LAVAGEM DE DINHEIRO

Empresa de fachada em Araguaína era usada para aplicar fraudes digitais

5 FEV 2026 • POR Da Redação • 10h45
3ª Deic Araguaína deflagrou operação contra esquema de fraudes eletrônicas - Divulgação PC-TO

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 3ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (3ª Deic – Araguaína), deflagrou nesta quinta-feira (5) a Operação Cartão Oculto para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.

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O grupo é investigado por causar prejuízo estimado em mais de R$ 1 milhão a uma instituição de pagamentos.

MANDADOS EM QUATRO ESTADOS E BLOQUEIO DE CONTAS

Coordenada pelo delegado Márcio Lopes da Silva, a ação cumpre cinco mandados de busca e apreensão em Araguaína (TO), Divinópolis (MG), Ribeirão Preto (SP) e Nova Iguaçu (RJ).

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros nas contas dos investigados até o limite do valor desviado.

EMPRESA DE FACHADA E VENDAS SIMULADAS

As investigações começaram após denúncia da empresa vítima, que identificou movimentações atípicas e alto volume de transações suspeitas.

Os policiais constataram que o esquema era liderado por um morador de Araguaína, responsável por criar uma empresa de fachada usada para dar aparência de legalidade às operações.

Os criminosos simulavam vendas que nunca ocorreram, utilizando dados de cartões de crédito obtidos ilegalmente. As compras fictícias eram registradas no sistema e, em seguida, o grupo solicitava a antecipação dos valores.

Com a liberação quase imediata dos recursos, o dinheiro era rapidamente transferido para contas de terceiros, dificultando o rastreamento.

DIVISÃO DE TAREFAS ENTRE OS INVESTIGADOS

As diligências apontam que o grupo atuava de forma organizada e com funções definidas.

Em Araguaína estava o principal articulador do esquema. Em Divinópolis (MG), o coordenador técnico, responsável por páginas falsas e gerenciamento de contas. Em Nova Iguaçu (RJ), o operador especializado em burlar sistemas de verificação e captar dados de cartões. Em Ribeirão Preto (SP), os facilitadores financeiros, que recebiam e pulverizavam os valores.

APREENSÕES E CONTINUIDADE DAS INVESTIGAÇÕES

Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores de alta performance, R$ 18 mil em espécie e documentos ligados às fraudes eletrônicas.

O delegado destacou que a integração entre as equipes foi essencial para desarticular a organização criminosa, que atuava em diversos estados. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e recuperar os valores desviados.