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Oficinas trabalham a consciência ecológica de crianças e jovens

21 outubro 2011 - 11h09

Mais de 350 alunos de escolas estaduais e municipais de Araguaína participaram das atividades realizadas da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia da Fundação de Medicina Tropical do Tocantins (Funtrop) entre os dias 17 e 20 de outubro, com as oficinas de ‘Determinação do Ph da Água’, ‘Mosquitoeira, como Capturar o Mosquito da Dengue?’, ‘Plantando Consciência Ecológica’ e a ‘Visita ao Horto’, realizadas por pesquisadores e técnicos da Funtrop.

O zootecnista e pesquisador Rodrigo Borges fez um experimento para mostrar aos estudantes a qualidade da água. “Eles analisaram águas de diferentes fontes locais para verificar os diferentes níveis de pH”, disse o pesquisador, que fez a experiência para cada grupo de alunos ensinando que se o pH da água for entre 0 até 6.9 é classificada ácida, entre 7.1 a 14 é identificada alcalina e se for 7 é neutra. Borges explicou que a água fica muito ácida por diversos fatores, entre eles a poluição e a decomposição de matéria orgânica. “Os níveis de pH abaixo de 4 prejudicam a sobrevivência de peixes”, contou ele, revelando que o ideal para consumo humano é entre 6 e 9.

Segundo o pesquisador, esta atividade integra uma série de eventos propostos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac). No Brasil, as atividades estão sendo organizadas por entidades brasileiras da química e por instituições de pesquisa. Os valores médios dos resultados obtidos serão lançados no banco de dados nacional do experimento global e todos terão acesso no site http://qnint.sbq.org.br/qni

Para o estudante do 1º ano do Ensino Médio, Marcos Vinícios Dias, 16, esta experiência vai acrescentar conhecimentos à sua vida acadêmica. “A água é uma questão de sobrevivência para todo o planeta e se a qualidade dela não for boa vai prejudicar os homens e os animais”, contou o estudante, satisfeito em saber identificar a água do lago, que é mais ácida, e a do poço, que é mais alcalina. Com todos esses conhecimentos, a estudante do 1º ano do Ensino Médio Sâmara Gomes, 15, faz questão de passar essa experiência para a sua família. “Agora eu vou saber a qualidade da água que vamos utilizar em casa, porque água é saúde”, disse a estudante.

Mosquitoeira
Na oficina ‘Mosquitoeira, Como Capturar o Mosquito da Dengue?’, pesquisadores e técnicos da Entomologia esclareceram aos estudantes todo o ciclo de vida do Aedes aegypti, desde o ovo até a fase adulta, e também ensinaram a fazer armadilhas para capturar os ovos dos mosquitos. “É uma forma de controlar a proliferação do transmissor da dengue dentro de suas próprias casas, aprendendo a conscientização e a reciclagem, porque a captura é realizada com garrafa pet”, disse a pesquisadora Betânia Soares, que também mostrou os flebotomíneos (insetos transmissores das leishmanioses) e os triatomíneos (insetos transmissores da doença de Chagas).

Para a estudante do 1º ano do Ensino Médio Hemilly Natália Barbosa Lima, 15, os cuidados para evitar os focos dos mosquitos serão redobrados em sua casa. “Meu quintal é enorme e fica mais fácil ter criadouros. Mas vou ficar mais atenta para não deixar água parada”, disse ela, satisfeita com as informações da oficina.

“Quero ser professor de Biologia”, disse o estudante do 1º ano de ensino Médio Nielson Luciano da Silva, 16, tirando fotos da mosquitoeira, porque achou interessante todo o processo de criação do Aedes aegypti. “Adoro pesquisar o mundo animal e insetos em geral”, revelou o estudante, que vai guardar as fotos em seu arquivo.

‘Semear Ciência’
Muitas crianças se encantaram com o horto ‘Semear Ciência’ na oficina ‘Plantando Consciência Ecológica’. Eduardo Dias Borges, 8, aluno do 3º ano fundamental, antes só ficava na televisão enquanto a sua mãe plantava hortaliças. “Gostei muito de mexer com terra e agora vou ajudar a minha mãe”, disse ele, contente de plantar a semente de girassol em um vaso feito de garrafa pet, que levou para cuidar em casa. “Essa flor é linda, porque acompanha o sol”, lembrou ele. Já Valéria da Silva Nunes, da mesma classe, ajuda a sua mãe a plantar couve e cebolinha no quintal da sua casa. “Eu gosto de mexer com plantas e na minha casa tem salada todos os dias”, contou, satisfeita de participar da oficina.(Secom)

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