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Indignados, comerciantes cobram retirada de camelôs das ruas

30 junho 2011 - 09h34

Daniel Lélis
Da Redação


O Portal o Norte já publicou inúmeras reportagens tratando da presença dos camelôs nas calçadas do Centro de Araguaína. A insatisfação da população é conhecida e o descontentamento por parte dos comerciantes que pagam impostos elevados para executar as suas atividades é indiscutível. Contudo, a despeito de o problema ser antigo, até hoje não há nenhuma política pública efetiva para resolvê-lo.

A nossa equipe esteve na Avenida Cônego João Lima no final da tarde de ontem, 29, para conversar com os empresários e com os pedestres a fim de saber a opinião destes a respeito da omissão das autoridades frente à necessidade de se elaborar uma solução viável para atender, de maneira pontual e equilibrada, aos anseios tanto dos vendedores ambulantes que trabalham ilegalmente quanto da sociedade em geral.

Revolta e indignação
Em entrevista, Fátima da Conceição, gerente de uma loja de roupas na Cônego, contou do seu descontentamento diante da presença constante de camelôs na frente da sua loja. “Eles não tem pudor algum. Chegam, distribuem os CDs e DVDs piratas em cima de uma lona disposta na calçada e pronto, começam a gritar os transeuntes. Lembro que uma vez uma moça, de uns 30 anos, ficou na porta da minha loja vendendo roupas, mesmo sabendo que era a mercadoria com a qual trabalhávamos. Ela segurava as blusas na mão. É um absurdo! É concorrência desleal. A gente é obrigado a pagar uma fortuna em tributos para ter que aturar uma situação destas?”, questionou ela revoltada.

Aliciane Pereira Rodrigues, que trabalha numa loja de calçados da Avenida, afirmou que há muito tempo promete-se um espaço para que estas pessoas possam trabalhar, mas nada de concreto foi apresentado pelo Poder Público: “O problema é antigo. Aqui, além dos mendigos que sujam as calçadas e assustam os clientes, os ambulantes também incomodam bastante. Me lembro que falaram em arrumar um local para eles poderem trabalhar, mas até hoje nada foi feito. Até quando o Poder Público vai se manter omisso diante da ilegalidade praticada a luz do dia? Pirataria não é crime?”, indagou.

Lucélia dos Anjos, 27 anos, enfermeira, conta que é freqüente ter que andar pela rua porque a calçada está ocupada pelas mercadorias dos ambulantes. Ela lembra que quase presenciou uma tragédia provocada por esta ocupação desenfreada: “Teve uma vez que vi uma senhora quase sendo atropelada porque foi obrigada a andar pelo meio da rua, já que a calçada estava completamente tomada por produtos ilegais comercializados pelos camelôs. É vergonhoso! A calçada é lugar de pedestre e não de produtos falsificados”.
 

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