DECISÃO JUDICIAL

Justiça mantém prisão de suspeito de acusado de sequestrar ex em Araguaína

9 FEV 2026 • POR Da Redação • 09h18

A Vara Especializada no Combate à Violência contra a Mulher de Araguaína converteu em prisão preventiva a detenção em flagrante de um homem investigado por crimes praticados contra a ex-companheira no município.

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A decisão atendeu a pedido do Ministério Público do Tocantins (MPTO), com manifestação do promotor de Justiça Matheus Eurico, da 11ª Promotoria de Justiça de Araguaína.

INVASÃO, AMEAÇAS E SEQUESTRO

De acordo com as investigações, o suspeito não aceitou o fim do relacionamento e, na manhã do dia 4 de fevereiro, entrou na casa da vítima após contratar um chaveiro para abrir a porta do imóvel.

Em posse de uma faca, ele teria obrigado a mulher a acompanhá-lo, colocando-a à força dentro de um veículo e saindo com ela pela cidade.

AGRESSÕES E TENTATIVA DE DISPARO

Durante o trajeto, a vítima permaneceu sob constante ameaça.

Segundo os autos, ela sofreu agressões com faca e também foi atingida por golpes com uma arma de fogo.

Há registro de que o investigado tentou efetuar um disparo, que não ocorreu por falha no armamento. Mesmo assim, ele teria reiterado ameaças de morte ao longo de todo o percurso.

AÇÃO DA POLÍCIA E PRISÃO EM FLAGRANTE

A ocorrência teve desfecho após atuação da Polícia Militar, que localizou o veículo, cercou o imóvel para onde a vítima foi levada e realizou a prisão em flagrante.

No local, foram apreendidas armas de fogo, munições, uma faca e entorpecentes.

DECISÃO JUDICIAL E POSICIONAMENTO DO MPTO

No parecer encaminhado ao Judiciário, o Ministério Público destacou a gravidade dos fatos, o risco de reiteração das condutas e a necessidade de garantir a integridade física e psicológica da vítima.

O órgão afirmou que medidas cautelares alternativas não seriam suficientes diante da violência empregada.
Com a decisão, o investigado permanece preso de forma preventiva enquanto o caso segue sob apuração.

O MPTO reforçou que situações de violência doméstica devem ser comunicadas às autoridades e ressaltou a importância da atuação integrada no acolhimento das vítimas.