PLANO SERVIR

Após pressão sindical, governo reconhece falhas e promete regularizar serviços

16 JAN 2026 • POR Da Redação • 10h43
Após cobrança do Sisepe-TO, governo admite problemas no Servir - Divulgação

Em meio a uma crise que atinge diretamente milhares de servidores públicos estaduais, o Governo do Tocantins reafirmou o compromisso de regularizar os serviços do plano de saúde Servir. Atualmente, o plano enfrenta falhas na assistência, atrasos nos pagamentos a prestadores e risco de suspensão de atendimentos, ampliando a insatisfação entre os beneficiários.

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A situação mais grave envolve a interrupção dos atendimentos odontológicos, suspensos há mais de quatro meses, o que tem gerado insegurança e reclamações recorrentes por parte dos servidores.

PROBLEMAS OPERACIONAIS

Nesta quinta-feira (15), o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe-TO), Elizeu Oliveira, recebeu ofício do secretário estadual da Administração, Paulo César Benfica Filho, com esclarecimentos sobre os problemas enfrentados pelo Servir.

A resposta foi encaminhada após cobrança formal feita pelo sindicato no dia 5 de janeiro, diante do agravamento das queixas dos usuários do plano.

SUSPENSÃO JUSTIFICADA 

No documento, o secretário reconhece dificuldades operacionais e financeiras e afirma que o Estado vem adotando providências para restabelecer os atendimentos no menor prazo possível.

Segundo Paulo César Benfica Filho, a suspensão dos serviços odontológicos ocorreu durante a gestão interina e em um contexto distinto do histórico de funcionamento do plano. De acordo com o gestor, a situação não reflete o padrão regular dos serviços oferecidos pelo Servir.

ATRASOS E AMEAÇAS DE PARALISAÇÃO

A crise no Servir, no entanto, vai além da odontologia. Servidores relatam dificuldades para agendar consultas, redução da rede credenciada e ameaças frequentes de interrupção de atendimentos devido a atrasos nos repasses financeiros.

Clínicas, hospitais e profissionais de saúde têm sinalizado a possibilidade de suspender os serviços caso os pagamentos não sejam regularizados, o que amplia a pressão sobre o governo estadual.

SINDICATO COBRA SOLUÇÕES CONCRETAS

Para o presidente do Sisepe-TO, a resposta do governo é um avanço, mas ainda insuficiente diante da urgência do problema. Elizeu Oliveira afirmou que o sindicato seguirá acompanhando a situação e cobrando medidas efetivas.

Segundo ele, os servidores têm desconto mensal do plano diretamente na folha de pagamento e precisam de atendimento completo, digno e contínuo. O impasse em torno do Servir se tornou um dos principais focos de insatisfação da categoria, que cobra a retomada imediata dos atendimentos odontológicos, estabilidade na rede credenciada e previsibilidade nos pagamentos.