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APOSTAS ONLINE

Brasil se destaca com “potencial considerável” para mercado de jogos

30 abril 2020 - 21h35

O último relatório anual apresentado pela Kambi, principal fornecedora independente de apostas esportivas premium e serviços de tecnologia, destacou o “potencial considerável” do Brasil para o mercado de jogos e apostas. Para que isso seja atingido, contudo, é necessário que a atividade seja regulamentada – algo que deve ocorrer em breve.

“Olhando para o futuro, o Brasil é um mercado com um potencial considerável, e os sinais são encorajadores de que um regime de licenciamento permita apostas esportivas com probabilidades fixas está próximo”, afirmou a empresa em seu relatório oficial.

O relatório menciona a Lei 13.756/18 como uma das etapas já superadas em prol de que esse potencial econômico possa ser explorado. Promulgada em dezembro de2018, a normativa basicamente legaliza as apostas esportivas no país, seja por meio físico ou digital. Agora, o Ministério da Fazenda trabalha para que a atividade seja regulamentada.

Com a regulamentação, serão estabelecidas as diretrizes que devem ser seguidas pelas plataformas de apostas esportivas – muitas das quais também contam com áreas voltadas aos jogos de azar. É possível, portanto, realizar seu palpite em competições esportivas ou se divertir na roleta de cassino online em um mesmo ambiente virtual.

É justamente esse cenário, de acordo com a Kambi, que deve elevar o Brasil ao patamar de segundo maior mercado de jogos e apostas do mundo.

“Como a nação mais populosa da América Latina, lar de mais de 200 milhões de pessoas, a escala da oportunidade de apostas esportivas é sem dúvida vasta. De acordo com a revista Gambling Compliance, um mercado brasileiro regulamentado pode se tornar o segundo maior do mundo nos primeiros cinco anos, atrás apenas do Reino Unido, embora se espere que os EUA assumam a posição número um ao longo do tempo”, concluiu o relatório.

Regulamentação das apostas esportivas no Brasil

Ao que tudo indica, o governo brasileiro deve apresentar em breve a regulamentação definitiva sobre apostas esportivas no país. Segundo o subsecretário de Prêmios e Sorteios do Ministério da Economia, Waldir Eustáquio Marques Júnior, as normas que irão reger a atividade estão, hoje, um tanto distantes do que foi delineado inicialmente, mas isso não deve atrapalhar os investimentos previstos para na área.

Esse será mais um passo importante para esse mercado, podendo garantir que possíveis práticas ilegais sejam coibidas e a proteção dos consumidores seja garantida. Além disso, a medida poderá gerar mais receita para os governos federais e estaduais que, devido ao atual momento, devem ter uma queda na arrecadação.

Apenas o futebol movimenta cerca de R$ 4 bilhões em apostas por ano, explicou Pedro Trengrouse, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mas não existe nenhum tipo de regulamentação sobre esse movimento financeiro até o momento, cenário que deve ser transformado a partir de março.

“Sem regulamentação a gente não tem monitoramento, não tem tributação, só tem
os riscos. A maioria dos sites não vai se mudar dos paraísos fiscais, mas a regulamentação permite troca de informações e monitoramento. A gente consegue identificar quem está jogando, quanto. Consegue cobrar uma taxa de funcionamento do site no país”, esclareceu.

Casas de apostas invadem a Série A do Brasileirão

A certeza que fica a partir da análise desse contexto é que as plataformas de apostas só tendem a crescer nos próximos anos e invadir de vez o futebol nacional, promovendo acordo junto aos clubes e oferecendo patrocínios. Hoje, dentre as 20 equipes que fazem parte da Série A do Brasileirão, 13 já contam com o patrocínio de empresas de apostas esportivas. As parcerias envolvem diversas equipes que já faziam parte da elite do futebol em 2019, mas também incluem times que subiram da Série B, como Sport, Coritiba e Atlético-GO.

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