Imagens que circulam nas redes sociais nesta quarta-feira (21) chamaram a atenção de moradores de Araguaína. Um homem, ainda não identificado, aparece ferido e visivelmente sujo em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
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FERIMENTOS VISÍVEIS
Nas imagens, é possível observar que o homem apresenta lesões na mão, no braço e no rosto. No entanto, apenas o ferimento facial estava com curativo, o que gerou questionamentos sobre o atendimento prestado no local.
COBRANÇA POR ATENDIMENTO
Um cidadão que presenciou a situação decidiu gravar um vídeo e expor o caso nas redes sociais. No registro, ele questiona as condições em que o homem se encontrava e cobra um atendimento mais digno, ressaltando a necessidade de cuidado adequado para qualquer pessoa que procure a unidade de saúde.
REPERCUSSÃO E QUESTIONAMENTOS
O vídeo ganhou rápida repercussão e provocou debate entre internautas, que passaram a questionar a conduta e os protocolos adotados no atendimento da UPA.
POSICIONAMENTO AGUARDADO
O Portal O Norte entrou em contato com o Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), entidade responsável pela administração da UPA de Araguaína, solicitando esclarecimentos sobre o caso.
Confira a nota na íntegra:
NOTA À IMPRENSA
A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Anatólio Dias Carneiro esclarece que é falsa a alegação de que um paciente teria deixado de ser atendido pela unidade ou que teria sido “liberado” sem assistência.
Todo cidadão que busca atendimento na UPA é devidamente acolhido, triado e orientado, conforme classificação de risco e prioridade clínica, seguindo rigorosamente os protocolos assistenciais vigentes.
O caso citado refere-se a um paciente com registro recente de atendimento na unidade, sendo a última entrada no dia 21 de janeiro, ocasião em que houve acolhimento, triagem e atendimento inicial, devidamente registrados. A unidade possui registro em prontuário e imagens do sistema interno de segurança que comprovam o atendimento prestado e, sobretudo, que o paciente optou por não aguardar a continuidade da assistência e deixou o local por decisão própria, caracterizando evasão.
Ressalta-se ainda que, durante o acolhimento, a equipe identificou dificuldade para concluir o cadastro, uma vez que o paciente não portava documentação pessoal e apresentava inconsistências na comunicação, o que dificultou a confirmação imediata de dados. Importante esclarecer que a equipe não pode impedir a saída de um paciente orientado, quando este decide deixar a unidade voluntariamente.
Diante disso, a direção da unidade reforça que não procede qualquer narrativa de omissão, recusa de atendimento ou negligência. Trata-se de uma tentativa inaceitável de distorcer os fatos, com o objetivo de atacar a reputação da unidade e descredibilizar o trabalho das equipes que atuam 24 horas por dia para garantir assistência segura e responsável à população.


Nas imagens, é possível observar que o homem apresenta lesões na mão, no braço e no rosto. - Crédito: Reprodução


