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ARAGUAÍNA

Pedintes profissionais agem de má fé e atuam em grupo no Centro

05 dezembro 2011 - 08h01

Da Redação


Elas ficam paradas na porta dos estabelecimentos aguardando a saída dos clientes para que possam pedir trocados. Pedem também para os pedestres que passam pelas calçadas.

Essa é uma situação comum de se observar nas ruas da região Central de Araguaína. Mas um caso em especial chamou a atenção de nossa reportagem. Uma mulher parada ao lado do caixa de uma pastelaria na Cônego João Lima. À medida que os clientes iam até o caixa acertar a sua conta e receber o seu troco, ela estava ali pronta para pedir esmolas com uma papel na mão que justificaria a sua atitude. No papel estava escrito que ela precisava arrecadar dinheiro para comprar remédio para seu filho doente. A mulher de aproximadamente 35 anos pedia para todos os clientes que passavam pelo caixa. O Portal O Norte verificou também a presença de uma segunda pessoa que se aproximou da mulher desconhecida e que recolhia o dinheiro arrecadado, na oportunidade, a mulher pedia à operadora de caixa para trocar o dinheiro e repassava para o homem que saía do local contando as cédulas.

Percebendo nossa presença, a mulher recua e quando nossa equipe se aproximou para falar com a pedinte, ela se recusa e diz que não quer conversar. Nossa reportagem insiste e pergunta se ela precisa de ajuda, imediatamente a mulher que prefere não se identificar diz que o que ela precisa já está conseguindo, logo chega uma terceira pessoa que atua juntamente com ela a puxa pelo braço a afastando de nossa equipe, dizendo que ela não vai conversar e vão embora juntas.

Nossa reportagem conversou com uma das funcionárias do estabelecimento que afirma ser um grupo de pelo menos cinco pessoas que se revezam para pedir esmolas na porta da pastelaria: “São ciganos e eles vivem disso, todos os dias estão aqui pedindo dinheiro na boca do caixa”.

Conversando com as pessoas que estavam na pastelaria, percebemos que o fato incomoda bastante na hora de pagar a conta. “É constrangedor chegar no caixa receber o troco e a pessoa na frente de todo mundo ficar insistindo pra que você dê esmola. Tô acostumada a ver essa cena aqui, só muda a cara das pessoas que fica ali pedindo”, observa a balconista, Luciana Borges, 26 anos.

Chegando a temporada de compras natalinas, o movimento no comércio aumenta e o número desses pedintes profissionais deve aumentar. O fato preocupa os lojistas que afirmam que existem situações em que essas pessoas chegam a intimidar os clientes que entram e saem dos estabelecimentos comerciais. “Como eles ficam na porta das lojas as vezes um cliente nosso chega ou sai e a pessoa começa a pedir e quando não é atendida chega até a xingar o cliente, é difícil evitar essas situações”, diz a gerente comercial Poliana Martins.

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