"GALO CEGO"

Suspeito de comandar onda de assassinatos no Tocantins é preso no Rio de Janeiro

10 FEV 2026 • POR Da Redação • 10h06
José Matheus Silveira Carneiro, conhecido como Galo Cego, foi preso em uma operação no Morro do Vidigal - Reprodução/g1 Rio

O foragido José Matheus Silveira Carneiro, conhecido como “Galo Cego”, foi preso nesta terça-feira (10) durante uma operação no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele é apontado pela Polícia Civil do Tocantins como um dos principais responsáveis pela onda de assassinatos registrada no estado em 2023.

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A ação foi realizada pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) do Rio de Janeiro, com apoio da Polícia Civil do Tocantins. Durante a operação, houve intenso tiroteio na comunidade.

QUINTA FASE DA OPERAÇÃO GOTHAM CITY

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), a prisão integra a quinta fase da Operação Gotham City, que investiga a atuação de facções criminosas no estado.

Além da captura de “Galo Cego” no Rio, a operação também cumpriu cinco mandados de prisão em Palmas, dando continuidade às ações contra o grupo investigado.

QUEM É “GALO CEGO”

Segundo a Polícia Civil, José Matheus é considerado uma das principais lideranças criminosas do Tocantins. As investigações apontam que ele teria participação direta em pelo menos 20 homicídios.

Ele era o último alvo da operação que ainda permanecia foragido no contexto da série de crimes registrada em 2023. A polícia também apura a possível ligação dele com outros casos ainda sob investigação.

MANDADO POR HOMICÍDIO QUALIFICADO

O mandado de prisão contra o investigado é por homicídio qualificado. Após a captura, ele foi encaminhado ao sistema prisional do Rio de Janeiro, onde permanece à disposição da Justiça.

Até a última atualização, a defesa de José Matheus não havia sido localizada.

ONDA DE VIOLÊNCIA EM 2023

No início de 2023, Palmas viveu uma sequência de assassinatos que causou grande repercussão no estado. Segundo a polícia, os crimes estariam ligados à disputa entre facções criminosas.

Na época, Carlos Augusto da Silva Fraga, conhecido como “Dad Charada”, foi preso e apontado como um dos líderes do grupo. Pouco tempo depois, ele foi encontrado morto dentro de um presídio em Araguaína.

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