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GINÁSIO JK

Moradores denunciam: Sejuves não cumpriu promessas de melhorias

28 julho 2011 - 09h22

Daniel Lélis
Da Redação


Em reportagem especial, o Portal O Norte mostrou a situação do Ginásio Poliesportivo Nilto Barros, localizado no Bairro JK, em Araguaína. Na época, o cenário encontrado pela nossa equipe era vergonhoso e mostrava o grave descaso das autoridades para com o patrimônio público.

Depois da matéria ir ao ar (confira-a na íntegra, aqui), a Secretaria Estadual da Juventude e dos Esportes (Sejuves) prometeu que tomaria providências. Dentre elas, a contratação de um administrador e de um vigilante para o espaço. Contudo, até agora, segundo os moradores, nenhuma ação foi tomada pelo órgão e o que já era ruim só tem piorado.

O problema que aumenta
De acordo com Leonardo Lima, presidente da Associação de Moradores do JK, a situação do Ginásio do bairro é cada vez mais crítica. Segundo ele, a Sejuves prometeu contratar um vigilante para cuidar do local, mas até o momento, ninguém apareceu. “A situação aqui é lastimável e só piora a cada dia. Sem vigia, semana passada furtaram o portão dos fundos do ginásio. A depredação das estruturas do espaço não para”, denunciou ele.

Segundo Lima, crianças continuam sendo aliciadas por marginais que durante a noite fazem do ginásio local para uso e venda de entorpecentes. “Até quando continuaremos esquecidos pelo Poder Público, que promete soluções, mas sempre nos deixa a ver navios? As mães da comunidade estão preocupadas com seus filhos; é época de férias e muitos deles, na busca de um espaço de lazer, procuram o Ginásio e lá ficam expostos aos mais variados riscos.”, conta revoltado.

Abandono absoluto
Ao chegar ao ginásio, a primeira impressão que teve a nossa equipe na época da primeira reportagem foi a de que ele foi palco de uma guerra, tamanha a destruição de suas estruturas. Não há vigilante. O mato já ocupou expressivamente os arredores da quadra. Os banheiros foram depredados. Há fezes e outros detritos pelo chão. O telhado do setor administrativo desabou. Os vidros das janelas foram quebrados. Não há água e a energia elétrica, segundo um morador, é fruto de uma gambiarra.

Cacos de tijolo afiados e outros objetos cortantes oferecem risco às muitas crianças que, driblando o perigo, se arriscam em percorrer o espaço à procura de diversão. A pintura original, com as cores-símbolo do Tocantins, divide espaço com dezenas de pichações. Nem mesmo a placa de lançamento da reforma do Ginásio, ocorrida em 2008, resiste aos vândalos. No chão, é pisoteada sem pudores por um menor, que questiona irritado: “Placa para que se nem ginásio tem mais?”.


 

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