ADEUS, ORELHÕES!

Anatel inicia retirada dos últimos telefones públicos do Brasil

20 JAN 2026 • POR Da Redação • 20h29

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou, em janeiro de 2026, a retirada definitiva dos orelhões das ruas em todo o país. A medida ocorre após o fim dos contratos antigos de telefonia fixa, que obrigavam as operadoras a manter os aparelhos em funcionamento.

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Com o encerramento desses contratos, as empresas deixam de ter a obrigação de manter os telefones públicos espalhados pelas cidades.

NÚMERO DE APARELHOS CAI DRASTICAMENTE

Atualmente, restam cerca de 38 mil orelhões em funcionamento no Brasil. Em 2020, esse número era de aproximadamente 200 mil aparelhos.

A redução reflete a mudança no comportamento da população, que passou a utilizar majoritariamente celulares e serviços digitais para comunicação.

MUDANÇA NAS REGRAS DE TELECOMUNICAÇÕES

Com a atualização das regras do setor, as operadoras receberam autorização para retirar cerca de 30 mil orelhões que apresentam pouco ou nenhum uso. A nova política prioriza investimentos em tecnologias consideradas essenciais atualmente.

O objetivo é redirecionar recursos antes aplicados em telefonia fixa para serviços mais demandados pela população.

EXCEÇÕES E LIGAÇÕES GRATUITAS

Os orelhões seguem obrigatórios até 2028 apenas em localidades que ainda não possuem cobertura de telefonia móvel. Nessas áreas, os aparelhos continuam sendo uma alternativa de comunicação.

Nas cidades, os orelhões que ainda funcionam permitem ligações gratuitas para telefones fixos em todo o país. Os cartões telefônicos deixaram de ser fabricados, e a localização dos aparelhos ativos pode ser consultada no site Fique Ligado, da Anatel.

INVESTIMENTO EM FIBRA ÓPTICA E 4G/5G

Como contrapartida à retirada dos orelhões, as operadoras são obrigadas a investir em expansão da conectividade. Os recursos devem ser aplicados na ampliação da fibra óptica e das redes móveis 4G e 5G.

A proposta do governo é fortalecer a infraestrutura digital do país, substituindo tecnologias ultrapassadas por soluções que atendam às necessidades atuais da população.