilton
– É um novo veículo de comunicação, feito com muito profissionalismo e responsabilidade; é bem editado, independente, com uma proposta nova e desafiadora que vai enriquecer o segmento da comunicação na nossa região. Parabéns.
 

Gerônimo Cardoso critica o trabalho da imprensa em Araguaína

Alessandro Sachetti 
Da Redação

 

Os profissionais da imprensa local que estiveram na sessão desta terça-feira, 15, na Câmara Municipal de Araguaína, passaram por uma situação no mínimo constrangedora, resultado de uma afirmação por parte do vereador Gerônimo Cardoso (PMDB), relativa à divulgação de notícias.

Em suas palavras Gerônimo disse, “Que não se pode acreditar em tudo o que a imprensa diz” e completa “acesso os portais de notícia da cidade e algumas das pessoas que escrevem deveriam voltar ao MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização)”, comentou o fato sem citar nomes, o vereador que pretende voltar a integrar o quadro da imprensa televisiva araguainense em breve.

O fato de o vereador não ter citado diretamente o nome do veículo ao qual foram direcionadas as críticas, deixou um ponto de interrogação e margem para repercussão negativa na interpretação dos veículos presentes.

Tendo em vista o tom agressivo da observação apresentada pelo vereador e consciente do relevante trabalho que a imprensa presta ao cumprir com o dever de informar a sociedade araguaínense, tratando especificamente da cobertura de assuntos pautados e decisões tomadas pelo Legislativo Municipal que, em suas deliberações, influem diretamente no dia-a-dia dos habitantes de Araguaína é importante analisar algumas questões específicas, uma delas é a desinformação.

No tocante às afirmações do vereador Gerônimo, vale ressaltar a deficiência na divulgação de informações prestadas pela assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores. A exemplo disso, a assessoria que tem acesso exclusivo às pautas das sessões com antecedência, não vem cumprindo um de seus papeis mais relevantes que é entregar cópias da pauta no início das sessões a todos os profissionais da imprensa presentes, comprometendo assim a eficiência destes veículos nas informações detalhadas à população sobre os assuntos debatidos.






 


Jorge Frederico questiona regulamentações de terrenos feitas pelo Executivo

Dágila Sabóia
Da Redação

 

Na manhã desta terça-feira, 15, na Câmara Municipal de Araguaína, a questão de loteamentos irregulares gerou bastante polêmica durante a sessão. O vereador, soldado Alcivan (PP), propôs requerimento solicitando ao prefeito Félix Valuar Barros (DEM), encaminhar ao setor competente a regularização do setor Parque Bom Viver.

Apimentando o assunto fazendo o uso da palavra, o vereador, Jorge Frederico (PMDB), fez críticas contundentes à administração de Valuar, especificamente voltada para a situação fundiária do município: “O prefeito Valuar precisa parar de brincar e começar a administrar com seriedade a nossa cidade”. Ao final da discussão sobre o assunto, o requerimento foi aprovado por unanimidade pelo Legislativo.

Sinal positivo
Em entrevista exclusiva ao Portal O Norte, Jorge Frederico justifica que a ação de regulamentações de lotes seria um sinal positivo tanto para a prefeitura quanto para a população beneficiada: “A regularização de terrenos em Araguaína é preciso ser resolvida com a máxima urgência, o que seria bom para a prefeitura que passará a arrecadar o IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) e pra população que depois de seu lote ou residência legalizada terá direito de conseguir no caso, créditos de reforma e até construção com a Caixa econômica e o Banco do Brasil, por exemplo”, justifica.

Falta de Agilidade
Jorge Frederico questiona ainda em entrevista quais os motivos da falta de agilidade no processo de regularização dos loteamentos já existentes e explica que o prefeito Valuar Barros tem liberado loteamentos em algumas áreas verdes do município e que o caso tem sido alvo de denúncias que chegam à Câmara de Vereadores: “Recebemos dezenas de denúncias do prefeito doando áreas e algumas foram até citadas por nós na Câmara, um exemplo é uma área no Conjunto Patrocínio uma área verde num bico de praça que já foram construídas cerca de três ou quatro casas”.

Áreas públicas
O vereador também recorda a construção em uma área pública de uma casa ao lado do Posto de Saúde do setor Alto Bonito, que o prefeito nega ter autorizado, apesar de a prefeitura ter fiscalizado a obra. Outra questão referente que Jorge Frederico destacou trata sobre a regularização, segundo ele, “às escuras” de uma área verde situada na Marginal Neblina. “A área alagada foi aterrada e regulamentada e ninguém sabe como isso aconteceu, inclusive tem até uma placa de vende-se no terreno”.

Jorge Frederico também explica que não é somente o setor Parque Bom Viver que precisa ser regularizado. “Não é só no Parque Bom Viver que essas providências precisam ser tomadas, é também no setor Noroeste que tem dentro dele o setor São Pedro, é o Bairro São João e o próprio Centro da cidade”.

Ação imediata
Segundo as palavras de Jorge Frederico falta força de vontade da gestão: “O prefeito deve ao menos solicitar aos setores competentes que é a Secretaria de Planejamento e o Departamento Imobiliário do Município, a tomar as devidas providências”, e completa “O que precisamos entender é que os loteamentos fazem sim a cidade crescer, mas a regularização fundiária deve acontecer assim ganha o município em arrecadação e a população em benefícios de melhores moradias, fazendo isso, temos a certeza que será um grande avanço para o desenvolvimento de nossa cidade”, finaliza.















Vereador entrará com Ação para anular multas de radares em Araguaína

Alessandro Sachetti
Da Redação

 

A sessão realizada na Câmara de Vereadores de Araguaína na manhã desta terça-feira, 15, teve seu início com a discussão sobre as multas de trânsito relativas aos radares e câmeras instalados nas principais vias da cidade.

O vereador Gerônimo Cardoso (PMDB), solicitou ao presidente da Câmara a convocação do diretor do Departamento Municipal de Trânsito, Capitão Leandro, para que o mesmo compareça à Câmara e esclareça informações a respeito da fiscalização eletrônica do trânsito e documentação dos contratos de prestação de serviços desses radares. O pedido foi reforçado por todos os vereadores.

Aquecendo mais o debate, o vereador Divino Bethânia (PP) disse em plenário, que está impetrando uma Ação Judicial contra a prefeitura, já que anteriormente a Câmara havia convocado, Capitão Leandro a comparecer no plenário para prestar esclarecimentos, porém a solicitação dos vereadores não foi atendida.

Bethânia questiona a forma como foi contratada a empresa prestadora de serviço na fiscalização do trânsito por meio de radares eletrônicos. “Fiz uma investigação a respeito do contrato com a empresa que presta este serviço de fiscalização do trânsito , através da imprensa soube que o contrato custa aproximadamente, R$ 100.000,00 (cem mil reais) aos cofres municipais por mês, continuei a investigação que acabou resultando em uma Ação que será impetrada junto ao Poder Judiciário. A ação tem por objetivo anular todas as multas devido às irregularidades na sua forma legal”.



Mototaxistas reivindicam inclusão dos que ficaram de fora da licitação

Alessandro Sachetti
Da Redação

 

Na manhã desta segunda-feira, 14, moto-taxistas de Araguaína compareceram à Câmara dos Vereadores em grande número e reivindicaram a inclusão de doze companheiros na licitação realizada no ano passado, esse processo licitatório regula a maneira de trabalho dessa classe, impondo direitos e deveres.

Criou-se então uma saia-justa com os vereadores que foram pegos de surpresa pela presença desse grande grupo de moto-taxistas que trouxeram um assunto fora da pauta da sessão de hoje, pressionados pela grande presença do grupo de reivindicadores, os vereadores adiaram a pauta que trata da votação de balancetes ainda da gestão do ex-prefeito, Paulo Sidney, marcada para o dia de hoje e assim ouviram a reivindicação desse grupo.

Douglas de Brito, presidente da Coopermotos, fazendo uso da tribuna disse que o grupo de moto-taxistas veio a esta casa de leis para pedir a inclusão de colegas de trabalho no processo de licitação: “Viemos reivindicar a inclusão de doze moto-taxistas no processo de licitação, esses companheiros trabalhavam com a gente e não poderão mais trabalhar pois não conseguiram a regulamentação necessária, pois quando da regularização estas pessoas tinham vínculo empregatício em outras empresas e também em repartições públicas” disse o presidente da cooperativa.

Outra reivindicação do grupo é que a vaga de moto-taxista fique em posse da família, para que no caso de fatalidade a família dos moto-taxistas não fique desamparada, o presidente Douglas de Brito completa: “Há alguns dias faleceu um dos nossos companheiros de trabalho e a família dele ficou desamparada, gostaria de pedir que a vaga ganha em licitação fique em posse da família”.

Em discussão acalorada, Paulo Rogério Pereira Pinto, fiscal da Coopermotos, reivindicou veementemente e criticou o trabalho dos vereadores: “A nossa cobrança é para que resolva-se o problema e não aconteça o que acontece sempre aqui, os vereadores enrolam e não resolvem a situação”. O presidente da câmara, vereador Elenil da Penha (PMDB), ameaçou interromper a discussão caso o tom do fiscal, que fazia uso da tribuna, não fosse respeitoso.

Os vereadores colocaram-se à disposição dos moto-taxistas para debater a reivindicação, mas lembraram que a classe foi regulamentada por Lei e em processo licitatório, o vereador Divino Bethânia Junior (PP), lembrou que não é simples alterar a Lei e que essa mudança pode trazer prejuízo à classe: “Alterar, nesse momento, um processo licitatório já regularizado, pode fazer com que o mesmo perca o efeito, o que acarretaria na perda da legalidade de todos os que estão trabalhando. Esse é um assunto novo que ainda passa pela regularização da classe que ainda não possui alvará de funcionamento”.

O Presidente da Câmara, vereador Elenil da Penha, diz que é preciso debater esse assunto que é novidade na Câmara dos Vereadores: “Esse é uma reivindicação nova nessa Casa de Leis, precisamos debater para descobrir quais medidas tomaremos para ajudar essa classe de trabalhadores. Ou, se, após a discussão, concluirmos que não é possível, também tomaremos essa postura. É preciso que cheguemos à alguma conclusão, seja qual for”.

O assunto promete render longa discussão, porém, alterar um processo licitatório já regularizado pode fazer com que o Ministério Público haja no sentido de cancelar o mesmo. Se cancelado, uma nova licitação teria que ser inciada, um processo licitatório por mais rápido que aconteça, não seria realizado em menos de 75 dias. O cancelamento seria um passo atrás na legalização dessa classe trabalhadora, os direitos que foram garantidos através de Leis municipais e os deveres que precisam ser cumpridos pelos moto-taxistas não poderiam ser efetivamente fiscalizados, pois, todos os trabalhadores estariam trabalhando de maneira irregular enquanto perdure um novo processo licitatório.
 

Câmara votará balancetes de Paulo Sidney a partir desta segunda

Alessandro Sachetti
Da Redação


O Presidente da Câmara Municipal, vereador Elenil da Penha (PMDB), em entrevista com a equipe do Portal O Norte, divulgou no último final de semana a pauta da sessão da Câmara Municipal de vereadores de Araguaína para esta segunda-feira, 14.

A sessão que à partir das 9h30 terá como destaque a votação do balancete do IMPAR (Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Araguaína) da gestão de 2000 do então prefeito Paulo Sidnei.

A votação do balancete seguirá de acordo com o regimento daquela Casa de Leis, este projeto de decreto do Legislativo é oriundo da comissão de finanças e orçamento, os vereadores apreciarão e votarão em turno único.

Também estará presente na próxima sessão a senhora Vera Lúcia Miranda Bezerra, presidente da FUNAMC (Fundação de Atividade Municipal Comunitária), que será questionada pelos trabalhos realizados pelo órgão que preside.

O FUNAMC, de acordo com as informações contidas no site da prefeitura municipal de Araguaína, realiza ações sociais junto à população carente. Presta assistência técnica para a implantação de programas de desenvolvimento comunitário às entidades, grupos e membros da comunidade. A Fundação realiza vários atendimentos, como a entrega de cestas básicas, passagens e atendimento em velórios.


 

Câmara cobra de secretários municipais ações mais enérgicas na gestão de Valuar

Da Redação
 

Após a sessão da Câmara dessa terça-feira, 22, a alta cúpula de secretários do município se reuniu juntamente com os vereadores para tratar de assuntos gerais relativos à administração municipal. Entre os representantes do Poder Executivo, estavam o procurador Geral do Município, Ronan Garcia, a secretária de Administração, Beatriz Helena, o secretário de Planejamento, Mário Vitória e o secretário da Fazenda, Clóvis Júnior.


Concurso Público
Entre os assuntos abordados, foi explanado as medidas que estão sendo tomadas para se cumprir o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre o Município e o Ministério do Trabalho, relacionado à realização do concurso público para o quadro geral do município, o qual a prefeitura terá o prazo de 60 dias para realizar e assim formar um quadro especificamente de servidores concursados conforme o artigo 37 da Constituição Federal.


Análise de projetos
Entrevistamos o procurador Geral do Município, Ronan Garcia que falando sobre as divergências ocorridas nos projetos enviados à Câmara, ressaltou que a Procuradoria com a finalidade de solucionar a problemática encaminhou um documento circular interno a cada Secretaria, solicitando que todos os projetos que forem encaminhados para a Câmara, devem passar primeiramente pela Procuradoria para que sejam analisados antes do envio para o Legislativo.


Interatividade
A secretária de Administração, Beatriz Helena, afirmou que a reunião foi cordial e muito importante para manter a interação entre os Poderes Executivo e Legislativo e garantiu que tem reunido todos os secretários individualmente para ter conhecimento das necessidades de cada pasta. “Estamos principalmente dando o suporte técnico que eles precisavam para atuarem em sua gestão”.


Investimentos
Também em entrevista ao Portal, o presidente da Câmara, Elenil da Penha, destacou que foi cobrado às Secretarias, a necessidade de apresentação e execução de projetos que possam trazer um retorno positivo para a sociedade. “Há um controle de recursos e uma cota celebrada entre a Fazenda e as Secretarias de uma maneira geral, mas seus gestores tem que planejar, elaborar projetos e buscar concretizá-los”.


O presidente também esclareceu que a Câmara tem se posicionado ativamente exercendo o papel do Legislativo de cobrar e aprovar projetos que beneficiem a comunidade: “Há uma cobrança da sociedade, da imprensa e nós como vereadores precisamos ser enfáticos no exercício de nossas obrigações e o que estamos cobrando é que o Executivo apresente ações efetivas, pois tempo a gestão teve para planejar, afinal de contas, já estamos no terceiro ano da administração”.


Elenil da Penha ainda destaca que o secretário da Fazenda afirmou durante a reunião que medidas urgentes como investimentos na recuperação das ruas de Araguaína, bem como executar melhorias na sinalização do trânsito serão iniciados ainda neste semestre e conclui afirmando que “Todos nós que exercemos cargos públicos somos responsáveis por nortear as políticas públicas para benfeitorias da qualidade devida no município”.


Vereadores discutem projeto de Lei sobre diminuição do tamanho de lotes

Da Redação
 

Nessa terça-feira, 22, um dos importantes assuntos debatidos na Câmara Municipal, trata da alteração do artigo 25 da Lei nº 2494, de 28 de dezembro de 2006, na qual rege que o lote mínimo em Araguaína deve ter 360 mt² com no mínimo 12 metros de frente. De acordo com a proposta apresentada pelo Executivo, um lote regulamentado passaria obrigatoriamente a ter no mínimo 200 mt² com 10 metros de frente.


Objetivo da alteração
Em entrevista ao Portal O Norte, Mário Vitória, esclarece que o objetivo da diminuição dos lotes é garantir a possibilidade de famílias de baixa renda ter um lote documentado por um preço acessível e com isso combater automaticamente as invasões que tem gerado grandes problemas, tanto para o Poder Público Municipal, quanto para proprietários particulares de terrenos na cidade. “Sabemos que a maioria dos invasores se apossa dos lotes para depois comercializarem e fazem isso porque encontram pessoas que comprem os lotes a um preço baixo, mas se as pessoas de baixa renda tiverem a oportunidade de comprar um lote regularizado barato e em parcelas acessíveis elas não vão ter interesse em comprar algo irregular e é esse o nosso objetivo, diminuir o tamanho para diminuir o valor e beneficiar a quem precisa”, explica o secretário.

Apesar das argumentações expostas no projeto e nas palavras do secretário de Planejamento, um dos vereadores que se posicionou contra a aprovação foi Gerônimo Cardoso que em entrevista exclusiva ao Portal O Norte observou a necessidade de um maior esclarecimento da questão.

Questionamentos
Segundo Gerônimo, antes do projeto ser votado, é preciso que se faça um estudo da situação de Araguaína e observa que até hoje, já no terceiro ano de mandato, a Administração Municipal não apresentou um acompanhamento do Plano Diretor da cidade: “Nós queremos que seja mostrado um estudo aprofundado da real necessidade de se diminuir o tamanho dos lotes”, Gerônimo ainda questiona: “A idéia que passa é diminuir o lote para diminuir o valor e beneficiar mais pessoas. Mas quem garante que esse lote diminuído possa custar menos? Pode acontecer o contrário”, ressalta.

Ainda levantando questionamentos sobre o Plano Diretor da cidade, Gerônimo Cardoso recorda do projeto relacionado ao setor Monte Sinai que foi aprovado pelo Legislativo, como Zona Especial de Interesse Social, porém até hoje a prefeitura não apresentou nenhum estudo de acompanhamento do setor. “Até hoje não tem escola para o povo no Monte Sinai, falta estrutura de acordo com a necessidade da população, então essa é nossa preocupação, temos que primeiro estudar a solução de problemas na cidade que já existe para que se possa dar continuidade a um crescimento ordenado do Município”, pontua.

O projeto de alteração que foi apresentado à Câmara ainda na semana passada pelo líder do Governo Municipal na Câmara, Mané Mudança (DEM), e teve o pedido de vistas do vereador Gerônimo Cardoso atendido, foi em pauta para a votação na sessão dessa terça-feira, porém, por falta de concenso o projeto foi retirado da mesa para votação.







Secretário é convocado a esclarecer sobre invasões de áreas em Araguaína

Da Redação


Foi convocado para participar da sessão da Câmara de Vereadores de Araguaína na próxima semana, o secretário de Planejamento do Município, Mário Augusto Vitória, para esclarecer questões sobre invasões de loteamentos e a diminuição no tamanho dos lotes a serem regulamentados na cidade. A solicitação da presença do secretário foi feita pelo vereador, Gerônimo Cardoso (PMDB).

Em entrevista ao Portal O Norte, o vereador aponta que há uma grande necessidade de o Poder Municipal se preocupar com a questão de invasões na cidade “Araguaína está crescendo desordenadamente então é preciso que sejam tomadas providências urgentes”, observa.

Outra questão, que segundo o vereador Gêrônimo Cardoso precisa ser esclarecida, trata de uma  proposta do  Executivo, que dispõe sobre a alteração do artigo 25 da Lei nº 2494, de 28 de dezembro de 2006, na qual rege que o lote mínimo em Araguaína deve ter 360 mt² com no mínimo 12 metros de frente.

Caso a alteração seja aprovada pelo Legislativo, um lote regulamentado no município passaria obrigatoriamente a ter no mínimo 200 mt² com 10 metros de frente. O questionamento do vereador Gêrônimo Cardoso sobre o caso é "Qual a motivação da Prefeitura em alterar a Lei?".




 








Amiltom da Caixa aponta deficiências que segundo ele, tem prejudicado a gestão

Da Redação


Esteve na manhã desta segunda-feira, 21, na Câmara Municipal de Vereadores de Araguaína, o vice-prefeito Amilton da Caixa (PMDB), prestando esclarecimentos sobre ações realizadas pela Secretaria de Administração nos últimos dois anos da gestão atual. Há cerca de 30 dias, Amilton entregou a direção da pasta que foi assumida por Beatriz Helena Oliveira Rocha.

Em entrevista ao Portal O Norte, o vice-prefeito fala sobre as expectativas da gestão em 2011 e as deficiências relacionadas à administração além de abordar a proposição de soluções para as problemáticas apresentadas.

Ao invés de aguardar ser convocado, o vice-prefeito decidiu propor-se por livre e espontânea vontade, a prestar contas de sua gestão na pasta da Administração na Câmara e na manhã dessa segunda, se prontificou a responder a todos os questionamentos que fossem feitos pelos pares da Casa.

Setor de Compras e Licitações
Ao ser indagado por uma polêmica levantada pelo vereador Alcivan (PP) sobre quais os motivos que levaram a gestão a retirar da Secretaria de Administração o setor de Compras e Licitação, Amiltom da Caixa declarou que até hoje não tem conhecimento de como isso aconteceu: “Sabemos que o setor de licitação e Compras sempre foi responsabilidade da Administração, porém ele foi transferido para a Secretaria da Fazenda sem o meu conhecimento, eu não fui comunicado em momento algum sobre a mudança então não posso esclarecer a questão”, justifica o vice-prefeito afirmando que após o episódio, ele já teria procurado o prefeito para se desligar da pasta por quatro vezes e apenas na quinta vez ele definitivamente deixou a Secretaria. ”São quarenta anos lidando com orçamento, patrimônio, contabilidade e gestão pública, mas percebi que estavam havendo ingerências quando tiraram essa responsabilidade da Secretaria”, aponta Amiltom explicando que as decisões aconteciam e ele como gestor não era notificado. “Então procurei o prefeito em cinco oportunidades para devolver a pasta” e completa “O que eu quero é uma melhor administração e me sinto na condição de discutir gestão pública”.


Secretarias
Ainda falando em Secretaria da Administração, Amiltom explica que a pasta é o suporte para todas as outras Secretarias e declara a deficiência no sentido de integração entre as mesmas, lembrando que um acompanhamento técnico que é fundamental, segundo o vice-prefeito, não está acontecendo.

Não vemos ocorrer discussões em torno de programas e projetos sociais e o que necessitamos no momento é exatamente disso, uma gestão mais participativa, o que observamos é que falta uma abertura para que os secretários tenham a liberdade de participar de maneira mais intensa da gestão”, diz o secretario apontando a dificuldade que o governo municipal tem em estabelecer metas e definir prioridades. “Precisamos definir o nosso modelo de gestão, abrir espaço para discussões, porque quanto mais se participa, fiscaliza, mais alavancamos e melhoramos a qualidade de nossa gestão”, pontua.

Frota de veículos
Outra questão abordada por Amiltom, trata da frota de veículos da Secretaria de Saúde Municipal. Ele explicou que somente no primeiro semestre de gestão foram calculados cerca de R$ 30 mil reais em gastos para manutenção da frota. Para amenizar os custos, Amiltom diz ter proposto um projeto que implantaria uma oficina mecânica do município que segundo ele, reduziria significativamente os gastos com os veículos públicos. “É preciso que haja um estudo pra verificar se continua dessa forma, ou realiza a implantação do projeto, porque sabemos obviamente que quando reduzimos custos, sobra mais recursos para se trabalhar”.


Expectativas e parcerias
Sobre as expectativas futuras da gestão atual, Amiltom da Caixa informa que tem procurado estreitar o relacionamento político do município com os Governos Estadual e Federal. “Já procurei o Governo do Estado através do seu secretariado para propor parcerias, pois acredito ser fundamental essa aproximação”

Otimista, o vice-prefeito finaliza a entrevista afirmando que tem compromisso com o povo araguainense e acredita que havendo mais planejamento e organização tudo pode dar certo. “Organizando, fazendo avaliações e trabalhando em conjunto corrigiremos os rumos da nossa administração”.







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