BUSCA E APREENSÃO

Polícia desarticula facção e investiga "tribunal do crime" na capital

28 JAN 2026 • POR Da Redação • 11h44
A ação mobilizou policiais civis de três unidades especializadas e resultou na prisão de um homem - Divulgação PCTO

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma operação para desarticular uma célula de organização criminosa que atuava no setor Recanto das Araras I, na região sul de Palmas.

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A ação resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão e na prisão em flagrante de um homem pelo crime de receptação.

OPERAÇÃO FOI COORDENADA PELA DEIC

A ofensiva foi coordenada pela Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Palmas), com apoio da Diretoria de Repressão ao Crime Organizado (DRACCO) e do Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE).

Segundo o delegado Wanderson Queiroz, o foco foi combater a prática conhecida como “tribunal do crime”, usada por facções para punir moradores da região.

VÍTIMAS FORAM TORTURADAS APÓS ACUSAÇÃO DE FURTO

As investigações tiveram início após um crime ocorrido em fevereiro de 2025.

Duas mulheres foram atraídas para uma residência usada como base da facção, onde sofreram agressões severas, após serem acusadas de furtar um celular.

AGRESSÕES ERAM FILMADAS PARA LIDERANÇAS

De acordo com a Polícia Civil, as vítimas foram submetidas a sessões de tortura e “disciplina”.

Os criminosos chegaram a gravar as agressões para enviar às lideranças da facção, que possui origem no estado de São Paulo.

HIERARQUIA DO GRUPO FOI IDENTIFICADA

A investigação aponta que:

Todos são apontados como integrantes de facção criminosa.

POLÍCIA DIZ QUE NÃO PERMITIRÁ “ESTADO PARALELO”

Segundo o delegado Wanderson Queiroz, a atuação do grupo representa afronta ao Estado Democrático de Direito.

Ele afirmou que a Polícia Civil mantém política de tolerância zero contra facções e que novas diligências seguem para localizar outros envolvidos.