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NOTA FRIA

Empresa teria dado nota em branco para a entidade estudantil realizar fraude

02 junho 2011 - 08h46

Dágila Sabóia
Da Redação

 

Durante a entrevista concedida ao Portal O Norte em seu gabinete no Ministério Público Estadual (MPE) em Araguaína, o promotor público da 7º Promotoria, Moacir Camargo de Oliveira informou entre as várias irregularidades constatadas na União da Juventude Estudantil Secundarista de Araguaína (UJESA) está a emissão de Nota Fiscal falsificada.

De acordo com o promotor, respondendo à solicitação de prestação de contas da entidade, o presidente da UJESA, Fabrício Soares Goulart, entregou duas notas fiscais emitidas no valor equivalente a R$ 6.420,00 reais que comprovariam os gastos da entidade com a emissão de carteiras estudantis. Porém, quando chamado para ser ouvido pela promotoria, o proprietário Valdeney Noleto Azevedo, representante da empresa individual Araguaia Cópias, que forneceu as notas, apresentou seu bloco fiscal e quando comparadas as vias de emissão foi constatada a fraude.

A irregularidade diz respeito às datas de emissão: “Chamei o dono da empresa e ele trouxe o bloco dele e a mesma nota está com data de abril de 2011, Fabrício adulterou a data para justificar despesas do ano passado”.

Moacir Oliveira aponta que uma das notas que estavam em posse de Fabrício Goulart, foi registrada com a data de 07 de junho de 2010, no entanto, a empresa de Valdeney só foi constituída no dia 30 de julho de 2010. Na via que permaneceu no bloco da Araguaia Cópias a data registrada é de 12 de abril de 2011: “Coincidência ou não, a data da via que estava no bloco é bem próxima de quando demos início à investigação do processo”, observa o promotor.

De acordo com Moacir Oliveira, Valdeney Azevedo afirmou em depoimento à Promotoria que teria entregue em branco a Nota Fiscal ao presidente da UJESA: “Agora é preciso apurar se a empresa também tem responsabilidade no caso”, disse.

Tendo em vista o fato apontado, o promotor público informou à nossa reportagem que essa documentação da empresa será repassada para a Promotoria Criminal para ser verificado eventualmente a possível prática de crime fiscal.
 

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