Golpes com Pix podem cair até 40% com novas regras
3 FEV 2026 • POR Da Redação • 20h31
Entraram em vigor nesta segunda-feira, 2, as novas regras de segurança do Pix estabelecidas pelo Banco Central. A principal mudança é a ampliação da capacidade de recuperação de valores transferidos de forma indevida.
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Os mecanismos de combate a golpes, fraudes e casos de coerção foram reforçados com a atualização do Mecanismo Especial de Devolução, conhecido como MED.
RASTREAMENTO DO DINHEIRO
Com a nova versão do MED, os recursos passam a ser rastreados mesmo quando são rapidamente transferidos para outras contas, prática comum em esquemas criminosos.
A expectativa do Banco Central é aumentar a taxa de recuperação e reduzir o sucesso das fraudes. Especialistas avaliam que as mudanças podem diminuir em até 40% os golpes considerados bem-sucedidos.
INTEGRAÇÃO ENTRE BANCOS
Outra mudança é o reforço da integração entre bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança, além da ampliação do uso do autoatendimento nos aplicativos.
Agora, a vítima pode contestar a transação diretamente no aplicativo do banco, sem necessidade de contato humano, tornando o processo mais rápido e acessível.
COMO FUNCIONA O MED 2.0
O MED passa a ser obrigatório para todas as instituições que operam o Pix. A devolução não fica mais restrita à conta que recebeu o valor inicialmente.
O sistema permite rastrear transferências feitas para contas intermediárias, bloqueia automaticamente contas suspeitas e possibilita a troca de dados entre bancos sobre o caminho do dinheiro.
O Banco Central estima que os valores possam ser recuperados em até 11 dias após a contestação.
QUANDO A DEVOLUÇÃO PODE SER SOLICITADA
O MED só pode ser acionado em casos de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional das instituições financeiras.
Não é possível utilizar o mecanismo quando o Pix é enviado para um destinatário errado por erro de digitação do próprio usuário.
Em caso de golpe, o Banco Central orienta que a vítima conteste a transação imediatamente no banco, que fará a comunicação à instituição recebedora, bloqueará os recursos suspeitos, analisará o caso e, se confirmada a fraude, devolverá o valor.