Relatos de profissionais da saúde reacenderam o debate sobre as condições de funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araguaína. As manifestações, divulgadas principalmente em redes sociais, apontam para um cenário de sobrecarga no atendimento, insuficiência de pessoal e limitações estruturais que estariam impactando a rotina da unidade. A repercussão fez o prefeito comparecer in loco na unidade para averiguar a situação.
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As denúncias que repercutem em grupos de WhatsApp e redes sociais partiram de profissionais que atuam diretamente no atendimento de urgência e emergência e descrevem um ambiente considerado no limite operacional.
ATENDIMENTO SOB PRESSÃO
De acordo com os relatos, a UPA estaria operando acima da capacidade prevista, com grande volume de pacientes aguardando atendimento. Há indicações de que pessoas em estado grave estariam sendo acomodadas em espaços improvisados, diante da falta de leitos e áreas adequadas.
Profissionais afirmam que todos os setores permanecem cheios ao longo do dia, enquanto o número de servidores disponíveis não acompanha a demanda crescente.
DESGASTE DA EQUIPE
Os trabalhadores ressaltam que a dificuldade não está relacionada à falta de compromisso profissional, mas à ausência de condições mínimas para o exercício da função. A sobrecarga contínua teria provocado exaustão física e emocional, além de episódios de adoecimento entre membros da equipe.
Segundo os relatos, alguns profissionais seguem trabalhando mesmo sem condições ideais de saúde, temendo que a ausência agrave ainda mais a situação enfrentada pelos colegas.
PEDIDO DE AÇÃO
Diante do cenário, os profissionais defendem a atuação de órgãos de fiscalização e cobram providências efetivas do poder público. Eles avaliam que a saída de funcionários não soluciona o problema, já que novos trabalhadores acabam expostos às mesmas condições.
A principal reivindicação é por reforço estrutural e ampliação do quadro de pessoal, com medidas que tenham impacto direto no atendimento à população.
POSIÇÃO DA PREFEITURA
Após a repercussão das denúncias, o prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, esteve na UPA para acompanhar a situação. Em vídeos publicados nas redes sociais, o gestor reconheceu a superlotação da unidade e atribuiu o aumento da demanda ao atendimento de pacientes vindos não apenas do município, mas também de cidades vizinhas.
Segundo o prefeito, enquanto não houver autorização do Ministério da Saúde para a ampliação da rede, a UPA permanece como única unidade disponível para absorver esse volume de atendimentos.
O gestor também negou informações sobre atraso no pagamento de salários e pediu compreensão da população diante do cenário enfrentado.
ALERTA À POPULAÇÃO
Os profissionais reforçam que o objetivo das denúncias não é alarmar, mas chamar atenção para a necessidade de soluções urgentes. Eles alertam que, sem intervenções estruturais e administrativas, a situação pode se agravar, com reflexos diretos na segurança dos pacientes e nas condições de trabalho da equipe.


A repercussão fez o prefeito comparecer in loco na unidade para averiguar a situação. - Crédito: Reprodução


