Investigação revela rede que explorava crianças com participação de familiares
10 FEV 2026 • POR Da Redação • 11h09
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta segunda-feira (9), o piloto Sérgio Antonio Lopes, de 60 anos, suspeito de integrar uma rede de exploração sexual infantil e estupro de vulnerável. A detenção aconteceu dentro de uma aeronave da Latam, no Aeroporto de Congonhas, pouco antes da decolagem.
A ação integra a Operação “Apertem os Cintos”, coordenada pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O voo seguiu normalmente após a retirada do tripulante.
ESQUEMA CRIMINOSO DURAVA ANOS
De acordo com a investigação, o piloto mantinha o esquema há pelo menos oito anos. Ele utilizava documentos falsos para frequentar motéis com menores de idade e realizava pagamentos por meio de Pix, em valores entre R$ 50 e R$ 100, para ter acesso às vítimas e a materiais de pornografia infantil.
Em um dos casos mais graves, o suspeito teria pago o aluguel de uma família em troca de imagens de abuso sexual envolvendo crianças.
FAMILIARES ENVOLVIDOS
Além do piloto, outras duas mulheres foram presas durante a operação. Entre elas está uma avó de 55 anos, suspeita de negociar o acesso a três netas, atualmente com 10, 12 e 18 anos.
Também foi presa a mãe de outra vítima, que, segundo a polícia, enviava vídeos da própria filha ao suspeito. As autoridades apontam que o esquema envolvia uma rede com divisão de funções e atuação contínua.
VÍTIMAS E DESDOBRAMENTOS DA INVESTIGAÇÃO
O inquérito começou em outubro de 2025. Até agora, a Polícia Civil identificou pelo menos dez vítimas, mas acredita que o número seja maior, com possíveis casos em outros estados.
Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e Guararema, onde o piloto possui residência. Celulares e dispositivos eletrônicos apreendidos passarão por perícia para tentar identificar outros integrantes da rede.
POSICIONAMENTO DA LATAM
Em nota, a Latam Airlines Brasil informou que está ciente da prisão de um de seus tripulantes e que abriu uma apuração interna. A companhia afirmou que colabora com as autoridades e reforçou que repudia qualquer tipo de crime.