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ENTREVISTA

"Mesmo que uns não queiram, estamos organizando a cidade"

02 dezembro 2011 - 07h28

Alberto Rocha
Correio Araguainense

 


Ele é responsável por conseguir uma das maiores arrecadações do município. Organizar primeiro para depois investir. Essa foi a filosofia de trabalho de Clovis Junior desde que assumiu a Secretaria da Fazenda do município, a convite do prefeito Valuar.

Nessa entrevista exclusiva ao Correio Araguainense, Junior fala de tudo e com desenvoltura sobre temas importantes como política, parceria do Governo do Estado, arrecadação, investimentos, reeleição do atual prefeito, além de perspectivas sobre o número de vereadores que o seu partido, o DEM, deve fazer nas próximas eleições.

Clovis Junior, que tem bom trânsito entre os vereadores, o Governo do Estado, servidores e população em geral, é discreto e não gosta de muita badalação naquilo que faz, mas resolve. Talvez por isso, às vezes, muitos o chamam de supersecretário. Mas avisa que não gosta desse tratamento. “Isso me incomoda”, diz.

O secretário da fazenda afirma não se importar com as críticas e que procura trabalhar em cima de planejamento e que gosta das cobranças. Com relação a Valuar, Júnior e enfático: “O homem é chato na hora de cobrar resultados, chega a se transformar em outra pessoa, quer tudo certinho”.

Correio – Onde o senhor trabalhou antes de assumir a secretaria da fazenda de Araguaína?
Clovis -
Fui estagiário do INSS, já trabalhei no Sebrae, fui funcionário concursado do BASA, trabalhei nas áreas de auditoria e controle interno das prefeituras de Goiatins, Santa Fé, Wanderlândia e fui secretário da fazenda do município de Itupiranga-PA. Além dessas atividades, coordenei a campanha de deputado estadual do Valuar Barros.

Correio – Como é comandar as finanças da capital econômica do Estado?
Clovis –
É muita responsabilidade, pois se trata de um cargo que exige um grau técnico muito grande. Ao mesmo tempo é uma alegria imensa contribuir com minha cidade. Ser secretário de Araguaína é uma mistura de responsabilidade com um sentimento de gratidão para com esse lugar que me viu nascer e que aprendi a amar de coração.

Correio – O que mais lhe atrapalha nessa função?
Clovis -
O mais difícil é ser técnico e ao mesmo tempo lidar com a política. Às vezes, a política quer interferir.

Correio – O senhor aceita essa interferência?
Clovis-
Nunca aceitei interferência política no meu trabalho. Sou técnico, profissional, formado em ciências contábeis, com pós-graduação em MBE em gestão pública. Faço aquilo que é o certo para a administração.

Correio - Mas o seu cargo é político
Clovis –
Mas não me atrapalha não. Tenho consciência disso. É preciso muito jogo de cintura para transitar nos dois lados sem magoar ninguém e fazer o trabalho da melhor maneira possível. Até agora não tive problema em ser técnico e lidar com os políticos.

Correio – Como pegou as finanças da prefeitura?
Clovis –
Muito difícil, sem nenhuma perspectiva de investimentos. Todos os municípios passavam e ainda passam por momentos difíceis na área da arrecadação. Aqui, levei dois anos para organizar as finanças.

Correio – O que mudou, então?
Clovis - Hoje respiro mais aliviado. Implementamos a receita própria em 18%. O município investiu mais em saúde e em educação, recursos nunca inferiores a 30% das nossas receitas.

Correio – Este ano, quais foram as prioridades de investimentos?
Clovis -
Priorizamos a infraestrutura, como operação tapaburacos, asfaltamento de ruas, limpeza de bairros, cascalhamento, saneamento básico, construção de casas populares, recuperação de estradas vicinais, dentre outros. Até agora já foram 12 milhões investidos. Deste valor, dez milhões vieram dos cofres da prefeitura.

Correio - E no ano que vem?
Clovis -
Vamos continuar investindo na infraestrutura, dando atenção especial também à educação, saúde e habitação.

Correio – O Valuar é chato na hora de cobrar resultados?
Clovis –
(risos) Chato, muito chato, chega a se transformar. É outro homem. Ele é muito exigente, cobra resultados, exige que tudo esteja dentro da legalidade. Acho que tem que ser assim mesmo, exigente. Mas ele confia muito em mim e em todos os outros secretários.

Correio – Que avaliação o senhor faz da administração do Valuar?
Clovis –
Acho que está dentro daquilo que se pode esperar, daquilo que pode ser feito, dentro das possibilidades, dos recursos disponíveis, dentro das condições financeiras e da legalidade.

Correio – Já andam dizendo por aí que Valuar “tarda mas não falha”.
Clovis -
(risos) Valuar trabalha dentro do que foi planejado. Planejamos e agora estamos investindo. Valuar nunca aceitou investir fiado, para pagar depois. Com ele é dinheiro no caixa e obra na rua. É o jeito dele. Só gasta o que tem e o que se pode, nada além disso. (Pausa) Valuar não tarda, ele age na hora certa.

Correio – Ser chamado de supersecretário incomoda ou soa como elogio?
Clovis -
Incomoda. Essa palavra super às vezes vem no sentido pejorativo. Eu sou somente secretário da Fazenda do Município, um cargo de confiança do prefeito. Não sou super, como falam. Minha função é delimitada pelo prefeito.

Correio – Como está o DEM? (partido Democratas)
Clovis –
O partido está fortalecido para as eleições do ano que vem. Estamos em todos os segmentos da sociedade, na religião, nas ONGs, no comércio, na classe empresarial, estudantes e na juventude. A meu ver, o DEM apresenta hoje o melhor quadro para o legislativo municipal. Vamos lutar para fazer de 6 a 7 vereadores.

Correio – O senhor é candidato a vereador?
Clovis –
Não sou.

Correio – Jura?
Clovis -
Não pretendo. Não é a minha intenção.

Correio - Todos se perguntam: Valuar é ou não é candidato à reeleição?
Clovis - Como presidente do Democratas torço para ele ser candidato. Vamos trabalhar até o último suspiro para que ele dispute as eleições. Agora, como secretário não opino sobre o assunto. Nesse caso, a decisão é só dele. Vamos aguardar.

Correio – Como reage às críticas com relação à administração do Valuar?
Clovis –
O Valuar responde às críticas com trabalho e resultado. Não concordo quando as críticas são feitas de forma pejorativa com o objetivo de atingir o lado pessoal das pessoas. As críticas construtivas e com responsabilidade são bem-vindas. Elas apontam o caminho e a solução.

Correio – O senhor acha oportunismo político quando alguns partidos criticam o Zona Azul?
Clovis -
Acho desnecessárias e inoportunas essas críticas feitas por alguns partidos políticos. O Zona Azul chega para democratizar e organizar o tráfego da cidade. Já contratamos até um engenheiro de trânsito. Mesmo que uns não queiram, vamos trabalhar para organizar o trânsito da cidade. Opor-se à essa possibilidade é oportunismo, uma interferência desnecessária.

Correio – Qual o orçamento do município para o ano que vem?
Clovis -
O orçamento será de 240 milhões de reais.

Correio – O senhor é elogiado pela forma como trata os servidores, vereadores e população
Clovis –
Sinto-me gratificado. Fui criado assim e não tenho outra maneira de tratar as pessoas. Meus pais me educaram para respeitar a todas as pessoas.

Correio - O senhor aceita críticas?
Clovis -
Sim. De todo jeito. As construtivas eu aproveito; as outras eu esqueço, não relevo.

Correio – Houve críticas ao projeto Virada Cultural
Clovis –
As críticas vieram principalmente da parte de políticos, mas o resultado foi positivo. Houve apresentação de teatro, de dança, festa, além de gerar renda para os autônomos. Às críticas eu respondo com a frase de Arnaldo Antunes: “A gente não quer só comida, a gente quer comida e diversão”.

Correio – Time do coração
Clóvis –
MENGÃO.

Correio – Onde espera estar daqui a dez anos e fazendo o quê?
Clovis -
Estar com minha carreira profissional consolidada e com os meus filhos educados e encaminhados na vida.

Correio - O Siqueira Campos está ajudando Araguaína?
Clovis –
Sim. A relação entre Município e Estado é a melhor possível. Temos importantes parcerias principalmente no social e habitação. Destaco a participação do Secretário do Trabalho e Ação Social, Agimiro Costa. Ele tem sido muito solícito nos nossos pedidos. Ele tem nos ajudado muito e está sempre presente nas questões de Araguaína.

 

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