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Estado

Para delegado, "economia" de R$ 800 reais não justifica sua exoneração

17/11/2018 10h08 | Atualizado em: 17/11/2018 19h06

Reprodução TV Anhanguera

Bruno Boaventura listou uma série de argumentos rebatendo a provável motivação de sua exoneração: economia.

A reforma administrativa na gestão do governador Mauro Carlesse (PHS) atingiu em cheio a Polícia Civil nesta sexta-feira (16), exonerando em uma publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), 12 delegados regionais de uma só vez.

O ato teve grande repercussão nas redes sociais, e provocou revolta de internautas especialmente tratando da exoneração do Delegado Regional de Araguaína, Bruno Boaventura, que recebeu apoio popular de várias pessoas parabenizando seu trabalho frente à Delegacia Regional e criticando a decisão do Estado.

Para o Sindepol, a medida se trata de perseguição política, foi o que destacou o presidente do sindicato, Mozart Félix, em nota de repúdio encaminhada à imprensa citando uma série de investigações que vêm sendo desencadeadas contra a família do deputado estadual, Olyntho Neto, líder do Governo na Assembleia Legislativa.

No ato de exoneração, não ficou esclarecido o motivo da remoção dos delegados, contudo, nos últimos dias o governo do Estado tem realizado várias exonerações de servidores comissionados e tirando funções gratificadas de funcionários efetivos.

O governador Mauro Carlesse (PHS) havia anunciado há semanas várias ações que visam enquadrar o Estado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), entre elas a extinção de pastas e setores da gestão estadual. 

Diante das mudanças e do argumento do Estado em enxugar a máquina pública, o delegado Bruno Boaventura rebateu a provável motivação a ser defendida pelo governo para justificar sua exoneração e listou uma série de razões que contradizem a decisão do Executivo. Confira abaixo, na íntegra o texto publicado pelo ex-delegado Regional em uma rede social:

Sobre o argumento do governo consistente no “enxugamento da máquina, para justificar minha exoneração:

1. Para exercer a chefia da polícia em mais de 15 cidades, com uma população acima de 300 mil habitantes, o Estado me “gratifica” com R$ 800,00 (oitocentos reais) mensais, uma linha telefônica e uma viatura.

2. Os referidos oitocentos reais utilizo quase todo mês para custear pequenos reparos em nossas unidades, pois não possuímos verba específica. (Posso comprovar com notas fiscais).

3. A linha telefônica fiz questão de repassar, no primeiro dia de minha gestão, a um policial que serve a toda regional de Araguaína, para que o mesmo pudesse se comunicar de forma mais rápida com os colegas, resolvendo os problemas.

4. A viatura colocada à minha disposição é utilizada por todas as delegacias da Regional sendo que cumpro as obrigações funcionais (visita a outros órgãos, p.ex, em carro particular).

Pois bem, essa será a “economia” do Tesouro Estadual com a minha saída: R$ 800,00 

 

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