Caminhoneiros anunciam paralisação e reacendem fantasma de 2018
3 DEZ 2025 • POR Da Redação • 11h45Caminhoneiros de várias regiões do Brasil articulam uma paralisação nacional para esta quinta-feira (4). Representantes da categoria afirmam que o movimento não tem vínculo político-partidário. A pauta é focada em melhorias para a classe. Na semana passada, houve tentativa de mobilização em protesto pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas a ação não avançou.
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REIVINDICAÇÕES E DENÚNCIAS
Daniel Souza, caminhoneiro e influenciador digital com quase 100 mil seguidores no TikTok, afirma que a categoria vive condições precárias. Segundo ele, a remuneração é baixa, as leis são difíceis de cumprir por falta de estrutura e a segurança nas estradas é insuficiente. Para Daniel, o respeito à profissão diminuiu drasticamente.
GREVE GERAL
Francisco Dalmora Burgardt, o Chicão Caminhoneiro, anunciou nesta terça-feira (02), em Brasília, que o movimento dos caminhoneiros iniciará uma greve geral na quinta-feira (04). Ele se reuniu com o ex-desembargador Sebastião Coelho, que ofereceu apoio jurídico à mobilização.
Sebastião Coelho agradeceu a confiança e reforçou que acompanhará a categoria antes, durante e depois da paralisação. “Será um processo vitorioso diante da pauta apresentada”, declarou.
O QUE A CLASSE PEDE
Entre as principais demandas estão a estabilidade contratual, o cumprimento das leis já existentes, a revisão do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e a aposentadoria especial após 25 anos de atividade comprovada.
MOVIMENTO GANHA FORÇA
Janderson Maçaneiro, presidente da ACTRC, acredita que a paralisação deve mobilizar grande parte dos caminhoneiros. Para ele, há muitos profissionais insatisfeitos e dispostos a aderir ao movimento. O Sindicam afirmou que, se a categoria decidir parar, o sindicato dará apoio.
RESISTÊNCIA EM ALGUMAS REGIÕES
Apesar do clima de mobilização, nem todos concordam com a iniciativa. Caminhoneiros autônomos da Baixada Santista são contrários, apontando possível influência política. Segundo Marcelo Paz, presidente da CCAPS, não houve assembleia nem votação que justificasse uma paralisação no Porto de Santos.
UM FLASHBACK DE 2018
A paralisação lembra a greve de 2018, quando caminhoneiros pararam por 10 dias contra os constantes aumentos no preço do diesel. O movimento gerou desabastecimento e só foi encerrado após o governo Michel Temer aceitar parte das reivindicações.