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Estado

Endividado com campanha, Amastha se oferece para quitar aluguel de delegacias

14/03/2019 11h11 | Atualizado em: 15/03/2019 08h07

Divulgação

A cobrança judicial de alugueis atrasados do Complexo de Delegacias da Polícia Civil em Palmas ganhou novo capítulo, depois que o ex-prefeito Carlos Amastha publicou um vídeo nas redes sociais onde anunciou que fez uma proposta aos proprietários do prédio para quitação da dívida.

A Dívida do Estado

O prédio fica na Avenida Teotônio Segurado e o Complexo de Delegacias foi instalado no imóvel em abril de 2017. O governo deve aos proprietários R$ 224 mil em aluguéis somados até outubro de 2018.

Mas não é só o aluguel do Complexo em Palmas que está atrasado. O Governo do Estado também deve nove meses de aluguel aos donos do prédio da delegacia de Polícia Civil do município de Pedro Afonso, região central do Estado, onde a dívida é de R$ 20.756,72.

A Justiça determinou o prazo de 15 dias para que o governo quite as duas dívidas, caso contrário deve ser cumprida a ordem de despejo.

Iniciativa Questionável

"Não estou fazendo caridade. Não sou Papai Noel. Vou me sub-rogar dessa dívida e cobrar do Estado, mas as delegacias não serão despejadas se eles aceitarem esse pagamento", disse Amastha no vídeo.

Nos bastidores da política tocantinense, a manifestação de Carlos Amastha soou como sinal de campanha antecipada para 2022. O ex-prefeito de Palmas foi candidato ao Governo do estado nas últimas eleições e acabou derrotado pelo atual governador Mauro Carlesse (PHS).

A iniciativa de Amastha está sendo vista com estranheza isso porque apesar da "boa vontade" no caso da Polícia Civil, Amastha acumula dívidas oficiais de campanha no valor de R$ 630 mil, declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tanto da campanha suplementar, quanto da eleição geral de outubro de 2018. Por conta dos débitos, proprietários de carros de som que trabalharam na campanha chegaram inclusive a fazer protestos em frente ao escritório do PSB em Palmas.

vale ressaltar que o valor é R$ 397.444,47 a mais do que o Estado deve de aluguel, ou 177,04% a mais.

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