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Médico afirma: "População desinformada atrasa atendimento no HMA"

03 dezembro 2010 - 08h29

Em resposta à reportagem exibida no Portal O Norte no último dia 25, que apresentava denúncias sobre a demora no atendimento de pacientes no Hospital Municipal de Araguaína (HMA), um dos médicos plantonistas do hospital, Dr. Túlio Costa, esclareceu os acontecimentos ocorridos na noite do último dia 24, afirmando serem eles, completamente esporádicos. Segundo o médico, o tempo médio de espera noturno é bem menor normalmente: “Pelo menos na clínica médica, que é o setor onde eu trabalho, o paciente espera por atendimento em média 15 a 30 minutos em horários entre 19:00h e quase que instantâneo depois desse horário” explica.

Túlio Costa, afirma que a demora no atendimento aos pacientes é resultado da falta de informação dos mesmos, justificando que o HMA é um hospital de Pronto-Atendimento, para receber pacientes em casos de urgência (febre, vômitos e diarréia), porém o hospital vem realizando atendimentos ambulatoriais, casos estes, que podem ser resolvidos em Unidades Básicas de Saúde (UBS): “Nosso atendimento no HMA está completamente errado! Estamos fazendo atendimento ambulatorial em um hospital de Pronto-Atendimento. Pacientes que há semanas estavam com queixas de dores, buscam o hospital ao invés das UBSs, o que retarda o atendimento de pessoas que realmente precisam ser pronto-atendidas” declara.

Segundo dados fornecidos pelo HMA, a cidade de Araguaína conta hoje com 36 UBS que estão funcionando com 80 médicos e Dr. Túlio destaca: “Somos a cidade com maior proporção médico/UBS/população do Tocantins, mas apesar dessa disponibilidade de profissionais, a população insiste em ir diretamente ao HMA”, diz.

O resultado disso, de acordo com o plantonista é que praticamente a metade dos atendimentos realizados no hospital, são ambulatoriais: “Se formos fazer um levantamento oficial, será possível ver que a cada 100 pacientes que chegam ao HMA, de 40-50 atendimentos são para patologias clínicas de nível ambulatorial e isso é inaceitável!”, reclama o médico.

Outro problema apontado pelo Dr. Túlio Costa é a questão operacional, segundo ele, não existe um clínico geral disponível para uma pré-triagem que possa identificar se o cidadão que busca atendimento é um paciente hospitalar ou ambulatorial. E ainda ressalta: “Essa não é somente uma questão de Araguaína ou do Estado é um problema nacional”.

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