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TOCANTINS

Após confirmação de doença contagiosa, aglomerações de animais são suspensas em 6 municípios

29 outubro 2020 - 11h19Por REDAÇÃO

O Governo do Tocantins suspendeu qualquer aglomeração de animais equídeos (asininos, equinos e muares), a partir desta quarta-feira, 28. 

Na linguagem popular essa categoria de animais corresponde a mulas, cavalos e jumentos.  A suspensão se deu por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), após registro de oito casos de mormo, doença infectocontagiosa causada por bactéria que acomete principalmente os equídeos. 

As medidas foram são para os municípios de Formoso do Araguaia, Dueré, Araguatins, São Salvador do Tocantins, Santa Fé do Araguaia e Muricilândia e em mais 21 cidades vizinhas. A Portaria nº 235, de 28 de outubro de 2020, será publicada no Diário Oficial.

Já nos municípios próximos ou que fazem divisa com a essas regiões citados na sequência abaixo, foram suspensas cavalgadas e tropeadas, sendo permitidos apenas eventos autorizados pela Adapec. São eles: Sandolândia, Figueirópolis, Cariri do Tocantins, Lagoa da Confusão, Santa Rita do Tocantins, Crixás do Tocantins, Aliança do Tocantins, Gurupi, Peixe, Jaú do Tocantins, Palmeirópolis, Paranã, Araguaína, Aragominas, Ananás, São Bento do Tocantins, Axixá, Augustinópolis, Buriti do Tocantins, São Sebastião do Tocantins e Esperantina.
De acordo com o presidente da instituição, Alberto Mendes da Rocha, nesse momento, se fazem necessárias ações mais rígidas para conter o aumento de casos, pois a enfermidade, que pode ser transmitida ao homem, compromete ainda o status sanitário do plantel que conta com cerca de 250 mil equídeos. “O mormo é uma doença de interesse sanitário, econômico e social. Devemos unir forças, redobrar os cuidados e colaborar com a conscientização dos produtores rurais para que o Estado se torne livre novamente da zoonose”, ressalta.

 

Mormo

É uma doença infectocontagiosa causada por bactéria que acomete principalmente os equídeos. Nos equídeos, os principais sintomas são nódulos nas narinas, corrimento purulento, pneumonia, febre e emagrecimento. Existe ainda a forma latente (assintomática), na qual os animais não apresentam sintomas, mas possuem a enfermidade.

Prevenção

Ainda não existe vacina ou tratamento para a doença. O produtor rural deve ficar atento, e realizar os exames regularmente no seus animais, já que a validade é de 60 dias, exigi-los ao comprar um animal, evitar que ele tenha contato direto com outros. Caso o dono do equídeo suspeite que ele esteja infectado, deve isolá-lo e comunicar imediatamente para a Adapec. No manuseio, deve ter cuidado redobrado, luvas e máscaras, e evitar ao máximo que ele tenha contato com outros animais e humanos.
A Adapec está à disposição nas suas unidades em todo o Estado e disponibiliza ainda o 0800 63 11 22, de segunda-feira a sexta-feira, das 8 às 14 horas, para que os interessados tirem suas dúvidas e também denunciem trânsito clandestino de animais.

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