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FASE DIPLOMÁTICA

Brasil libera entrada de chineses sem visto e amplia parceria com a China

24 janeiro 2026 - 08h44Por Da Redação

O governo brasileiro decidiu conceder isenção de visto para cidadãos chineses em viagens de curta duração. A medida foi confirmada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após conversa telefônica com o presidente da China, Xi Jinping, na noite de quinta-feira (22).

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A decisão é uma resposta à política adotada por Pequim, que desde 2025 passou a dispensar a exigência de visto para brasileiros.

MEDIDA INTEGRA AMPLIAÇÃO DA COOPERAÇÃO

Segundo nota do Palácio do Planalto, a isenção está inserida no processo de fortalecimento da cooperação bilateral em áreas consideradas estratégicas, descritas como “fronteira do conhecimento”.

O governo brasileiro informou que a medida faz parte do pacote de ações para ampliar a circulação de pessoas, negócios e parcerias entre os dois países.

COMO FUNCIONA A POLÍTICA CHINESA

Desde 1º de junho de 2025, brasileiros estão dispensados de visto para entrar na China em viagens de curta duração. Inicialmente válida por um ano, a política foi estendida até 31 de dezembro de 2026.

A isenção vale para viagens de turismo, negócios, visitas, intercâmbios e trânsito, com permanência de até 30 dias.

OUTROS PAÍSES TAMBÉM SÃO BENEFICIADOS

Além do Brasil, a política chinesa contempla outros países da América do Sul, como Argentina, Chile, Peru e Uruguai, que integram o grupo de 45 nações beneficiadas.

Desde 2024, a maioria dos países europeus, além do Japão e da Coreia do Sul, também não precisam de visto para ingressar no território chinês.

TELEFONEMA ENTRE LULA E XI

A conversa entre os dois presidentes durou cerca de 45 minutos. Eles trataram do fortalecimento das relações bilaterais desde a visita oficial de Xi ao Brasil e da criação da Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil–China, lançada em novembro de 2024.

Segundo o Planalto, os líderes destacaram sinergias entre os projetos de desenvolvimento dos dois países, especialmente nas áreas de infraestrutura, transição ecológica e tecnologia. Também reafirmaram o compromisso com o multilateralismo, o direito internacional e o fortalecimento da ONU.