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MPE intervém para que o Estado disponibilize agentes de polícia em Araguaína

26 novembro 2010 - 13h28

O Ministério Público Estadual, por meio do Procurador de Justiça João Rodrigues, emitiu parecer pela manutenção da decisão da Justiça de Araguaína que obriga o Estado a disponibilizar delegados e agentes para a Delegacia Regional da cidade.

No parecer, o Procurador de Justiça discorreu sobre a precariedade do sistema penitenciário e as últimas rebeliões que tornaram a situação insustentável. Diante dos fatos, destacou a necessidade do cumprimento da decisão, tendo em vista o tempo de tramitação do processo.


Entenda o caso
A decisão foi proferida dia 25/06/08 e atendeu a uma Ação Civil Pública proposta pelos Promotores de Justiça de Araguaína em outubro de 2007. Na época, a Justiça atendeu o pedido do MPE e determinou que a delegacia regional fosse provida com 20 delegados de polícia, 60 agentes de polícia, 50 escrivães e 30 agentes penitenciários no prazo de 60 dias.

Foi determinada ainda a reforma e adequação das delegacias e da Casa de Prisão Provisória no prazo de 12 meses, sob pena de aplicação de multa diária no valor de R$ 5.000,00 à pessoa física do então governador Marcelo Miranda e aos Secretários de Cidadania e Justiça e de Segurança Pública.

O Estado recorreu ao Tribunal de Justiça e foi atendido pelo Desembargador Liberato Póvoa, que suspendeu a decisão de primeira instância. O processo, então, permaneceu paralisado na 1ª Câmara Cível do TJ por mais de um ano, sendo incluído na pauta de julgamento do dia 04/11/2010, mas foi retirado da discussão porque os desembargadores perceberam que não havia sido enviado ao MPE para emissão de parecer. (Com informações da Ascom MPE-TO)

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