DECLARAÇÃO

Ataídes critica modelo da saúde e propõe plano de reestruturação

23 JAN 2026 • POR Da Redação • 09h48
Declaração foi feita durante a apresentação de diagnóstico da situação do sistema de saúde - Reprodução

O empresário e ex-senador Ataídes Oliveira (Novo), pré-candidato ao Governo do Tocantins nas eleições de 2026, afirmou que o principal problema da saúde pública no Estado não é a falta de recursos financeiros, mas a ausência de gestão eficiente e de vontade política.

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A declaração foi feita durante a apresentação de um diagnóstico sobre a atual situação do sistema estadual de saúde.

ESTRUTURA ATUAL

Segundo Ataídes, o Tocantins conta hoje com apenas quatro hospitais de alta complexidade: o Hospital Geral de Palmas (HGP), a Maternidade Dona Regina, ambos na capital, e os hospitais regionais de Araguaína e Gurupi.

Na avaliação do pré-candidato, essa estrutura é insuficiente para atender à demanda da população e contribui para a sobrecarga das unidades de referência, especialmente em Palmas.

PROPOSTAS

O pré-candidato defende a transformação dos hospitais de Porto Nacional, Paraíso, Augustinópolis e Dianópolis em unidades de alta complexidade. Com isso, o Estado passaria de quatro para oito hospitais desse porte.

Ele também propõe ampliar leitos, centros cirúrgicos e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) nas principais unidades já existentes.

Além disso, sugere investimentos em hospitais de média e baixa complexidade em municípios como Guaraí, Miracema, Alvorada, Arraias e Xambioá.

INVESTIMENTOS

Ataídes estima a necessidade de cerca de R$ 500 milhões em hospitais de alta complexidade e mais R$ 450 milhões em unidades de média e baixa complexidade.

Para enfrentar o déficit de profissionais, ele defende a criação de uma carreira estadual hospitalar, com piso regional competitivo, gratificações por interiorização, programas de residência médica e multiprofissional, moradia funcional, auxílio-deslocamento e concursos públicos.

CRÍTICA

Ao final da apresentação, Ataídes resumiu sua posição.

“O problema da saúde do nosso Tocantins não é dinheiro, é falta de gestão, é falta de vontade”, afirmou.

Segundo ele, as medidas poderiam ser implantadas em até três anos, caso seja eleito governador.

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