NA FRANÇA

Jogador do PSG e esposa são acusados de tráfico de pessoas e emprego ilegal

21 JAN 2026 • POR Da Redação • 19h34
O casal negou qualquer irregularidade, alegou que agiu de boa-fé - Reprodução

Promotores franceses abriram uma investigação contra o zagueiro do Paris Saint-Germain e da seleção da França, Lucas Hernandez e sua companheira, Victoria Triay, por suspeitas de tráfico de pessoas e emprego ilegal.

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O QUE ESTÁ SENDO INVESTIGADO

A informação foi confirmada pelo Ministério Público de Versalhes nesta quarta-feira, 21. Segundo as autoridades, uma família colombiana de cinco pessoas afirma ter trabalhado para o casal entre setembro de 2024 e novembro de 2025 em situação irregular.

De acordo com a advogada dos imigrantes, Lola Dubois, os colombianos atuavam como babás e seguranças.

Eles alegam não ter dias de folga e, em alguns períodos, cumprir jornadas de até 82 horas semanais.

ACUSAÇÕES DE TRABALHO IRREGULAR

A denúncia aponta que os trabalhadores não possuíam autorização legal para atuar na França e teriam sido submetidos a condições incompatíveis com a legislação trabalhista do país.

O caso envolve suspeitas de tráfico de pessoas, exploração laboral e emprego de estrangeiros em situação irregular.

DEFESA DO JOGADOR E DA COMPANHEIRA

Em nota enviada à agência Reuters, Lucas Hernandez, campeão da Copa do Mundo de 2018, e Victoria Triay negaram qualquer irregularidade.

Eles afirmam que agiram de boa-fé e que foram manipulados.

VERSÃO DO CASAL

“Abrimos nossa casa e nossas vidas a pessoas que se apresentaram como amigas, que buscaram nossa bondade e por quem tínhamos um afeto genuíno”, diz o comunicado.

Segundo o casal, os trabalhadores afirmaram estar em processo de regularização.

“Essa confiança foi traída. Nós agimos como seres humanos — e aprendemos, dolorosamente, como a compaixão pode ser explorada”, completa a nota.

INVESTIGAÇÃO SEGUE EM ANDAMENTO

O Ministério Público de Versalhes informou que o caso segue sob apuração e que novas diligências estão sendo realizadas.

Até o momento, não há decisão judicial ou denúncia formal apresentada contra o atleta.