Suspensão do reajuste da BRK acirra disputa política no Tocantins
29 JAN 2026 • POR Da Redação • 11h15
A decisão do governador Wanderlei Barbosa de suspender o reajuste de 9,37% nas tarifas de água e esgoto provocou um novo confronto político no Estado.
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O vice-governador Laurez Moreira (PSD) saiu em defesa do aumento autorizado durante sua gestão interina e criticou a senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil), que parabenizou o governador pela medida.
LAUREZ ACUSA “POPULISMO” E CRITICA SENADORA
Para Laurez, o posicionamento de Dorinha demonstra falta de compreensão sobre gestão pública e prioriza aplausos fáceis.
Segundo ele, a suspensão ignora que as tarifas estavam sem reajuste há mais de três anos e já judicializadas.
“Aplaudir a suspensão de taxas que estavam há três anos sem reajuste e já judicializadas é estranho. Adiar decisões não resolve problema nenhum, só encarece e transfere a conta. No final, quem paga é sempre a população”, afirmou.
Laurez ainda disse que decisões desse tipo rendem visibilidade política, mas empurram a responsabilidade para futuras gestões.
DORINHA DEFENDE SUSPENSÃO E ELOGIA GOVERNADOR
A senadora Dorinha afirmou que a suspensão foi correta diante de falhas formais e do impacto no orçamento das famílias.
“Houve abuso no aumento da conta de água e esgoto. O impacto é enorme na renda das famílias tocantinenses. O governador fez a revisão respeitando a legalidade e demonstrou compromisso com as famílias”, declarou.
A postura da parlamentar é vista nos bastidores como um gesto de aproximação política com Wanderlei Barbosa.
EX-PRESIDENTE DA ATR DEFENDE LEGALIDADE DO REAJUSTE
O ex-presidente da Agência Tocantinense de Regulação (ATR), Saulo Milhomem, também entrou no debate.
Segundo ele, o reajuste foi baseado em pareceres técnicos da própria ATR, da Procuradoria-Geral do Estado e do Tribunal de Contas.
Milhomem alertou que, sem a correção, o impacto futuro poderia chegar a até 40%.
CONTEXTO POLÍTICO E TARIFA MAIS CARA DO NORTE
Atualmente, o Tocantins tem a tarifa de água mais alta da Região Norte, chegando a R$ 8,01 por metro cúbico.
O reajuste foi autorizado em novembro de 2025, durante a gestão interina de Laurez, período em que Wanderlei Barbosa estava afastado por decisão do STJ.
A suspensão agora reforça o reposicionamento político no Estado, com Laurez adotando discurso de responsabilidade fiscal, enquanto critica decisões que classifica como populistas.