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Senadores tocantinenses entram em conflito em Brasília

25 AGO 2011 • POR • 09h09

A senadora Kátia Abreu desafiou no início da noite desta quarta, no plenário do Senado Federal, o senador Ataídes Oliveira a apontar os dirigentes e políticos do Sistema S que estejam enriquecendo com o Sistema. A inquirição tensa foi feita durante aparte a pronunciamento do senador tucano, na seqüência de discursos que o parlamentar tem feito e que é tido como uma estratégia para desconstruir o Sistema.

O aparte de Kátia Abreu foi feito após o senador Armando Monteiro, ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria, contraditar o senador tocantinense e mostrar no Senado que Ataídes estava apresentando números equivocados sobre o Sistema e não mostrava qualquer decisão do Tribunal de Contas que apontasse desvios no Sistema S. Ataíde havia discursado exemplificando a inauguração de uma unidade do Sesc em São Paulo, construída ao preço de R$ 53 milhões. E mais: que o Sesi/Senai estariam recolhendo contribuições de forma ilegal. Monteiro aparteou que Ataíde estava se valendo de “algumas informações que são distorcidamente apresentadas” E que as posições mostradas pelo senador tucano não representavam qualquer voto proferido pelo TCU ou algum julgado. E ainda que a Constituição Federal de 88 r ecepcionou a cobrança de contribuições por parte do Sistema.

Já Kátia Abreu foi mais incisiva na defesa de Armando Monteiro e do Sistema Sesi/Senai. Apontou, como presidente da CNA e do Senar Nacional os trabalhos desenvolvidos no país e fora do Brasil (o Senai está em 13 países)e que o Sistema S é uma entidade de alta respeitabilidade no País. "Quero informar ao Senador Ataídes Oliveira que somos fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União, sim, permanente e constantemente, quase mês a mês, anualmente. Se as nossas contas não fossem aprovadas, nem candidatos poderíamos ser”, informou a Senadora dizendo que acabava de terminar o registro de chapa na CNA . “Sou candidata à reeleição e não tenho qualquer problema dessa natureza. Todas as contas do Senar nacional estão devidamente aprovadas, assim como as do Sesc, do Sesi e do Senai são aprovadas integralmente".

Disse ainda que a escolas, inclusive o S rural, não cobram dos seus alunos, mas o investimento e a aplicabilidade do Sistema Indústria e Comércio são temas mais complexos que requerem a construção de equipamentos e laboratórios. “Quem dera se o Brasil tivesse as escolas que o Sesc, o Senac, o Sesi e o Senai têm pelo Brasil. São escolas que não deveriam ser criticadas. São escolas que deveriam ser copiadas pelo Poder Público Municipal, Estadual e Federal ", falou Kátia Abreu, ressaltando que ali não existe caixa preta.

Kátia expôs que não estaria entendendo o que Ataídes estaria propondo, se seria o fim da qualificação profissional no Brasil .”Treinamos no Brasil no Sistema S rural 7 milhões de pessoas em formação profissional, 5 milhões de pessoas em promoção social e 40 milhões de pessoas”, falou a senadora Kátia Abreu, acrescentando que os números chegam a de 54 milhões de pessoas, a um custo de R$50,00 por aluno.

A discussão ficou acirrada quando Ataídes sugeriu que a senadora Kátia Abreu poderia ser conivente com erros, interpretando, à sua maneira, o aparte de Kátia que criticou os políticos que fazem caixa 2. “Agora, todos os políticos fazem caixa 2? Não. Vamos atrás daqueles que praticam caixa 2. Agora, generalizar é uma coisa muito feia e preconceituosa” disse Kátia que acrescentou ao microfone: “Portanto, nos diga onde está a distorção que nós temos que mostrar, é nossa obrigação. O Sistema S está aí para isso. Agora, desrespeito não Senador! Caixa preta, falar que dirigente enriqueceu...eu, de minha parte, estou há dois anos lá e lhe peço respeito. Não lhe dou direito disso. Isso é muito grave e seja preciso, porque quando diz que dirigentes enriqueceram você está colocando todo mundo no mesmo cesto. Diga os nomes, tenha coragem, como o senhor disse que Armando Monteiro tem, tenha coragem e diga quem são essas pessoas que enriqueceram no mandato, porque não quero estar incluída nisso. Quero poder me defender, Sr. Presidente. Não aceito ser colocada na vala comum. Nunca”. (Da ASCOM/ Kátia Abreu)