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Araguaína intensifica combate à doença grave que pode matar cães e humanos

16 julho 2025 - 08h28Por Da Redação

Durante os meses mais quentes e úmidos do ano, é comum o aumento da presença do flebotomíneo, conhecido como mosquito-palha, transmissor da leishmaniose visceral (LV). Por isso, a Secretaria Municipal da Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), alerta a população para os riscos e reforça orientações de prevenção.

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Como não há vacina contra a doença para humanos, a melhor forma de evitar a transmissão é o controle do mosquito e a proteção individual. Mesmo com a queda no número de casos, os cuidados devem ser constantes. Em 2024, foram registrados nove casos da doença em humanos e, em 2025, até o momento, são três notificações.

DIAGNÓSTICO PRECOCE

A leishmaniose visceral é uma doença grave e pode causar complicações fatais se não for diagnosticada e tratada a tempo. Por isso, o monitoramento e a prevenção são essenciais, principalmente em regiões mais propensas à presença do mosquito.

Segundo a secretária da Saúde, Ana Paula Abadia, o envolvimento da população é fundamental. Ela reforça o uso de coleiras repelentes em cães e a importância de notificar casos suspeitos ao CCZ.

AÇÕES PERMANENTES DO MUNICÍPIO

A Prefeitura de Araguaína atua com várias frentes de combate à leishmaniose. Agentes de Combate às Endemias e Agentes Comunitários de Saúde realizam visitas nas casas para orientar os moradores sobre limpeza dos quintais, descarte de resíduos orgânicos e cuidados com os animais.

Entre as medidas está também a proibição da criação de aves e suínos na zona urbana, conforme determina a Lei Municipal nº 2.908/2014. A medida visa eliminar focos de proliferação de vetores da doença.

Além disso, cães são testados e, em caso de resultado positivo, os tutores podem optar pelo tratamento ou permitir o recolhimento do animal. Em 35 bairros prioritários, os agentes realizam o encoleiramento com coleiras impregnadas com inseticida, com substituição a cada seis meses.

ATENDIMENTO NAS UBS E AÇÕES NAS ESCOLAS

A rede municipal de saúde atende pacientes com suspeita da doença nas Unidades Básicas de Saúde, com exames e encaminhamento para tratamento. Outro ponto importante é o trabalho educativo, com apresentações de teatro de fantoches e palestras em escolas e comunidades para conscientizar a população.

ENTENDA A LEISHMANIOSE VISCERAL

A doença é transmitida pela picada do mosquito-palha infectado e pode atingir humanos e cães. O cão é o principal reservatório do parasita. Ao picar um animal doente, o mosquito se torna transmissor.

Nos humanos, os principais sintomas são febre prolongada, fraqueza, perda de peso e aumento do baço e do fígado. Nos cães, é comum a queda de pelos, emagrecimento, feridas e crescimento anormal das unhas.

Como não há vacina para humanos, a prevenção é a única forma de proteção: manter os quintais limpos, usar roupas que cubram o corpo no fim da tarde, aplicar repelente e permitir o uso de coleiras repelentes nos animais.

BAIRROS QUE RECEBEM AÇÃO DE ENCOLEIRAMENTO

As equipes do CCZ estão atuando com o encoleiramento de cães nos seguintes bairros: Parque Bom Viver, Setor Barros, Jardim Boa Vista, Costa Esmeralda, Parque Primavera Norte, Setor Maracanã, Setor Universitário, Jardim das Mangueiras, Campus Universitário, Vila Goiás, Vila Santiago, Vila Santa Rita, Residencial Topázio, Jardim Mangabeira, Setor Sul, Jardim Paraíso I, Setor Presidente Lula, Imaculada Conceição, Araguaína Sul, Raizal, Setor Tocantins, Residencial Camargo, Vila Ribeiro, Residencial Flamboyant, Setor Vitória, Céu Azul, Residencial Cazarotto, Alto Bonito, Tiúba, Vila Nova, Parque Primavera, Setor Palmas, Itaipú, Vila Aliança e Vila Patrocínio.