ARAGUAÍNA

Casos suspeitos de dengue disparam 300% e colocam UPA, PAI e HMA em alerta máximo

10 FEV 2026 • POR Da Redação • 11h21
Unidades do ISAC alertam população sobre sinais de dengue - Divulgação

As notificações de casos suspeitos de dengue em Araguaína triplicaram nos últimos dois meses, em comparação com o mesmo período de 2025. Segundo dados divulgados pela Prefeitura, já são 1.080 casos notificados, com 302 confirmações, 255 descartes e 523 ainda aguardando resultados de exames laboratoriais. Três óbitos seguem sob investigação.

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A Secretaria Municipal de Saúde classificou a situação como crítica diante da rápida expansão da doença e do aumento expressivo na procura por atendimento médico nas unidades da rede.

ALTA PROCURA NAS UNIDADES DE SAÚDE

No Pronto Atendimento Infantil (PAI), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Anatólio Dias Carneiro e no Hospital Municipal de Araguaína (HMA), administrados pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), os atendimentos por suspeita de dengue tornaram-se rotina.

De acordo com o diretor-geral das unidades, Waldemar Cardoso, os testes rápidos estão sendo repostos em regime de urgência, mas a alta demanda faz com que os estoques se esgotem rapidamente. Ele explica que a testagem auxilia na definição da conduta médica, mas que a quantidade de pacientes exige compras frequentes.

RISCO DE FORMAS GRAVES

Embora a maioria dos casos evolua sem complicações, uma parcela dos pacientes pode desenvolver a forma hemorrágica da doença, que exige internação para reduzir o risco de morte.

O médico infectologista Tobias Garcez destaca que existem quatro sorotipos do vírus da dengue e que uma mesma pessoa pode ser infectada mais de uma vez ao longo da vida. Segundo ele, ainda não há confirmação sobre quais subtipos estão circulando no município, o que reforça a importância da prevenção.

SINTOMAS E SINAIS DE ALERTA

Os primeiros sintomas podem ser confundidos com gripe, mas a febre alta, a dor intensa no corpo e as manchas na pele ajudam no diagnóstico. O diretor técnico da UPA, Dr. João Paulo Suleiman, explica que não existe medicamento para eliminar o vírus, sendo o tratamento focado no controle dos sintomas e na hidratação.

Ele alerta que a fase mais perigosa ocorre quando os sinais iniciais desaparecem e o paciente apresenta piora repentina. Se houver melhora após cinco dias e, em seguida, agravamento do quadro, o atendimento deve ser imediato, pois há risco de dengue hemorrágica.

ATENÇÃO ESPECIAL COM CRIANÇAS

Nas crianças, o diagnóstico é mais difícil e exige atenção redobrada dos responsáveis. A coordenadora técnica do PAI, Dra. Kaoma Vaz, orienta que sinais como dor abdominal, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, prostração ou irritabilidade devem ser considerados de alerta.

Ela reforça o uso de repelentes infantis e lembra que a vacina contra a dengue está disponível na rede pública para crianças de 10 a 14 anos e, na rede particular, para pessoas de 4 a 60 anos.